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NOTÍCIAS - SALA DE IMPRENSA 2009 Dezembro
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2009: Governo
defende liberar aborto Programa federal retoma polêmica e recomenda ao Congresso descriminalizar a interrupção de gravidez Em um dos últimos atos oficiais de 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançará, nesta segunda-feira (21/12), o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos que, em 121 páginas, traz temas consensuais na sociedade e alguns pontos controversos. Um deles, mencionado na edição anterior do programa de forma evasiva, é a interrupção da gravidez. Na versão atual do documento, está clara a recomendação para que o Legislativo modifique o Código Penal de forma a garantir a “descriminalização do aborto”. Enquanto entidades ligadas aos direitos da mulher comemoram a posição clara do governo federal, deputados da Frente Parlamentar pela Vida, que reúne políticos ligados a diversos credos religiosos, prometem uma reação agressiva contra qualquer tentativa de ressuscitar o tema no Congresso Nacional. “Irei acompanhar o anúncio desse programa e, caso se confirme a intenção de legalizar o aborto, faremos um levante nacional”, afirma o deputado Carlos Willian (PTC-MG). O parlamentar acredita que Lula não levará adiante tal tema, em função das eleições que se aproximam. “Duvido que a candidata dele, a Dilma Rousseff, defenda a legalização abertamente. Essa questão é muito perigosa porque mexe com a crença do povo brasileiro, um povo cristão por natureza”, critica. Para Leila Adesse, diretora da organização não governamental Ipas Brasil, está exatamente nesse ponto o avanço do documento. “É uma boa surpresa o posicionamento da Secretaria de Direitos Humanos. Com isso, coloca bem claro o quanto as mulheres têm sido violentadas no seu direito, tirando o tema da área religiosa e encarando-o como questão de saúde”, destaca. Resistências Em outra linha de pensamento, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) considera um erro grave do governo federal colocar o tema do aborto dentro de um programa de direitos humanos. “E o direito das crianças à vida, onde fica?”, questiona. A despeito da discussão que levou até o Supremo Tribunal Federal (STF) a realizar, de forma inédita, uma audiência pública, para definir em que momento a vida se inicia, o parlamentar é enfático: “Para mim, começa na concepção”, diz o deputado. Ao julgar a ação de inconstitucionalidade apresentada pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, o STF entendeu diferentemente do deputado. E liberou as pesquisas científicas com embriões humanos, dentro de determinadas condições, considerando que o ato não viola o direito à vida ou à dignidade, previstos na Constituição ... PARA LER
A NOTÍCIA COMPLETA, ACESSE: Espanha:
nova lei do aborto aprovada O Congresso espanhol de Deputados aprovou a reforma da lei do aborto que o torna legal até às 14 semanas e reduz para os 16 anos, a idade para decidir sobre uma IVG. A nova lei do aborto aprovada, na quinta-feira, no Congresso espanhol, implica o reconhecimento da objecção de consciência dos profissionais de saúde, a garantia de educação sexual nas escolas, a subvenção de contraceptivos de última geração e, sobretudo, a legalização da prática de aborto para as mulheres entre os 16 e 18 anos. A nova lei, impulsionada pelo governo de José Luis Zapatero, autoriza a interrupção voluntária da gravidez até a 14ª semana e permite-a até a 22ª semana, caso haja um risco sério de vida para o bebé ou a mãe. A reforma da legislação do aborto contou com o voto a favor de 184 deputados de oito partidos distintos, entre os quais se encontram formações de esquerda e nacionalistas. Uma vez incorporadas as emendas acordadas em consenso pelos partidos PSOE, PNV, IU, ERC, ICV, BNG, NaBai e parte da CiU, a lei seguirá para o Senado e entrará em vigor em Abril. Contaram-se 158 votos contra e duas abstenções. Segundo o El País, apenas o o Grupo Popular votou em bloco contra a lei, tendo o seu porta-voz Santiago Cervera, feito uma intervenção radicalmente contra mas, ainda assim, num tom mais moderado do que o do discurso realizado pela porta-voz da Igualdade do PP, Sandra Moneo aquando do debate na generalidade. Um dos artigos mais polémicos estabelece que as adolescentes não precisam de informar os pais sobre o aborto se houver uma suspeita razoável de que a decisão pode levar a problemas de violência na família. Esta é a única excepção na lei que obriga as menores a informar sempre os pais ou tutores legais da intenção de abortar. A nova norma altera a legislação vigente desde 1985 e recebeu fortes críticas da Igreja Católica espanhola que queria a criminalização do aborto, chegando mesmo a afirmar que os políticos que votassem a favor da lei se converteriam em "pecadores públicos" e não poderiam comungar. Na Espanha, são realizados cerca de 100 mil abortos por ano, segundo dados da agência AP. A socialista Carmen Montón assegurou, segundo o El País, que o texto desta nova legislação aprovada é fruto do consenso para um objectivo claro, declarando “Legislamos para que se reconheça o direito das mulheres a decidir sobre a sua maternidade”. Os apoiantes da lei afirmaram que se trata de uma norma legal que procura assegurar a prevenção do aborto e que, pela primeira vez, o retira do Código Penal. A lei aprovada no Estado Espanhol está mais próxima das leis que regulam o aborto no resto da Europa e tal como Portugal, que no referendo de 2007 finalmente despenalizou o aborto, aproxima-se da resposta às exigências de maior respeito pelos direitos da mulheres e da sua dignidade enquanto cidadãs livres e conscientes da sua acção. Agora, na Península Ibérica, as mulheres são mais livres, foram dados passos importantes no caminho para a igualdade. Seguindo o exemplo, Portugal poderá agora acompanhar o estado vizinho na aprovação da alteração de outra lei, a do casamento entre pessoas do mesmo sexo, respondendo a uma de muitas outras lutas, pelas quais lutam os movimentos feminista e LGBT. Fonte:
O governo brasileiro reconhece o aborto inseguro e clandestino como um problema de saúde pública e já se comprometeu a mudar esta situação em documentos internacionais. Em 2004, a I Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres recomendou ao governo brasileiro “rever a legislação punitiva que trata da interrupção voluntária da gravidez”. O governo incorporou a recomendação como uma das seis prioridades para a saúde das mulheres. Propomos que a 1ª Conferência Nacional de Comunicação , que acontece de 14 a 17 de dezembro em Brasília, recomende como um dos princípios da Política Nacional de Comunicação: O respeito à autonomia das mulheres e que seja salvaguardado o direito à informação de forma nítida e educativa, contribuindo para a tomada de decisão e reduzindo o estigma sobre o aborto. Entendemos que deve ser assegurado e respeitado o direito das mulheres e o poder de decisão sobre suas vidas e corpos, assim como as condições de influenciar os acontecimentos em sua comunidade e país e de romper com o legado histórico, com os ciclos e espaços de dependência, de exploração e subordinação que constrangem suas vidas no plano pessoal, econômico, político e social. “Só a livre circulação de informações pode contribuir para reduzir o estigma do aborto e considerá-lo questão de saúde pública e direitos humanos.” Documentos: Saiba
mais sobre a Confecom e os Direitos Reprodutivos: Frente
que defende o fim da criminalização do aborto encerra
assembleia nacional com vários documentos Segundo o Ministério da Saúde, todos os anos ocorrem cerca de 1,4 milhão de abortamentos no Brasil. Já a Federação Internacional de Planejamento Familiar aponta que 250 mil mulheres são internadas anualmente por conta de práticas clandestinas e 10% delas perdem a vida. Representantes de Pernambuco, Bahia, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Rio de Janeiro apresentaram dossiês sobre a realidade do aborto inseguro nesses lugares e o impacto na saúde das mulheres e no Sistema Único de Saúde. “Os dossiês foram pensados após muitos embates no Congresso. Queremos subsidiar o discurso dos parlamentares que são nossos aliados e mostrar aos gestores de saúde a relação das mulheres com o serviço público no País nessas ocasiões”, explicou Paula Viana, enfermeira e integrante da entidade feminista Curumim. Em geral, as pesquisas apontam que a inexistência do Estado laico faz com que às mulheres praticantes de aborto, maioria negra e pobre, sejam destinados o pior atendimento, profissionais com pouca qualificação para o procedimento e as piores salas nos hospitais. Além disso, ao contrário do que determina o Ministério da Saúde, a maior parte dos médicos aplica o método da curetagem, oferecendo maior risco à vida, ao invés de utilizar a Amiu (Aspiração Manual Intra-Uterina), que é segura e resulta em menor custo para os cofres públicos, pela diminuição da necessidade do tempo de internação. A pesquisa mostra também que a curetagem pós aborto nesses estados é o segundo procedimento mais frequente na rede SUS. Em Salvador, Bahia, e Petrolina, Pernambuco, é a primeira causa de morte materna. Aos gritos de “legalizar o aborto, direito ao nosso corpo”, a assembléia terminou com a aprovação de moções de repúdio à criminalização dos movimentos sociais e com a leitura de uma declaração (Clique para ler) que exige a observância dos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário e da revisão da legislação coordenada pela SPM (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres), em 2005, que pune o aborto. Resumos dos Dossiês de:
Dia
Internacional dos Direitos Humanos serve como alerta para a Mortalidade
Materna e Aborto Inseguro: uma questão de direitos humanos das
mulheres Movimentos
discutem criminalização do aborto na Semana dos Direitos
Humanos A legislação brasileira viola acordos internacionais e coloca o país no grupo das nações com os mais altos níveis de desrespeito aos humanos No próximo domingo (06) e segunda-feira (07), representantes
de movimentos sociais de todo o Brasil se reunirão em São
Paulo para discutir a conjuntura de criminalização das
mulheres que praticam aborto no país e estratégias de intervenção
contra esse quadro. Dados do Ministério da Saúde apontam
que por ano são praticados em média um milhão de
interrupções voluntárias da gestação.
