Sistema de Busca
 
home
     

INFORMAÇÕES RELACIONADAS:

Aborto inseguro

Durante o minuto que você vai levar para ler esta página, aproximadamente 40 mulheres no mundo terão sido submetidas a um aborto em condições de risco. Estas mulheres são filhas, irmãs, esposas e mães.

A maioria destas mulheres vive em condições precárias e muitas são ainda bem jovens. O desejo de interromper a gravidez não desejada, não planejada ou inoportuna é o motivo que as levam a arriscar sua vida.

Seja vivendo em uma metrópole , ou em uma região remota, cada uma dessas mulheres é vítima de uma tragédia que se repete milhões de vezes a cada ano, tendo um impacto devastador nas crianças, famílias e comunidades do mundo inteiro.

A cada ano, mais de 70.000 mulheres morrem de complicações do aborto realizado em condições precárias de higiene e/ou por pessoas não qualificadas. Um grande número dessas mulheres sofre graves complicações que podem resultar em seqüelas permanentes. As mortes e danos físicos que resultam do aborto realizado em condições de risco são inadmissíveis por serem facilmente evitáveis. No entanto, aqueles que detêm o poder para resolver tais problemas, não se empenham o suficiente para uma solução.

Uma mulher em situação de desespero faz qualquer coisa para interromper sua gravidez.

A legislação de quase todos os países permite o aborto em determinadas circunstâncias; no entanto, em muitos países o acesso aos serviços apropriados de interrupção legal da gravidez (ILG) é extremamente limitado. A mulher que não tem acesso a um prestador de serviço qualificado para realizar o aborto e está decidida a interromper sua gravidez, recorre a métodos perigosos e freqüentemente letais, como por exemplo:

• a inserção de caule de planta, agulha de tricô, raio da roda de bicicleta e/ou outros objetos
• a utilização de soluções químicas ou ervas tóxicas através da ingestão ou aplicação por meio de ducha vaginal
• a overdose de medicamentos
• através de socos no abdômen ou massagens violentas no ventre; e lançando-se escada a baixo.

No Ipas, acreditamos que nenhuma mulher deve ser obrigada a arriscar a sua vida para interromper uma gravidez não desejada. Também sabemos que a única forma de garantir que toda mulher possa exercer, sem risco, os seus direitos sexuais e reprodutivos, é oferecer a cada uma delas o acesso a serviços integrais de assistência à saúde reprodutiva.

A ONU escreveu uma carta contendo os 12 direitos relacionados as mulheres. Clique aqui para saber mais sobre eles.

O Ministério da Saúde emitiu um documento sobre a atenção humanizada ao abortamento, veja link abaixo:
Atenção Humanizada ao Abortamento: norma técnica/ Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção a Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas - Brasília - Ministério da Saúde, 2005 (em PDF)

É importante lembrar que no Brasil o ABORTO INDUZIDO SÓ É PERMITIDO POR LEI quando a gravidez coloca em risco a vida da mulher, ou quando a gravidez é resultado de um estupro.

Um aborto inseguro pode resultar em sérios problemas de saúde. Quando instrumentos são inseridos dentro do cérvix (passagem que dá acesso ao útero da mulher), pode causar danos à bexiga e intestinos, além do cérvix e do útero que também podem ficar machucados. Um útero com problemas, pode ter que ser removido, o que significa que a mulher, não poderá mais ter filhos para o resto de sua vida. Ervas, remédios e químicos quando ingeridos podem ser venenosos para a mulher que tenta abortar por esses métodos, podendo ter sérias consequências para a sua saúde.

Se você, ou alguém que você conhece fez um aborto e não esta se sentindo bem, vá a um hospital o mais rápido possível. Sangramento, calafrios, cansaço, dor no ábdomen, febre e corrimento com cheiro ruim são sinais que algo está errado. Sua saúde e sua vida estão em perigo e a ajuda médica é muito importante. Não importa se o aborto é ou não permitido, os médicos tem a obrigação ética de atender qualquer pessoa com problemas de saúde. Não deixe que o medo interfira na busca por ajuda médica, seja para você, ou para alguém que você conhece.

Claro que a melhor maneira de evitar um aborto inseguro é primeiramente evitar ficar grávida por engano. E a melhor maneira de se prevenir de uma gravidez indesejada é usar os métodos de contracepção seguros, como a pílula, a camisinha feminina ou masculina, os hormônios injetáveis, o diafragma. Se você ou alguém que você conhece teve sexo sem proteção, ou foi vítima de estupro, tambem pode tomar a contracepção de emergência. As vítimas de violência sexual devem liguar para o número 180 e conheçer os seus direitos no Brasil.


IMPORTANTE: As informações contidas neste site têm caráter informativo e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação. Lembre-se que em qualquer situação, somente seu médico poderá prescrever medicamentos e orientá-la sobre o melhor tratamento.
- Copyright © - Ipas 2001-2008
Questões sobre o Web site Ipas Brasil: webmanager@ipas.org.br
links noticias calendario