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Direitos Humanos, Sexuais e Reprodutivos Os direitos humanos são inerentes a todas as
pessoas, sem distinção de sexo, raça, etnia, cor,
religião, estado civil, idade, grupo social, cultura, posição
econômica ou política e incluem o acesso de homens e mulheres à atenção
e à informação em saúde de qualidade. Aborto Inseguro sob a Perspectiva dos Direitos Humanos no Brasil: Aplicando-se para os dados brasileiros do ano 2000 a metodologia proposta pelo Instituto Alan Guttmacher para a estimativa do número de abortos clandestinos, o resultado indicaria um total de abortos clandestinos que poderia variar de 750 mil a 1 milhão e 400 mil, considerando-se apenas os dados de internação do Sistema Único de Saúde (SUS).* Essa proposta de estimativa atribui em torno de 85% das
internações por aborto no SUS às complicações
por abortos provocados ou clandestinos. * Segundo a a perspectiva dos direitos humanos, este cenário revela revelar negligência e a omissão sistemática do Estado em implementar políticas eficazes em saúde, apontando para uma violação dos direitos humanos das mulheres. Segundo dados da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a mortalidade materna no Brasil (2001), as mulheres que morrem de morte materna, na sua maioria, são de baixa renda, mestiças ou afrodescendentes, com baixa escolaridade, e que possuem acesso deficiente às políticas de planejamento familiar para prevenção de uma gravidez indesejada. As taxas de mortalidade materna podem estar relacionadas às condições sociais, econômicas e culturais nas quais as mulheres vivem. Tais condições podem contribuir para aumentar o risco de morrer de causas associadas à mortalidade materna. Consequentemente, as condições de vida destas mulheres, igualmente aumentam o seu risco de adoecer ou morrer por complicações derivadas de abortos inseguros. Diante deste panorama e injustiça social, o Estado deve implementar políticas de saúde que garantam a atenção de qualidade para o tratamento das complicações derivadas de abortos praticados de forma insegura no país para a proteção dos direitos humanos das mulheres. *Fonte: http://www.redesaude.org.br |
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