Para os movimentos sociais, o fato do aborto ainda ser crime, discrimina
as mulheres principalmente as que têm piores condições
sócio econômicas e dificulta o acesso aos serviços
de saúde e o atendimento nos hospitais. Com isto, o Brasil descumpre
tratados internacionais de direitos humanos , dos quais é signatário.
O Brasil deve garantir a implementação de políticas
de atenção humanizada na saúde e adotar leis que
garantam o reconhecimento da autonomia das mulheres sobre o seu corpo.
A assembléia acontecerá no Sindicato dos Químicos
de São Paulo. A hipocrisia
sobre o aborto no Brasil e a morte de Neide Mota Conheci Neide Mota pessoalmente em 2008, durante visita
feita a Campo Grande por um grupo de mulheres feministas que visavam
compreender a
situação crítica que envolvia a invasão da
Clínica de Planejamento Familiar de Campo Grande – da qual
a médica anestesista era proprietária - pela polícia
local. Tal ação ocorreu após veiculação
de matéria pela Rede Globo local e demanda encaminhada ao Ministério
Público por Deputados Federais, especialmente Luiz Bassuma, líder
da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – contra o Aborto e membro
do Movimento Brasil sem Aborto, punido por seu ex-partido, o PT. O caso
envolveu a médica anestesista, outros profissionais, e muitas
mulheres. Milhares de mulheres. Cerca de 10.000, que por mais de 20 anos
recorreram a este espaço para solucionar o desejo de não
ter filhos. Criticada por muitos e muitas, Neide era uma mulher, no mínimo,
controversa e ousada. Afrontava o poder público, as autoridades
locais, denunciava a hipocrisia de instituições e de personagens
que, segundo ela mesma contava, não se furtavam a levar mulheres
jovens para sua clínica e pagar por abortos que os livrariam de
situações públicas vexatórias, e/ou de compromissos éticos,
morais e financeiros futuros. No mundo público a crítica
ao direito de decidir. No mundo privado, o pagamento em cash. Margareth Arilha Mais informações: NOTAS
SOBRE UM MISTÉRIO (O Estadão, 06/07/2009) Maioria
das mulheres que denunciam violência é negra, casada e
tem entre 20 e 40 anos A maioria das mulheres que buscaram a Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) entre 2007 e 2009 é negra (43,3%), tem entre 20 e 40 anos (56%), está casada ou em união estável (52%) e possui nível médio (25%). Os dados, divulgados hoje (25) pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, indicam que 93% do total de denúncias foram feitas pelas próprias vítimas. A maioria dos casos (78%) é de crimes de lesão corporal leve e ameaça. A metade dos agressores são cônjuges das vítimas. Outro destaque do balanço indica que 69% das mulheres que recorreram ao serviço relataram sofrer agressões diariamente e que 34% delas se sentem em risco de morte. Em meio aos agressores, 39% não fazem uso de substâncias entorpecentes ou de álcool e 33% vivem com a vítima há mais de dez anos. Dos 86.844 relatos de violência, registrados entre 2007 e 2009, 53.120 foram de violência física, 23.878 de violência psicológica, 6.525 de violência moral, 1.645 de violência sexual, 1.226 de violência contra patrimônio, 389 de cárcere privado e 61 de tráfico de mulheres. Apenas entre janeiro e outubro de 2009, a Central de Atendimento à Mulher registrou 269.258 denúncias – um aumento de 25% em relação ao mesmo período de 2008, quando houve 216.035. Do total de atendimentos, 47% foram buscas por informações sobre a Lei Maria da Penha, com 127.461 atendimentos. Fonte: Pílula
do dia seguinte: Especialistas dizem que o medicamento é seguro,
não abortivo, e sem contra-indicações A pílula do dia seguinte é indicada para mulheres que
fizeram sexo sem nenhum tipo de método anticoncepcional por parte
dela ou do parceiro. O intuito é evitar a gravidez. Mas, diferente
do que pode parecer, ela não é um método anticoncepcional
e nem deve ser usado como tal, segundo os especialistas. ... Novo
vídeo: "Brasileira é presa por realizar aborto"
Combate à violência
sexual contra crianças e adolescentes avança pouco, diz
especialista Os avanços alcançados por meio do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Infanto-Juvenil, que completará dez anos em 2010, ainda são pouco expressivos. A avaliação foi feita pela secretária-executiva do comitê nacional que acompanha o plano, Neide Castanha, ao participar do quarto encontro da Região Sudeste para discutir o tema, no Rio de Janeiro. Há, reconhece Neide, muitos desafios na implementação dessa política no Brasil. Para ela, a grande conquista da iniciativa, até agora, foi a de estimular discussões sobre o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes no país. “A violência sexual não é mais um tema indiferente para a sociedade brasileira. Nenhuma autoridade, quer seja do Poder Executivo, Legislativo, Judiciário ou dos poderes municipal, estadual ou federal, pode hoje ignorar a violência sexual como uma grave questão social, como uma grave violação de direitos humanos das crianças e dos adolescentes, com um dos crimes mais hediondos”, afirmou Neide. Outros avanços, segundo ela, foram a criação de planos estaduais para o enfrentamento do problema, em todas as 27 unidades da Federação, e as mudanças na legislação federal para combater esse tipo de crime. Políticas isoladas como a criação do Disque 100, por meio do qual é possível ligar gratuitamente e denunciar abusos e exploração sexual de crianças, também foram destacadas pela secretária do comitê de acompanhamento do plano. Apesar disso, Neide afirmou que os problemas a ser enfrentados no Brasil ainda são muitos. “Mesmo com a existência do plano, ainda não temos uma sociedade competente para deixar nossas crianças a salvo dos adultos e da exploração sexual. O impacto que esse plano vem tendo, ao longo desses nove anos, ainda é muito pouco pela dimensão do problema no país.” Entre os desafios, segundo ela, está a necessidade de ser mais rápido nas respostas às denúncias, melhorar a investigação policial contra os grupos de exploração e ampliar a rede de proteção. Neide explicou ainda que cada região tem problemas distintos.
No caso da Região Sudeste, por exemplo, o desafio é combater
a exploração sexual nas estradas, já que a malha
rodoviária do Rio, de São Paulo e Minas Gerais é extensa.
Há também o turismo sexual em grandes cidades como São
Paulo e Rio, onde, segundo ela, programas com garotas são oferecidos
por até R$ 1,99. Pesquisa
em hospitais de Campinas mostra alto índice de abortos provocados Cerca de 48% das pacientes com diagnóstico de aborto internadas entre julho de 2008 e abril de 2009 em dois hospitais públicos de referência em Campinas, no interior de São Paulo, podem ter provocado a interrupção da gravidez. É o que aponta levantamento realizado pela Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Das 543 mulheres atendidas nos dois hospitais com este diagnóstico, 259 sinalizaram para a possibilidade de terem optado por não prosseguir com a gestação. Destas, 25 assumiram claramente ter provocado a situação. “Sem entrar na discussão sobre legalização ou não da prática no Brasil e a despeito de convicções religiosas, os números demonstram que o problema é real e deve ser tratado com maior atenção pelas autoridades competentes”, declara a autora da pesquisa, a ginecologista Daniela Fornel de Oliveira Silva, em nota. A pesquisadora aplicou junto às mulheres uma lista de verificação com os critérios da OMS (Organização Mundial da Saúde). Por essa classificação, as alternativas de resposta para a questão sobre o aborto provocado consistem em “possivelmente, provavelmente e certamente”. Ou seja, quase a metade das mulheres foi inserida em uma dessas categorias quando indagadas. A especialista afirma que esse contingente é elevado, principalmente se for levado em conta que tal prática no país é considerada crime, sendo passível de punições previstas na legislação. Entretanto, em sua opinião, a porcentagem pode ser ainda maior,
uma vez que muitas pacientes preferem não assumir a prática. “Muitas
mulheres, depois de induzirem o aborto, buscam os hospitais para se certificar
de que o ato realmente ocorreu. Elas não passam mal ou apresentam
sintomas mais graves e, por isso, se sentem desobrigadas a dar qualquer
declaração.” Mulheres
se reúnem em Bogotá em ato a favor do aborto Bogotá (Colômbia), 29 out (EFE) - Dezenas de mulheres se reuniram no Palácio de Justiça de Bogotá em um ato a favor do aborto. Elas exigem que o Conselho de Estado restitua o decreto que regula esta prática em casos de violação, má-formação do feto ou quando está em risco a vida da mãe. O Conselho de Estado, tribunal administrativo que tem
o poder de anular os ditames do Governo, anunciou em 22 de outubro
a suspensão provisória
do Decreto 444 de 2006 do Ministério da Proteção
Social, que regulamenta as condições excepcionais para
a prática de abortos. Decisão
