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ATENÇÃO PÓS-ABORTAMENTO: Uma Abordagem Eficaz

Serviços para Tratamento de Emergência
Devido a uma constante dependência de técnicas clínicas que requerem recursos intensivos, os serviços de tratamento de emergência do abortamento são freqüentemente oferecidos só nos centros terciários de atendimento nas áreas urbanas. Em muitos países em desenvolvimento, precários sistemas de transporte colocam os serviços especializados fora do alcance da maioria das mulheres de baixa renda nas áreas rurais. Esta lacuna de oferta dos serviços faz com que , em muitos casos, até o abortamento expontâneo seja ameaçador à vida. Além disso, em muitos contextos as mulheres não têm confiança nos serviços ou no tratamento prestado requerendo melhoria em ampla escala. Onde os serviços são de boa qualidade, o apoio e aconselhamento psicológicos são essenciais para facilitar o uso oportuno dos serviços de emergência. A experiência dos países em desenvolvimento demonstra que a técnica de AMIU oferece uma alternativa particularmente apropriada à curetagem . Estudos realizados em quatro países sobre avaliação de custos, demonstrou que o uso de AMIU pode reduzir o consumo de recursos associados com a assistência de emergência ao abortamento, além de melhorar a acessibilidade e a qualidade da atenção ( Johnson et al., 1993)

As políticas nacionais e internacionais que orientam os serviços impedem direta ou indiretamente a assistência de planejamento familiar pós-abortamento. A política dos Estados Unidos conhecida como "Estatuto da Cidade do México", reeditada recentemente pelo Governo Bush como Lei da Mordaça, proibiu que a Agência para o Desenvolvimento Internacional fornecesse fundos às organizações não-governamentais que prestam assistência ao abortamento, causando um impacto negativo na área de saúde reprodutiva.


Vínculos entre Serviços

É essencial e lógico que o vínculo entre serviços de tratamento de emergência do abortamento com os outros serviços de saúde reprodutiva; essa fragmentação, no entanto, está presente na maioria dos sistemas de saúde dos países em desenvolvimento.
Os prestadores de serviços de saúde e as autoridades de saúde pública interessados em melhorar as condições de saúde das mulheres têm o dever ético de encaminhá-las aos serviços de saúde adequados às suas necessidades: identificar e tratar infeções do aparelho reprodutivo e doenças sexualmente transmissíveis; aconselhar sobre planejamento familiar e fornecer métodos; educar sobre saúde preventiva; prestar atenção pré-natal; encaminhar para serviços de apoio legal e psicológico no caso da violência sexual; prestar informação sobre educação sexual e aconselhamento conjugal.

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