Dezessete
anos após a sua criação
como uma organização nacional de saúde e direitos
reprodutivos para as mulheres, Ipas Brasil está avançando
como uma ONG independente, um passo que reflete o seu histórico
de sucesso e crescente reputação como liderança no
esforço
para reduzir a mortalidade materna causada pelo abortamento inseguro
no Brasil, país mais populoso da América do Sul.
Temos um novo nome - Ações Afirmativas em Direitos e Saúde
| Ipas Brasil (AADS | Ipas Brasil) e um novo relacionamento com Ipas,
mas nossa missão continua a mesma: garantir orientações
e opções de acesso seguro ao atendimento à saúde
sexual e reprodutiva de mulheres e adolescentes no Brasil.
O novo
nome da AADS | Ipas Brasil reflete essa nova mudança, a partir
dos símbolos inseridos na nova logomarca da organização.
A arrouba (@) do primeiro “a” reflete a tecnologia na comunicação
ou a era digital que vivemos. Já a flor nos remete a fase em
germinação, e subseqüente geração
de novos frutos ou projetos/ trabalhos na área da saúde
e dos direitos sexuais e reprodutivos.
A transição do website de Ipas Brasil para a AADS|
Ipas Brasil marca essa nova fase. Os documentos e sites antes alocados
em
www.ipas.org.br estarão todos disponíveis no
novo endereço
eletrônico www.aads.org.br
. Para arquivos em PDF, DOC, imagens e mesmo a Revista Eletrônica
(ainda em manutenção); basta apenas trocar no endereço
eletrônico anterior a palavra “ipas” por “aads”.
Por exemplo, o link documento: http://www.ipas.org.br/arquivos/Biografia2008.pdf
passará
a ser http://www.aads.org.br/arquivos/Biografia2008.pdf .
O mesmo valerá para os e-mails de ipas.org e ipas.org.br.
Por exemplo: revista@ipas.org.br ficará: revista@aads.org.br .
E AdesseL@ipas.org passará a ser AdesseL@aads.org.br. Os
textos do site www.ipas.org.br estão todos reproduzidos
no www.aads.org.br porém
terão endereçamento (links) diferentes.
Nos próximos meses estaremos passando por ajustes técnicos
e visuais nos websites da organização, além de
serviços de mídias sociais e documentos. Esperamos contar
com a paciência e colaboração de todos nessa etapa
de transição organizacional.
Histórico
Desde a sua criação em 1994, Ipas Brasil vem trabalhando
com os profissionais de saúde em todos os 26 estados brasileiros
e em parceria com as secretarias de saúde e com a Federação
Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, oferecendo capacitação
em serviço de forma a ampliar suas habilidades para prestar
assistência ao abortamento de forma integral, incluindo o tratamento
de suas complicações e o aconselhamento de planejamento
reprodutivo. Um foco adicional tem sido dado no apoio ao acesso à vitimas
de violência sexual para uma atenção de qualidade
e respeitosa. Colaborando com as organizações de mulheres
e grupos que trabalham com adolescentes, bem como com os profissionais
de saúde
e os operadores da justiça e segurança, vêm desenvolvendo
junto à rede de serviços, ações que garantam
que as vítimas de estupro recebam todos os cuidados que necessitam
de forma oportuna e humanizada.
Em 2007, Ipas Brasil em parceria com o Ministério da Saúde
e com a Universidade Estadual do Rio de Janeiro realizou um estudo
da base de dados do SUS que serve como uma referência fundamental
sobre a magnitude do aborto no Brasil. Neste mesmo ano, apoiou a criação
do Grupo de Estudos sobre o Aborto
(GEA) com o objetivo de analisar
evidências científicas e refletir sobre os diferentes
determinantes do abortamento inseguro estabelecendo um sólido
diálogo entre Saúde & Direito.
E na última década, Ipas Brasil tem empregado estratégias
e mecanismos de financiamento para realizar sua missão: isso
inclue, a promoção de parcerias inovadoras com grupos de jovens, sindicatos
e outras organizações de direito como forma de trazer
novas vozes para a discussão nacional em torno dos direitos
reprodutivos.
"Os esforços pioneiros de Ipas Brasil têm ajudado
a salvar a vida de milhares de mulheres e meninas no Brasil e têm
avançado
a causa dos direitos reprodutivos na América do Sul. Estamos
ansiosos para firmarmos parcerias com Ações Afirmativas
Direitos e Saúde / Ipas Brasil em iniciativas estratégicas
que terão um grande impacto para além das fronteiras
do Brasil ", diz Elizabeth S. Maguire, presidente e CEO da
Ipas.
Nos
últimos anos,
demonstrações
de intolerância à diversidade de pensamento e ao direito
de autonomia e escolha estão se intensificando no Brasil.
Não
podemos deixar de lembrar que em 2008, as mulheres foram submetidas
a processo judicial, acusadas de buscarem pelo procedimento do aborto.
Esse caso ocorreu no estado brasileiro de Mato Grosso de Sul, onde
a polícia invadiu uma clínica que oferecia serviços
de aborto clandestino e apreendeu os registros médicos
de cerca de 10.000 mulheres. Centenas dessas mulheres foram processadas
e condenadas, algumas submetidas a servirem o serviço comunitário
em um orfanato local. Dentro desse cenário, Ipas Brasil criou
uma campanha de sensibilização denominada "Vai
Pensando Ai", para incentivar ainda mais o debate público
sobre as conseqüências da criminalização
do aborto.
Já em 2009, a atenção internacional esteve centrada
sobre o Brasil, no caso de uma menina de nove anos que foi estuprada
e fica grávida de gêmeos pelo padrasto. A menina e sua mãe
sairam do município de Alagoinha em direção a
Recife buscando o acesso ao atendimento a que tinham direito por lei
para interrupção da gestação, mas lamentavelmente
enfrentaram problemas gerados pela controversa posição
da Igreja Católica, quando o Bispo local excomungou a mãe
e os membros da equipe médica (mas não o padrasto, dizendo
que o aborto é "um ato mais grave" do que o estupro).
Ipas Brasil junto a organizações parceiras manifestou-se
nos meios de comunicação em nome da menina, sua mãe
e os médicos, evidênciando a necessidade premente de defesa
dos interesses das mulheres bem como melhoria de serviços e
do atendimento a vítimas de violência sexual.
Apesar deste ambiente desafiador, Ações Afirmativas em
Direitos e Saúde | Ipas Brasil está empenhada, mais do
que nunca, em apoiar a transformação do Brasil em uma
nação onde mulheres, adolescentes e jovens possam legalmente
e com segurança, exercerem os seus direitos humanos, sexuais
e reprodutivos.
Esperamos continuar contando com seu inestimável apoio.