do STF sobre aborto de anencéfalos não tem data Desde o ano de 2004, tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) uma tentativa de permissão da antecipação do parto em casos de bebês anencéfalos. A expectativa das comunidades científicas e médicas do País era de que a ADPF de número 54, impetrada pela CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde) fosse votada pelos ministros em plenário ainda neste ano, no entanto, até agora não há nenhuma expectativa sobre o fim das discussões. Conforme defende a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), por meio de um documento encaminhado ao Supremo, que conta com apoio formal do Ministério da Saúde e de outras 28 entidades, a anencefalia não traz qualquer possibilidade de sobrevida para o feto. "Esse documento é a síntese das razões pela qual consideramos uma tortura para a mulher manter um feto anencefálico até o final da gestação", destaca o obstetra e geneticista Tomaz Rafael Gollop. O tema foi objeto de projetos de lei e até de uma liminar, concedida pelo ministro do STF Marco Aurélio de Mello, que autorizou a antecipação dos partos nestes casos. A liminar foi cassada pelo fato de o plenário do Supremo considerar que o assunto merecia a apreciação de todos os juízes. Neste período, Gollop, em parceria com a vice-presidente da SBPC, Helena Nader, entregou em cada chefia de gabinete dos ministros o documento que defende a interrupção da gravidez de fetos anencéfalos. Na visão de Gollop, as mulheres devem ter o direito de escolher se desejam ou não antecipar o parto nestes casos. "Essa é uma gravidez que representa um caixão do próprio feto para a mulher", esclarece. Devido à polêmica do tema, o especialista acredita que é necessário que seja realizada uma discussão mais ampla com a sociedade. "Temos de mostrar que a permanência da gravidez nestes casos é uma afronta ao princípio constitucional de não submeter ninguém a uma tortura", indica. Entenda o problema ... Sarney
saúda os 50 anos de entidade que reúne ginecologistas
e obstetras O presidente do Senado, José Sarney, encaminhou mensagem em que saúda a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) pelos seus 50 anos, comemorados na primeira parte da sessão deliberativa desta terça-feira (20) em razão de requerimento apresentado pelo senador Augusto Botelho (PT-RR). Na mensagem, lida pelo senador Mão Santa (PSC-PI), que presidia a sessão, Sarney assinala que o Brasil ainda enfrenta altas taxas de mortalidade materna e um número de cesáreas muito além do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Entre as mulheres que contam com plano de saúde privado, informa o senador, 80% recorrem às cesáreas, prática cujo percentual recomendado pela OMS é de apenas 15%. Sarney também aponta o aborto inseguro, a banalização da violência contra a mulher e o baixo acesso ao exame pré-natal e aos métodos contraceptivos como outros problemas a serem enfrentados no país. A Febrasgo foi fundada em 30 de outubro de 1959, em Belo Horizonte, por ocasião da 11ª Jornada Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia.Entre os objetivos da entidade estão o de promover o aperfeiçoamento técnico e cientifico e zelar pela ética no exercício da profissão. A entidade conta hoje com associações filiadas em todos os 26 estados e no Distrito Federal. Restrições
não reduzem taxa de aborto, diz estudo As leis de restrição para a prática do aborto não reduzem o número de mulheres que tentam interromper gestações indesejadas, afirma um relatório divulgado nesta quarta-feira. Segundo o estudo do Instituto Guttmacher, com sede nos Estados Unidos, a taxa de abortos em países onde a prática é legal é praticamente igual nos países onde há restrições. O estudo analisou 197 países e afirma que “o declínio do aborto em termos mundiais ocorreu em paralelo a uma tendência global de liberalizar as leis de aborto”. De 22 países que mudaram suas leis de aborto na última década, 19 reduziram significativamente as leis de aborto. Na América Latina, os casos mais recentes de liberalização do aborto foram o Uruguai e a cidade do México. Redução O documento destaca ainda que o número de abortos no mundo caiu em oito anos, graças a uma redução no número de interrupções feitas legalmente nos países desenvolvidos. De acordo com o estudo, o número de interrupções de gravidez passou de 45,5 milhões em 1995 para 41,6 milhões em 2003. Em termos relativos, isto quer dizer que a taxa de aborto caiu de 35 para 29 para cada mil mulheres com idade entre 15 e 44 anos. Nos países desenvolvidos, os procedimentos feitos dentro da lei passaram de 35 para 24 em cada grupo de mil mulheres nos oito anos observados – o que quer dizer que 3 milhões de mulheres a menos interromperam sua gravidez. Também houve uma redução na taxa de procedimentos realizados clandestinamente. Já nos países em desenvolvimento, as mudanças foram muito menores. As interrupções feitas legalmente passaram de 16 para 13 para cada grupo de mil mulheres, enquanto os procedimentos feitos clandestinamente passaram de 18 para 16 dentro do mesmo universo. O número de abortos chegou a 35 milhões em 2003, quase 85% do total de procedimentos no mundo. A presidente do Instituto Guttmacher, Sharon Camp, disse que as diferenças nas taxas de aborto exemplificam “duas realidades díspares”. “Em quase todos os países desenvolvidos, o aborto é legal
e feito de forma segura. Mas em grande parte do mundo em desenvolvimento,
o aborto permanece altamente restringido, e a prática insegura é comum
e continua a causar danos à saúde das mulheres”, afirmou. SBPC
encaminha documento ao STF em defesa da interrupção de
gravidez de anencéfalos Brasília - A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) documento com a posição da comunidade científica e médica sobre a interrupção da gravidez em caso de fetos anencéfalos, sem cérebro. A SBPC é a favor do que chama de “antecipação terapêutica do parto”. Uma ação da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS) pede a legalização do aborto em casos de anencefalia e está na pauta do STF, ainda sem data para julgamento. De acordo com a SBPC, o documento tem o apoio formal do Ministério da Saúde e de 28 entidades, entre sociedades científicas e associações da sociedade civil. A SBPC argumenta que a anencefalia é uma “anomalia incompatível com a vida”, sem possibilidade de sobrevida para o feto e que aumenta a frequência de complicações para a mãe durante a gestação. “Prolongar a vivência do luto de um filho nessa situação é torturar o ser humano, é submetê-lo a tratamento desumano e degradante”, diz o documento. A entidade
defende que o STF garanta às mulheres “o direito
de escolha” de levar ou não adiante a gestação
após diagnóstico de anencefalia. Na avaliação
da SBPC, a antecipação terapêutica do parto não
pode ser chamada de aborto, pois não se trata de tirar a vida,
uma vez que o feto anencéfalo não tem possibilidade de
sobreviver Aprovada
proposta inicial para legalizar o aborto no Peru (em caso de violência
sexual) Una comisión especial designada por el Congreso peruano aprobó un proyecto para legalizar el aborto y que permitiría interrumpir el embarazo producido por violación sexual o si se trata de fetos con malformaciones congénitas, informó este miércoles el parlamento. La propuesta, que pasará al pleno del Congreso para su debate, aprobación o rechazo, considera también despenalizar el aborto en casos de embarazos resultado de un acto de inseminación artificial o de transferencia de óvulo fecundado no consentidos. La decisión fue adoptada por una comisión especial revisora del Código Penal peruano que recibió opiniones de la iglesia católica, que expresó su rechazo a ese proyecto, y de organizaciones de mujeres, que celebraron su aprobación. Los movimientos feministas han impulsado desde hace varias décadas la despenalización del aborto pero tales posiciones “fueron obviadas debido a la fuerte presión de la cúpula de la iglesia católica“, afirmaron en un comunicado gremios feministas como Demus, Flora Tristán y Promsex, entre otros. La actual legislación peruana considera delito todas las interrupciones de embarazos salvo el denominado terapéutico, que se realiza para salvar la vida de la mujer gestante o evitar un daño permanente en su salud física o mental. “Ya en 1990 el Congreso despenalizó el aborto por violación y el aborto eugenésico (feto con malformaciones genéticas). Sin embargo, el entonces presidente Alan García (en su primer gobierno), cediendo a la presión de la jerarquía eclesial, no promulgó dicha norma”, señaló el comunicado de las organizaciones feministas. El documento subraya que el Congreso debe garantizar “la laicicidad del Estado, inmune a las presiones de índole confesional y decida de acuerdo al estándar internacional de derechos humanos”. Las entidades
feministas estiman que anualmente en Perú se producen
376.000 abortos, la gran mayoría en condiciones inseguras, y señalan
que la violencia sexual aqueja a no menos del 22% de las mujeres en la
capital peruana.
Várias ações marcaram o 28 de setembro em todo o Brasil. Abaixo alguns links de matérias, petições e fotos que circularam na web ontem. Abaixo, ainda, um video sobre o aborto no Brasil com entrevista de Beatriz Galli do Ipas Brasil no VJMovement -site que conta com a colaboração de jornalistas e cartonistas internacionais. Petição "Manifesto
contra a criminalização das mulheres
que praticam aborto" no link: Algumas
Matérias:
Católicas
pelo Direito de Decidir lança postais para reforçar a
Campanha 28 de setembro O 28 de setembro é o Dia de Luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe. Na região, esse é um dia em que ativistas feministas e grupos de mulheres, além de outros movimentos sociais, vão às ruas para que o aborto deixe de ser considerado um crime. As ações realizadas nos diferentes países propõem que os Estados nacionais cumpram as leis que permitem o abortamento, alterem as legislações punitivas legalizando o aborto e propiciem a humanização do atendimento dos serviços de atenção à saúde das mulheres. O lema de 2009 é "Chega de violações dos nossos direitos".
Católicas pelo Direito de Decidir do Brasil lança, em 2009, postais que divulgam a reivindicação das mulheres pelo direito ao aborto legal e seguro e, para apoiá-la, divulga também os resultados de uma pesquisa de opinião nacional, encomendada ao IBOPE e contando com o apoio do UNIFEM, que mostra que a maioria dos/as católicos/as brasileiros/as pensa que excomungar mulheres que abortam não contribui para diminuir essa prática. Mais ainda: contrariando a posição da hierarquia católica, que condena todo e qualquer tipo de aborto, 86% dos/as católicos/as brasileiros/as concordam com a lei brasileira que garante o direito ao aborto quando a gravidez é resultante de estupro.
Foram produzidos 10 mil postais, que serão distribuídos pela MICA, empresa especializada neste tipo de distribuição, a partir de 28 de setembro em pontos da cidade de São Paulo freqüentados por formadores/as de opinião, como restaurantes, cinemas, centros culturais, bares etc. Os postais também serão distribuídos em 12 estados do Brasil, para as cidades onde estão as multiplicadoras de Católicas pelo Direito de Decidir, especialmente no Norte, Nordeste e Centro-oeste do país. E para diversos movimentos sociais, em atos e outros eventos de que CDD participa. Jornada
reivindica legalização do aborto e o fim das perseguições Uma jornada de lutas marcará, na próxima segunda-feira (28), o Dia Latinoamericano e Caribenho de Luta pela Legalização do Aborto. Serão 20 horas de atividades, organizadas pela Frente Pelo Fim Da Criminalização Das Mulheres e pela Legalização do Aborto, que acontecerão em vários estados com a participação de organizações feministas, movimentos sociais, partidos políticos, sindicatos e centrais sindicais. Em São Paulo, o ato será realizado às 15h, na Praça da Sé, no centro da cidade. Um dos pontos prioritários da jornada, segundo a integrante da Marcha Mundial de Mulheres (MMM) Camila Furchi, será o fim da repressão contra as mulheres que recorrem à prática. Como exemplo, a militante recorre ao caso das duas mil mulheres processadas em Campo Grande (MS) depois do fechamento, em 2007, de uma clínica que realizava abortos clandestinos e da apreensão de prontuários e fichas das pacientes. Mais de 20 mulheres, até agora, ja foram julgadas e condenadas a prestar serviços comunitários em creches como forma de punição. "Essa criminalização, em massa, foi pela primeira vez", afirma Camila, que denuncia ainda que a perseguição em Campo Grande não atingiu todas as envolvidas. "As mulheres da alta sociedade de lá foram identificadas e tiradas da lista", revela. No Congresso, tramita o Projeto de Lei 1135/91, que propõe a suspensão do artigo 124 do Código Penal Brasileiro, que criminaliza o aborto. O projeto, que está sujeito à apreciação do Plenário, determina que toda mulher poderá optar pelo aborto até a 12ª semana de gestação. Para Camila, é preciso pressionar pelo andamento do PL, que pretende assegurar ainda atendimento às mulheres pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que garantirá que todas as mulheres tenham acesso a cuidados médicos adequados. "Não adianta descriminalizar o aborto nas clínicas particulares se a mulher não tem condição de pagar", diz Camila. "O próprio ministro da saúde [Gomes Temporão] colocou, é uma questão de saúde pública", recorda a coordenadora estadual da União Brasileira de Mulheres (UBM), Rosina Conceição, que ressalta também o direito das mulheres à autonomia. "Precisamos que o Estado seja responsável pelo direito de decidir dessas mulheres", afirma.
Entre as dificuldades de legalização as militantes destacam a barreira montada por setores conservadores da sociedade e da Igreja. Nesse sentido, Rosina aponta a tentativa de instalação, no Congresso, de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a fim de investigar a prática de aborto no Brasil e o comércio clandestino de substâncias abortivas. Enquanto os partidos não indicam componentes para compor a Comissão, as organizações trabalham para sensiblizar os deputados para não aderir à CPI que, em vez de apresentar melhorias sobre a questão do aborto, deve resultar em perseguição e punição. "As mulheres negras e pobres serão as mais prejudicadas, porque as mulheres de classe alta têm acesso a clínicas e outras condições melhores", argumenta Rosina. ... Veja as atividades no dia 28 de setembro listadas na Agenda de Eventos Campanha
pró-aborto de feto sem cérebro pressiona STF a decidir
este ano Cartaz
e vídeo relançam polêmica em torno de ação
que tramita há 5 anos. Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para julgar o direito à interrupção da gravidez de fetos sem cérebro, os grupos a favor e contra o aborto continuam travando uma disputa ideológica nos bastidores. Neste mês, duas organizações de defesa dos direitos reprodutivos da mulher lançaram campanhas que voltam a impulsionar uma controvérsia que já dura no mínimo cinco anos. A anencefalia é uma malformação congênita que atinge cerca de um em cada mil bebês e leva ao nascimento da criança sem o cérebro. Geralmente, o recém-nascido resiste por no máximo poucos dias.
As campanhas foram criadas pela Cepia - Cidadania, Estudo, Pesquisa e Ação em parceria com o Conselho Nacional da Mulher e apoio da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e pela Anis - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero. A primeira traz a imagem de um parto sendo realizado com médicos e gestante vestidos de preto, com a seguinte frase estampada: “Quando o parto é de um anencéfalo o resultado não é uma certidão de nascimento. É um atestado de óbito.” Já a Anis divulgou nesta semana um vídeo no YouTube em que mostra o dilema real de um jovem médico diante da decisão de interromper a gestação de um feto anencéfalo. As campanhas têm o objetivo de levantar o debate sobre o tema e pressionar para que o julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 54 seja concluído pelo STF. A ação - um instrumento jurídico que visa a corrigir a violação de um direito fundamental - foi proposta em 2004 pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS). “Nós acreditamos que o julgamento deve ser ainda neste semestre, mas é um tema de grande impacto político e a Corte vai enfrentar outros temas delicados, como a extradição de Cesare Battisti e a união civil de pessoas do mesmo sexo”, diz a antropóloga e diretora da organização, Débora Diniz. Nos últimos cinco anos, quatro audiências públicas para discutir o assunto foram realizadas como preparação para o debate no STF.
“Quando examinamos nosso Código Penal, verificamos que poucos países ainda tratam o aborto dessa maneira tão restritiva e tão penalisada”, diz a presidente do CCR, Maragert Arilha. “O Supremo tem em suas mãos uma oportunidade única de aliviar o sofrimento de muitas mulheres que se vêem obrigadas a continuar com uma gravidez que não será bem-sucedida.”
Para a presidente do Movimento Brasil sem Aborto e integrante da Comissão de Bioética da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Lenise Garcia, as campanhas só servem para chocar e o debate no Supremo é, na verdade, uma politização injustificada do Judiciário. “É uma imagem muita pesada e agressiva para as pessoas que tiveram filhos anencéfalos”, afirma. ... FIM
DO SILÊNCIO será exibido em 5 canais em comemoração ao 28 de
setembro Na semana
que se inicia no dia 28 de Setembro (Dia da Luta pela Descriminalização
do Aborto da América Latina e Caribe – data estabelecida
em 1999 pelo movimento de mulheres), cinco canais de TV a cabo e aberta
exibirão o documentário “Fim do Silêncio”,
sobre o aborto inseguro, de Thereza Jessouroun, inédito em TV.
Confirmaram a exibição: o Canal Futura, a TV Câmara,
a TV Educativa da Bahia, a TV SESC e a TV Cultura. Alguns dos canais
vão programar um debate sobre o tema antes ou depois da exibição
do documentário. No dia 28 de Setembro vários eventos e
manifestações marcam a data em algumas cidades do país.
CAMPANHA
PELO DIREITO À ANTECIPAÇÃO TERAPÊUTICA DO
PARTO EM CASOS DE ANENCEFALIA Baseado
em fatos reais, o vídeo dramatiza o sofrimento da mulher
desde o diagnóstico ao enterro do feto. Dominicanas
protestam contra lei que proíbe o aborto Uma multidão marchou por várias ruas de Santo Domingo, capital da República Dominicana, para exigir que os congressistas do país modifiquem uma proposta de lei que prevê o direito à vida, em qualquer instância, o que proíbe o aborto até em casos em que a mãe corre perigo. Nos arredores do Congresso Nacional, os manifestantes advertiram das consequências negativas que teria para o país a aprovação final do polêmico texto. "Não ao retrocesso na Constituição" era uma das frases que apareciam nos cartazes levados pelos cidadãos. FONTE -UOL NOTÍCIAS Aborto
faz bem ou mal para a saúde mental? Marcelo Medeiros Abortar faz bem ou mal para a saúde mental? A pergunta vem sendo levantada na discussão sobre aborto como um problema de saúde pública e é usada como munição no debate. Se faz bem, evitando o dano psicológico de uma gravidez indesejada, ponto a favor da descriminalização do aborto; se faz mal, causando traumas graves, ponto para os que acham que o aborto deva ser crime. Pesquisas foram feitas tentando responder a essa pergunta, mas suas conclusões não apontam na mesma direção. O tema do aborto provoca convicções religiosas e políticas e, no calor das discussões, o rigor científico costuma ser deixado de lado. Durante muito tempo, as análises sobre o assunto, lamentavelmente, foram de qualidade questionável, com cientistas distorcendo estatísticas e enviesando conclusões. Ruim para o debate sobre aborto, mas pior ainda para a ciência. Esse quadro começou a mudar nos últimos anos e, recentemente, foi publicado em uma das principais revistas de psiquiatria do mundo, o British Journal of Psychiatry, um estudo que está entre os mais rigorosos realizados até o momento, apresentando os resultados da pesquisa de David Ferguson, John Horwood e Joseph Boden na Nova Zelândia, que acompanhou, ao longo de trinta anos, a saúde mental de 284 mulheres que ficaram grávidas. Do total de gestações dessas mulheres, 22% resultaram em aborto induzido. O estudo é tão importante que foi mencionado em um artigo do Correio Braziliense escrito por Lenise Garcia, professora de biologia da UnB e presidente do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida, entidade vinculada a um setor da Igreja Católica que defende a criminalização do aborto. Em sua interpretação pessoal, Lenise Garcia usa a parte do estudo que interessa à causa pró-criminalização para defender que o aborto traz grandes males psíquicos para a mulher que aborta. Não é a conclusão dos próprios autores do estudo, que afirmam, categoricamente, que seus resultados nem apoiam nem contestam posições extremadas em relação ao aborto. Uma conclusão que, por sinal, é alcançada também por outros estudos de última geração que colocam o rigor da pesquisa acima das convicções e dogmas pessoais dos pesquisadores. Interpretações enviesadas podem levar a várias direções, algumas até mesmo irônicas. Para ilustrar isso vale à pena destacar algumas das estatísticas do estudo. Por exemplo, aquelas que apontam que abortar pode ser bom, pois as mulheres que abortam têm menos risco de depressão do que as que levam uma gravidez indesejada adiante, ou ainda que a perda acidental da gravidez leva a mais riscos de intenções suicidas que o aborto induzido. Sem, é claro, deixar de mencionar que desejar ter filhos pode ser ruim, pois mulheres que desejaram ter filhos estão mais sujeitas à dependência de álcool e drogas do que as que não queriam ficar grávidas. Com um pouco de imaginação é possível usar as margens de erro apresentadas no estudo para concluir que há uma probabilidade razoável de que o aborto faça bem para a saúde mental das mulheres, assim como ir para o extremo oposto e concluir que há uma probabilidade semelhante de que abortar faça mal, tudo isso baseado nas tabelas publicadas e sem violar um único preceito da boa análise estatística. Não se viola a boa estatística, mas agride-se a boa ciência. Correlação estatística e causalidade são coisas distintas e, assim como não se pode apressadamente concluir que desejar ter filhos causa mais alcoolismo, imputar causalidade entre aborto e saúde mental é algo que deve ser objeto de extrema cautela. Ainda mais cuidado deve ser tomado para extrapolar para o Brasil resultados de um estudo sobre menos de 300 mulheres que vivem do outro lado do mundo e em um país onde o aborto é feito com autorização legal em hospitais seguros. A solução para o problema está em tratar os resultados desse e outros estudos com muita sobriedade. Existirão poucos casos em que abortar será positivo para a saúde mental das mulheres, assim como haverão casos igualmente poucos em que o aborto causará trauma psicológico, em meio a muitos em que abortar não será uma Nova
pílula do dia seguinte pode ser tomada em até cinco dias Pode chegar ao mercado europeu ainda este mês uma nova versão da pílula do dia seguinte, que pode ser tomada até cinco dias após uma relação sexual. O novo método contraceptivo de urgência do laboratório HRA Pharma - que já comercializa a pílula Norlevo, usada entre 12 e 72 horas após a relação - será apresentado durante o Congresso da Sociedade Europeia de Ginecologia que começa quinta-feira em Roma. "A EllaOne, fabricada com uma nova molécula - a ulipristal - nunca comercializada antes, só poderá ser comprada com receita médica", adiantou à agência France-Presse Erin Gainer, presidente da HRA Pharma, laboratório com sede na França. O medicamento, que impede a ovulação, obteve autorização europeia para entrar no mercado em maio deste ano. Contudo, foi determinado que seria necessária a aprovação da Agência Europeia de Medicamento (Emea) para seu plano de vigilância após comercialização. A agência
deve se pronunciar em 24 de setembro sobre o "plano de gestão
de risco", instituído para as novas moléculas. "Este
plano impõe principalmente a criação de um registro
do acompanhamento das gestações potencialmente expostas
a esta nova molécula", explicou Fabienne Bartoli, diretor
adjunto da agência do medicamento francesa (Afssaps). Cfemea:
maioria dos projetos sobre direitos reprodutivos da mulher representa
retrocesso Brasília - Em uma sociedade democrática é normal que grupos contrários à legalização do aborto promovam manifestações em defesa de suas opiniões, assim como têm feito os grupos feministas favoráveis aos direitos reprodutivos da mulher. Essa é a opinião da socióloga Natália Mori, membro da diretoria do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) sobre a terceira edição da Marcha Nacional da Cidadania pela Vida, que ocorre hoje (30) em Brasília. Segundo a socióloga, nos últimos anos, o aborto tem se tornado cada vez mais presente em discussões públicas. Para ela, iniciativas de grupos que defendem a legalização têm crescido, o que faz surgirem posicionamentos dos movimentos com opiniões contrárias. “Isso é normal, afinal essa é uma sociedade democrática." Hoje o Cfemea monitora cerca de 40 proposições legislativas relacionadas aos diretos reprodutivos da mulher, desde propostas que incentivam o planejamento familiar a projetos que visam a impedir o direito de escolha da mulher em situações de gravidez indesejada. “A onda conservadora que cresce faz com que a maior parte desses projetos seja no sentido de retroagir no que se refere aos direitos reprodutivos das mulheres brasileiras”, diz Natália Mori. Além da conscientização sobre medidas de prevenção à gravidez, outro objetivo das mobilizações a favor do aborto é diminuir os números de mortalidade materna no país, de acordo com a socióloga. Dados do Ministério da Saúde apontam que a mortalidade materna atinge cerca de 2 mil mulheres anualmente. Um dos principais motivos para essas mortes é o aborto inseguro e clandestino, principalmente entre jovens em situação de pobreza. Pesquisa realizada em 2008 pela Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) revela que, por ano, as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) recebem aproximadamente 220 mil mulheres com complicações decorrentes de abortos espontâneos ou intencionais. “Mulheres
que têm recursos vão ter as maiores chances de adquirir
medicamentos, de ir para uma clínica. As mulheres pobres vão
ser as mais vitimadas, são as que vão morrer de hemorragia.
Nós também defendemos a vida já existente, que é a
vida das mulheres”, ressalta a socióloga. Direitos
humanos ameaçados no Rio de Janeiro: problema de saúde
pública é tratado como caso de polícia Conforme noticiado pela imprensa, o estouro de várias clínicas de aborto pela polícia no estado do Rio de Janeiro com prisão de mulheres e médicos acende novamente a polêmica sobre a criminalização do aborto como sendo a melhor resposta do Estado para tratar de uma questão de saúde pública. O Brasil possui uma das legislações mais restritivas em relação ao aborto, só permitindo a sua realização para salvar a vida da mulher e em caso de estupro, e uma das taxas mais altas de morbi-mortalidade materna na região. Ao invés do Estado abrir um debate sério e amplo na sociedade quanto a este importante problema de saúde publica, e garantir que acesso ao atendimento dos casos previstos em lei, prefere lidar com o tema da gravidez indesejada através da via da criminalização, respaldado por uma lei penal datada de 1940. O Brasil encontra-se em situação de atraso em relação aos direitos humanos reprodutivos das mulheres, comparado a outros países no mundo. O governo brasileiro assumiu compromissos junto a órgão internacionais de proteção de direitos humanos das Nações Unidas de rever a legislação que pune o aborto para reduzir as altas taxas de morbi-mortalidade materna por aborto inseguro. Até o momento, porém, isso não se concretizou! A criminalização do aborto gera desigualdade entre homens e mulheres. É uma forma de discriminação contra as mulheres, pois somente as mulheres engravidam e passam por essa experiência. A criminalização do aborto não evita a sua prática: as mulheres brasileiras continuam recorrendo ao aborto só que na invisibilidade e na insegurança. Criminalizar o aborto não resolve o problema. Dados sobre o aborto no mundo • No mundo, 42 milhões de abortos provocados ocorrem anualmente. (Fonte: Unsafe abortion: the preventable pandemic, 2006, www.thelancet.com) • Aproximadamente 20 milhões de abortos são realizados de forma insegura. (Fonte: Unsafe abortion: the preventable pandemic, 2006, www.thelancet.com) • 97% destes abortos ocorrem nos países em desenvolvimento. (Fonte: Unsafe abortion: the preventable pandemic, 2006, www.thelancet.com) • A maior incidência de abortos inseguros ocorre na América Latina, com uma taxa de 29 abortos para cada 1.000 mulheres (15 a 44 anos). (Fonte: Unsafe abortion: the preventable pandemic, 2006, www.thelancet.com) • Na Europa a mesma taxa é de 3 abortos para cada 1.000 mulheres. (Fonte: Unsafe abortion: the preventable pandemic, 2006, www.thelancet.com) • Nos países como a África do Sul e a Romênia, que legalizaram o aborto, as mulheres pararam de morrer. (Fontes: Dramatic decline in abortion mortality due to the Choice Termination of Pregnancy Act, South African Medical Journal, 2005; Commentary: The public health consequences of restricted induced abortion – Lessons from Romenia, American Journal of Public Health, 1992). • Nos
países em que o aborto é legal o número de abortos
realizados é menor: Países da Europa Ocidental (12 abortos
por 1.000 mulheres) Países do Norte da Europa (17 abortos por
1.000mulheres) Canadá e Estados Unidos da América (21
abortos por 1.000 mulheres) (Fonte: Guttmacher Institute, 2007. Facts
on induced abortion worldwide. Geneva, World Health Organization.) Aborto não é um tema que deve ser tratado na esfera penal ou na esfera religiosa porque é um tema de saúde pública: • 11%
do total das mortes maternas ocorridas no Brasil são causadas
por aborto inseguro. (Fonte: Laurenti et al. Revista Brasileira Epidemiologia
7:24,2004). Em PDF no
link: Nota
Pública da Associação dos Magistrados Brasileiros
(AMB) repudiando o acordo Brasil-Vaticano A Comissão Nacional de Direitos Humanos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), composta por representantes de todas as entidades filiadas, vem a público manifestar apoio aos movimentos contrários à incorporação ao ordenamento jurídico brasileiro do Acordo Brasil e Vaticano. A AMB ressalta
que o modelo constitucional vigente instituiu a laicidade do Estado
brasileiro, garantindo a liberdade religiosa a toda cidadania. O acolhimento
do Acordo pelo Congresso Nacional (onde tramita como a Mensagem n° 134/2009)
implicará em grave retrocesso ao exercício das liberdades
e à efetividade da pluralidade enquanto princípio fundamental
do Estado. Rogamos que as autoridades legislativas atuem nesta questão
com rigorosa conduta constitucional. Das
ações sobre aborto no Brasil, 31% julgam violência
contra gestantes Estudo
analisou quase 800 decisões de tribunais estaduais, STJ e
STF. Apoiadas pelo Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), as pesquisadoras iniciaram a leitura dos acórdãos interessadas em avaliar a influência de conceitos religiosos nas decisões do Poder Judiciário. Em 2004, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS) entrou com ação no STF pedindo que a interrupção de gravidez de fetos anencéfalos – ou portadores de qualquer outra malformação que torne inviável a vida extrauterina – fosse dispensada de autorização judicial. Desde então, a questão mobiliza grupos religiosos que pregam a sacralidade da vida desde a concepção e entidades que defendem o direito de escolha da mulher. (Cinco anos depois, o Supremo ainda não tomou uma decisão na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54.) No entanto, além do debate jurídico e filosófico em torno do aborto de feto anencéfalo, as pesquisadores acabaram se deparando com muito mais. “Atiramos no que vimos e acertamos no que não vimos”, disse Tamara ao G1. “Ao iniciar-se este trabalho não se pensou que haveria correlação tão significativa entre os temas ‘aborto’ e ‘violência’”, escrevem. No processo de coleta dos dados, elas verificaram que, na maior parte dos casos, as agressões eram praticadas pelo próprio companheiro ou por ex-companheiro. As razões variavam: da indignação de um ex-namorado, por exemplo, por não conseguir reatar, até o cálculo de quem mata a ex-mulher grávida porque já está em outro relacionamento e “não quer haver-se com a ex-companheira gestante de um filho seu”. Do total de processos vinculando aborto à violência, 67% eram da Região Sudeste, 20% da Sul, 7% da Centro-Oeste, 4% da Nordeste e 2% da Norte. Essa predominância reflete, é claro, o relativo maior acesso ao Judiciário nos estados mais desenvolvidos do país. Quanto à tipificação penal, 63% tratavam de “homicídio e aborto não consentido”. Em segundo lugar destacavam-se casos de “violência sexual de criança ou adolescente até 14 anos e aborto”, com 10%. ... Para ler
a matéria completa acesse o link: CUT
na luta pelo fim da criminalização das mulheres e pela
legalização do aborto A representante da Central Sindical dos Trabalhadores Argentinos (CTA), Dora Martines, caracterizou a luta como histórica. "A mulher precisa ter o direito de decidir sobre o seu corpo e determinar a hora de ter um filho conforme a sua vontade". Nicoleta Rocchi (CGIL - Central Sindical Itália) declarou que no seu país há 30 anos, existe uma lei de legalização sobre o aborto, que forças conservadoras estão tentando derrubar. "Foi muito difícil conquistá-la e superar o estereótipo da mulher feita para ter filhos. O aborto nunca é uma escolha fácil a luta é para que a mulher tenha a última palavra sobre o seu corpo. O representante da Comissão Obreiras da Espanha apoiou a decisão reforçando a necessidade de leis que assegurem a legalização do aborto no Brasil. Já a Secretária Nacional de Mulheres do PT, Laisy Moriére, avaliou a decisão da CUT como fundamental e alertou sobre a necessidade do tema ser discutido como saúde pública, já que muitas mulheres morrem vítimas de abortos clandestinos. Silvia Camurça, da Frente contra a Criminalização da Mulher, que surgiu no Maranhão após centenas de mulheres trabalhadoras terem sido condenações e penalizadas pela prática do aborto, apontou que o fortalecimento do movimento se dará com a unidade . "Precisamos agregar esforços com o objetivo de barrar a ilegalidade", salientou. Mais informações
através do link da CUT: Justiça
espanhola determina que jovens a partir dos 16 anos decidam sobre aborto Mais informações
através do link (Em Espanhol): "Justicia avala reforma
de aborto española" - El Pais (16/07/2009) Anencefalia
de volta à pauta do STF A pedido
da Confederação dos Trabalhadores da Saúde,
processo sobre direito de abortar deve ser novamente debatido em
setembro Para ver
a notícia completa acesse o link: Anencefalia:
Parecer da PGR é a favor do aborto terapêutico Deborah Duprat concorda integralmente com os argumentos da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), autora da arguição, ressaltando que a penalização do aborto de fetos anencéfalos é contrária ao direito à liberdade, à privacidade e à autonomia reprodutiva, além de ferir o princípio da dignidade da pessoa humana e o direito à saúde. A chefe do Ministério Público – cujo parecer era a peça que faltava para o julgamento da ação – sustenta ainda não haver violação do direito à vida nem aborto eugênico na “antecipação terapêutica do parto” nesses casos, por estar em jogo “direito fundamental da gestante”. No parecer de 15 páginas, a procuradora-geral da República conclui: “A antecipação terapêutica do parto na anencefalia constitui exercício de direito fundamental da gestante. A escolha sobre o que fazer, nesta difícil situação, tem de competir à gestante, que deve julgar de acordo com os seus valores e a sua consciência, e não ao Estado. A este, cabe apenas garantir os meios materiais necessários para que a vontade livre da mulher possa ser cumprida, num ou noutro sentido.” Fonte | Link: http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/07/06/e06077860.asp Chile:
novamente sem a pílula do dia seguinte Veja a notícia
da BBC Mundo- dia 24 de junho (em espanhol) através do link: Pesquisa
aponta altos índices de aborto em São do Gabriel e Sonora
em Mato Grosso do Sul Conforme informações da enfermeira responsável pelo estudo, Paula Viana, o estupro pode ser uma das causas dos altos índices de aborto registrados. Entretanto, Paula destaca que não é possível determinar as circunstâncias exatas em que isso ocorre, porque os abortos são realizados de maneira clandestina. A entidade decidiu fazer esse levantamento, depois de obter dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Social de Medicina da UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), em que foi constatado que no Estado são realizados cerca de 10 mil abortos ilegais. O resultado chamou a atenção do grupo que, em parceria com a Ong Ipas (www.ipas.org.br) , do Rio de Janeiro, decidiu aprofundar os estudos. Para coletar os dados, o grupo percorreu hospitais e maternidades de MS, reuniu informações oficiais do Ministério da Saúde e levantou informações com profissionais que atuam na área. “Os dados utilizados nesse tipo de pesquisa sempre se baseiam em estimativas feitas a partir do sistema de informação do Ministério da Saúde, porque se tem pouco conhecimento sobre a situação real das mulheres”, explica a enfermeira e pesquisadora do grupo, Paula Viana, de 46 anos. Legislação - Na legislação brasileira, o aborto induzido é caracterizado como crime. A prática é permitida apenas quando a gravidez põe em risco a vida da gestante, ou em caso de estupro, situação que ainda gera polêmica entre grupos religiosos e segmentos conservadores da sociedade. Fonte Original - Clipping: http://www.idest.com.br/sg/?noticia=13172 Notícias
relacionada: Nações
Unidas avalia compromissos do Brasil com o Pacto de Ipas Brasil contribuiu para a análise do Comitê, enviando um relatório sombra que dá enfoque especial aos compromissos em matéria de direitos humanos sexuais e reprodutivos[2]. Na condução dos trabalhos de análise do relatório enviado pelo Brasil, o Comitê contou, então, com o apoio de vários documentos encaminhados pelas demais entidades da sociedade civil que participaram da sessão. No período em que se realizam as sessões, o Comitê se reúne para analisar o relatório oficial enviado pelos países que ratificaram o pacto e também os chamados “relatórios sombra”, que são informes mandados por organizações da sociedade civil com informações relevantes, observações e sugestões de perguntas a serem encaminhadas pelo Comitê aos representantes dos governos. O Comitê DESC já havia expressado preocupação em 2007 em relação ao Brasil no sentido de que “as taxas de mortalidade materna permanecem extremamente altas e que o risco de morte materna afeta desproporcionalmente comunidades marginalizadas, particularmente afro-brasileiras, mulheres indígenas e mulheres de zonas rurais. Ademais, o Comitê nota que estas disparidades são atribuíveis, em parte, à desigual distribuição dos serviços de atenção de emergência obstétrica e ao fato de que o financiamento dos serviços de saúde falha em prestar adequada atenção para as populações em situação de desvantagem. O Comitê está particularmente preocupado que a maioria das mortes maternas são evitáveis com atendimento médico adequado (art. 12.1 e 12. (d))”. Nessas bases, e levando em consideração o Comentário Geral No. 14 (2000), sobre o direito à saúde, o Comitê DESC recomenda ao Estado brasileiro:
O Secretário Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vanucchi, apresentou o relatório brasileiro e respondeu às indagações dos especialistas do Comitê. As principais perguntas feitas sobre temas relacionados à saúde e sua relação com o cumprimento de diversos artigos do Pacto, dentre as quais aquelas relacionadas à saúde das mulheres, foram: • Por que o Brasil adotou apenas duas hipóteses de permissão para a realização do aborto e se há previsão para alteração dessa legislação? • O que o Brasil estava fazendo para reduzir o elevado número de abortos ilegais que eram praticados no país? Em resposta a estas questões, o representante brasileiro informou que, de fato, o aborto é considerado legal em apenas dois casos no Brasil (estupro e risco de vida para a mãe). Disse, ainda, que o Ministério da Saúde foi favorável a um debate público sobre a matéria, com o objetivo de ampliar o direito das mulheres à interrupção da gravidez, mas que, segundo ele, o tema do aborto não era uma questão para ser resolvida pelo Ministério da Saúde e sim pelo legislativo nacional, ainda que o Ministério da Saúde seja responsável pelos serviços de aborto legal e pela garantia do oferecimento destes serviços para as mulheres. Segundo o ministro, esse serviço está disponível em quase todo o país, com exceção de quatro estados, nos quais o serviço ainda não está implementado. Notas: Clipping
- Aborto: chance para a reflexão Resultados que vão ao encontro de discussão que ocorre há mais de um ano e têm, em uma das pontas, a preocupação do Ministério da Saúde com o grave problema de saúde pública que é o aborto inseguro. Neste momento, com base científica, o Brasil tem a oportunidade de qualificar a discussão em torno da ampliação do âmbito de legalidade do aborto. O relatório produzido pelas pesquisadoras Debora Diniz, da UnB, e Marilena Cordeiro Dias Villela Corrêa, da Uerj, cumpre o papel importante de retirar o véu que encobre a realidade de morte e de graves seqüelas pelas quais são vítimas milhares de brasileiras, todos os anos. A pesquisa revelou a subnotificação em torno dos casos, tendo em vista que chegam ao Sistema Único de Saúde mais de 220 mil mulheres por ano em razão de complicações da interrupção da gravidez, resultantes de abortos espontâneos ou intencionais. Dessa maneira, o texto revela dois Brasis: o de mulheres que podem pagar pela segurança na interrupção da gravidez; e o de mulheres que arriscam a vida e a fertilidade com procedimentos caseiros. A verdade é que o aborto inseguro e a clandestinidade são fatores de morbidade e de mortalidade materna entre adolescentes e jovens, de todas as raças e etnias, atingindo, sobretudo, aquelas em situação de pobreza. Dados do Ministério da Saúde apontam a alarmente situação de um total de 2 mil mulheres que morrem anualmente de óbito materno no Brasil, quase 1.200 na faixa etária entre 10 e 29 anos. Não fosse crime no Brasil, médicos e hospitais poderiam atender adequadamente as mulheres que se utilizam desse subterfúgio da interrupção da gravidez. A situação atual as deixa sujeitas a métodos cruéis que, quando não matam, deixam seqüelas irreversíveis, como a infertilidade. A pesquisa é importante ponto de reflexão sobre o tema. O Estado e sociedade devem refletir sobre esse debate, afinal o aborto é a quarta causa de mortalidade materna embora passe como se não existisse. Na prevenção dessas mortes evitáveis e gestações indesejadas, o Estado brasileiro, por meio do SUS e de ações intersetoriais, coloca em prática políticas públicas que garantam os direitos reprodutivos a mulheres, adolescentes e jovens de ambos os sexos. A eficácia dessas políticas depende da disseminação de informações, que deve ser feita em casa e nas escolas e integrar as ações das equipes do Programa Saúde da Família. Os ministérios da Saúde e da Educação, por meio do projeto Saúde e Prevenção nas Escolas, lançado em 2003, trabalham a inclusão, na educação de jovens das escolas públicas, dos temas saúde reprodutiva e sexual tendo como principais elementos a educação preventiva e formação de consciência crítica de forma interdisciplinar. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade dos jovens e adolescentes às doenças sexualmente transmissíveis, à infecção pelo HIV e à gravidez precoce, como resposta a estudos que mostram a exposição da população com idade entre 13 e 19 anos a todos esses eventos. O país não deve fechar os olhos para a ferida aberta que o aborto causa na saúde pública apenas porque o tema suscita debates entusiasmados. O
relatório que saiu ano passado está disponível
na Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde: BRASIL:
Campanha para que as mulheres tenham o direito de decidir pela interrupção
da gravidez em casos de anencefalia A campanha
tem como objetivo maior sensibilizar a opinião publica sobre
o sofrimento imposto a uma mulher e a sua família de levar a
termo uma gravidez de um anencéfalo. O lançamento desta campanha, através da mídia impressa, de outdoors, banners, cartazes e postais a serem enviados ao Congresso Nacional se dá em momento estratégico. O Supremo Tribunal Federal (STF) deverá apreciar e votar esta matéria ainda este ano. Apesar da anencefalia ser irreversível, as leis são reversíveis e devem ser compatíveis com a dignidade humana. Veja mais sobre a campanha no site da CEPIA: http://www.cepia.org.br/anencefalia.htm e ajude na divulgação. Nicarágua:Penalizar
o aborto é tortura, alerta a ONU O Comitê, reunido em seu 42º período de sessões na cidade suíça de Genebra, pediu urgência ao Estado nicaraguense para reverter a reforma legal que em 2006 penalizou sem exceções o aborto voluntário, e cobrou flexibilidade, especialmente em casos de violação e incesto. Foi no dia 14 que o Comitê expressou “sua profunda preocupação pela proibição geral do aborto”, contida em vários artigos do Código Penal reformado em 2006 e que entrou em vigência no ano passado. O governo
sandinista de Daniel Ortega ainda não reagiu sobre um pronunciamento
que vincula a proibição do aborto terapêutico com
a tortura. A Nicarágua converteu-se em 2006 em um dos poucos
países do mundo a castigar penalmente as mulheres que realizam
um aborto quando se trata de gestação fruto de violações
sexuais ou incesto, ou quando a vida da mãe corre risco, casos
em que antes era legal a interrupção da gravidez. Chile,
El Salvador e República Dominicana são os outros países
latino-americanos que penalizam o aborto induzido sem exceções,
aos quais se unem Malta e Filipinas no resto do mundo. Índice
de mortes por aborto é maior entre negras Segundo o trabalho do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio, apresentado durante o seminário Mortalidade Materna e Direitos Humanos no Brasil, o risco de morte de uma grávida negra cuja gestação terminou em aborto é 2,5 vezes maior do que o de brancas. Veja a notícia
completa através do link: Instituições
recebem homenagem pela atuação no caso da menina de Alagoinha Durante o seminário, foram relembrados os 20 anos do serviço de aborto legal no Brasil. Além da homenagem, foram realizadas conferências que abordaram o tema da mortalidade materna sob perspectivas de saúde pública e direitos humanos. Beatriz Galli, consultora de Ipas Brasil, esteve presente no evento coordenando uma das conferências com o tema "Subsídios para estratégias de advocacy pela maternidade segura e voluntária". O seminário "Mortalidade Materna e Direitos Humanos no Brasil" tinha por objetivo, a sensibilização das autoridades e da opinião pública para os problemas a respeito da saúde da mulher e alertá-los para a prevenção das principais causas de morte materna. Mortalidade
materna na Bahia é 1.030% superior ao índice aceitável De acordo com dados da Secretária Estadual de Saúde (Sesab), 80% dos óbitos maternos são evitáveis, desde que sejam tomadas precauções como o acompanhamento pré-natal. Na Bahia, 12,6% das mortes são causadas por eclâmpsia (síndrome que leva a morte por hipertensão). Outros 10,5% são motivados por abortos e 10,5% por descolamento prévio de placenta. A vice-coordenadora do Instituto Mulher Pela Assistência Integral à Saúde, Direitos Sexuais e Reprodutivos (Imais), Lília Marinho, comenta que os dados sobre esse assunto são sempre subnotificados. "É o caso dos abortos. Pesquisas mostram que a primeira causa de morte materna na Bahia é o aborto. No entanto, no atestado de óbito muito vezes não é citado esse problema e a mulher aparece como vítima de infecção generalizada", afirma. Dependentes do Sistema Público de Saúde (SUS), as mulheres que mais morrem são as de baixa renda. Lília assinala que para reverter esse quadro é preciso oferecer na rede pública todos os métodos contraceptivos, além de estimular o pré-natal. "Outro problema é a tendência das mulheres optarem pela cesariana, em que existe maior chance de infecção para a mãe e o bebê", completa. Segundo ela, a opção se deve à demora no procedimento natural. "O parto normal demora 12 horas, enquanto a cesárea dura 40 minutos", explica. Pré-Natal - A OMS recomenda que a mulher tenha pelo menos seis consultas ao longo da gestação e o pré-natal deve começar no primeiro trimestre da gravidez. No entanto, a diretora de gestão do cuidado da Sesab, Débora do Carmo, lembra que muitas mulheres têm dificuldade de encontrar atendimento na rede básica de saúde ou demoram para iniciar o acompanhamento médico. "Se a gestação é bem acompanhada é possível identificar muitos fatores de risco", comenta. Para tentar reverter o quadro atual, o Ipas – uma ONG que trabalha com temas ligados a saúde e aos direitos reprodutivos da mulher – informou em nota oficial que, na Bahia, as entidades que lutam pela causa tem pressionado o governo para a ativação dos Comitês Estaduais de Morte Materna, idealizados no início da década de 90 com o objetivo de analisar com mais detalhes as causas das mortes, o que permitiria uma atuação mais efetiva contra o problema. Outra solicitação é a integração entre as unidades de saúde básica e hospitalar durante o pré-natal e no pós-parto, o que não acontece atualmente na rede pública de saúde. Fonte: http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1155684 Dia
Mundial de Combate à Mortalidade Materna tem ações
em várias partes do País Entre
as reivindicações das organizações neste
dia 28 de maio estão: Entre as ações previstas para esta semana, destacam-se: - Sessão
Especial - 28 de Maio - Dia Internacional de Luta pela Saúde
da Mulher - Dia Nacional de Combate à Mortalidade Materna" -
dia 28.05 às 9 h no Plenário Cosme de Farias - Câmara
Municipal de Salvador Mais eventos
na Agenda Online: http://www.ipas.org.br/agenda.html Acordo
Brasil e Santa Sé já está na Câmara dos
Deputados Os grupos religiosos que defendem o acordo estão se mobilizando para que o mesmo seja votado sem alarde e sem debates dentro do Congresso Nacional. Em sentido oposto, os movimentos de mulheres e outros setores da sociedade civil defendem a realização de audiências públicas para discutir o conteúdo do Acordo, sob pena de inviabilizar o debate democrático pela ausência de informações e restrição à participação de estudiosos sobre o tema e setores interessados neste assunto. “O
conteúdo do Acordo denuncia o desejo da instituição
Católica de manter privilégios em detrimento das outras
religiões e da população, desrespeitando a laicidade
do Estado brasileiro. Além disso, este documento demonstra as
ambiguidades de uma religião que na sua Doutrina Social prega
a igualdade e a inclusão e, por outro lado, tenta aprovar, como
lei nacional, um Acordo para eternizar privilégios num país
de tantas desigualdades e concentração de renda, onde
os programas sociais são as únicas possibilidades de
sobrevivência para muitas famílias”, afirma Kauara
Rodrigues, cientista política do CFEMEA. – Centro Feminista
de Estudos e Assessoria. 18
de maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração
Sexual Contra Crianças e Adolescentes A violência sexual contra crianças e adolescentes é um fenômeno que ocorre em todas as classes sociais e em escala mundial. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância apontam que cerca de um milhão de crianças são vítimas de violência sexual no mundo a cada ano. Um exemplo ocorrido no Maranhão é o caso dos meninos emasculados, em que 42 crianças foram violentadas e depois mortas. O fato mobilizou a comunidade internacional. Fonte: CCR Mais dados sobre a data no link: http://www.ipas.org.br/calendario.html#1805 Notícias
Relacionadas Jangadeiro
Online: Mobilização marca Dia Nacional de Combate à Exploração
Sexual de Crianças e Adolescentes Cartilha
do Governo: IMPACTO DA VIOLÊNCIA NA SAÚDE DAS
CRIANÇAS E ADOLESCENTES (Ministério da Saúde
2008) Obama
defende que bom senso dissolva polêmica sobre aborto Talvez nós não concordemos sobre o aborto, mas nós ainda podemos concordar que é uma decisão de apertar o coração da mulher tanto na dimensão moral quanto na espiritual. Então, trabalhemos juntos para reduzir o número de mulheres que procuram o abordo reduzindo as gestações indesejadas; tornando a adoção mais acessível; e dando cuidado e apoio àquelas que decidem ter seus filhos, disse. Leia a matéria
completa através do link da Folha Online Espanha
prepara lei para legalizar o aborto e medida que distribuirá "pílula
do dia seguinte" sem receita O socialista Jose Luiz Zapatero prepara-se para enviar ao Congresso um projeto para acabar com a proibição legal do aborto na Espanha. Atualmente, o aborto é considerado crime no país, porém é autorizado em casos especiais, em que as mulheres precisam comprovar "danos psicológicos" causados pela gestação. Segundo a ministra da Igualdade, Bibiana Aído,..."a mulher é injustamente estigmatizada pelas leis, sob as quais o aborto é crime". De acordo com a nova proposta, as mulheres poderão interromper a gravidez até a 14ª semana de gestação. Em casos de riscos à saúde da mãe, o aborto poderá ser feito até a 22ª semana, desde que o perigo seja comprovado por pelo menos dois médicos. Na proposta também se destaca a permissão para meninas a partir de 16 anos façam aborto sem o consentimento dos pais. Além da proposta apresentada por Zapatero, outra iniciativa tem gerado debates sobre a saúde sexual e reprodutiva na Espanha: Dentro de aproximadamente 3 meses a livre comercialização da "pílula do dia seguinte" - que será vendida nas farmácias sem receita médica e sem restrições na idade da mulher. A medida faz parte da estratégia de saúde sexual e reprodutiva do governo espanhol, que pretende reduzir as gravidezes indesejadas e os abortos, declarou a ministra da Saúde e da Política Social, Trinidad Jiménez. De acordo com dados do governo Espanhol 2007, foram realizados no país um total de 112 mil abortos, mais de metade foram efetuados em menores de 18 anos. No mesmo ano nasceram mais de quatro mil crianças de mães adolescentes. Dados
a partir das fontes: Espanha
prepara lei para legalizar o aborto (Destak Jornal - Maio 14, 2009) Governo
espanhol vai liberalizar aborto (EuroNews 14/05/09) Unidade
marca ato pela legalização do aborto em SP Por volta de 150 pessoas dos mais diversos segmentos prestigiaram o lançamento da Frente Paulista — desdobramento estadual da Frente Nacional de mesmo nome. A Frente surgiu da articulação entre entidades nacionais — CUT, UNE, União Brasileira de Mulheres, Católicas pelo Direito de Decidir, Marcha Mundial das Mulheres, Articulação de Mulheres Brasileiras, entre outras — em resposta às ofensivas fundamentalistas no Legislativo e no Judiciário (em especial a tentativa de instalação da CPI do Aborto, e o indiciamento de mais de 150 mulheres no Mato Grosso do Sul por suposta prática de aborto). Leia a matéria
completa através do link da do Vermelho Online Bahia
- 22,5% dos bebês têm mãe adolescente entre 10
e 19 anos O último levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), de 2008, mostra que 22,5% dos nascidos vivos são de mães com idade entre 10 e 19 anos (dos pouco mais de 177 mil bebês, 1,2% é de filhos de meninas que sequer completaram 14). O lado positivo é que, embora elevado, o número sofreu redução de 1 ponto percentual – ou 11 mil nascimentos – se comparado a 2007, tendência que já vinha sendo verificada: em 2005, a incidência de gravidez precoce era 11% maior. No universo de grávidas adolescentes, outro dado alarmante: do recorte mais recente de nascimentos por etnia oferecido pela Sesab, de 2006, quatro em cada cinco mães eram pardas ou negras, número 23% maior se comparado a 2000. Embora seja condizente com a proporção entre negros e brancos da Bahia, mostra que mais jovens afrodescendentes ficaram grávidas. Num Estado em que cor da pele normalmente coincide com classe social, as conclusões são óbvias. Leia a matéria
completa através do link da A Tarde Online Anistia
apóia aborto para vítimas de estupros Widney Brown, diretora-sênior de políticas e campanhas da Anistia Internacional, disse para a agência de notícias internacional Reuters, que mulheres que tenham sido estupradas têm direito a um aborto seguro - uma política adotada pela entidade de direitos humanos como parte da sua campanha global de combate à violência contra a mulher. Widney Brown, declarou também, que considera o aborto como um direito da mulher cuja saúde seja ameaçada por uma gestação, e que o grupo pediria que o procedimento seja descriminalizado em todo o mundo. Leia a matéria
completa através do link: Distrito
Federal - 54% das gestações em jovens não chegam
ao fim Dados inéditos sobre gravidez na adolescência e juventude na rede pública do Distrito Federal intrigam os especialistas em saúde. Em 2007, 13.658 exames de gravidez de meninas com até 19 anos completos tiveram resultado positivo. No entanto, apenas 6.267 desses bebês nasceram, segundo os registros feitos nos postos de saúde e hospitais. Significa dizer que menos da metade (46%) das garotas grávidas fizeram as consultas de pré-natal e tiveram o filho. Os números não são diferentes dos seis anos anteriores. Desde 2002, metade das gestações de brasilienses com até 19 anos não foram para a frente. Para especialistas ouvidos pelo Correio e segundo a própria Secretaria de Saúde do DF, a explicação mais plausível é a opção de boa parte dessas meninas pelo aborto clandestino. Leia a matéria
completa através do link da CCR: Ou através
do link: Hillary
cita o Brasil ao defender direito ao aborto A rede AFP de notícias publicou nota sobre a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que declarou, no dia 22 de abril, informações sobre sua experiência no Brasil ao defender o direito ao aborto e a decisão do governo dos Estados Unidos de financiar campanhas de planejamento familiar no exterior. Segundo a matéria, Hillary Clinton menciona que visitou hospitais no Brasil onde a metade das mulheres tinha seu bebê com uma alegria entusiasta e a outra metade lutava pela própria vida após um aborto frustrado. Ainda segundo a matéria, Hillary afirmou que considera o planejamento familiar uma parte muito importante da saúde das mulheres e a saúde da reprodução inclui o acesso ao aborto que, segundo ela, deve ser seguro, legal e inusual. Veja a matéria
completa através do link: Mais informações
no site da CCR (Clipping da Folha Online): Interrupção
da gestação de anencéfalos pode ser julgada
em junho O Ministro Marco Aurélio Mello, relator do caso sobre a legalização da interrupção da gestação de fetos anencéfalos no Superior Tribunal Federal (STF), quer levar a ação a julgamento em junho. Ele já tem o aval da Advocacia Geral da União (AGU), e aguarda só o parecer da Procuradoria-Geral da União. No debate público do assunto, o subprocurador Mario Gisi deixou no ar a impressão de que o órgão defenderá o direito da mulher de decidir se segue ou não com a gravidez de um bebê sem cérebro. A ação é a ADPF 54, proposta em 2004 e discutida em quatro audiências públicas durante 2008. Fonte: CCR
Comissão de Cidadania e Reprodução Jornadas
pelo Aborto Legal e Seguro repudia entrega de prêmio a arcebispo
de Recife Veja
links relacionados: Advocacia
Geral da União defende antecipação terapêutica
do parto em casos de anencefalia No último
dia 8, a Advocacia Geral da União (AGU) divulgou documento enviado
ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os casos de anencefalia. De
acordo com as alegações da AGU, a rede pública
de saúde tem condições de diagnosticar durante
o pré-natal, de forma precisa, a anencefalia[1] . A AGU sustenta
que a mulher que optar pelo aborto estará assegurada pela Constituição
e que há políticas públicas que protegem a saúde
da gestante, dando a ela a possibilidade de escolher entre manter a
gravidez ou antecipar de forma terapêutica o parto. A Secretaria
Geral de Contencioso – órgão da AGU que assessora
o Advogado-Geral da União nas atividades relacionadas à defesa
judicial da União perante o STF - pediu que o STF acolhesse
o pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Saúde, de não aplicação da legislação
penal aos casos de aborto de fetos portadores de anencefalia, e que
fosse garantido à gestante "o direito subjetivo de
se submeter à antecipação terapêutica do
parto, sem a necessidade de apresentação prévia
de autorização judicial ou de permissão específica
do Estado" [2]. [1] AGU
defende aborto de feto anencéfalo no STF. JusBrasil Notícias.
Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/992571/agu-defende-aborto-de-feto-anencefalo-no-stf Grupo
de Estudos sobre o Aborto se reúne em Pernambuco No dia 4 de abril, diversos especialistas do Grupo de Estudos sobre o Aborto (GEA) se reuniram no Centro Integrado Amaury de Medeiros (Cisam), em Recife - onde, no mês passado, foi prestada a assistência necessária para uma interrupção de gestação prevista em lei de uma menina de 9 anos, grávida de gêmeos após ser estuprada pelo padrasto. Na mesa da primeira reunião estiveram presentes Thomaz Gollop (médico da Universidade de São Paulo – USP e coordenador do GEA), Leila Adesse (Diretora do Ipas Brasil), Cristião Rosas, (ginecologista, obstetra e presidente da Comissão de Violência Sexual da Febrasgo), José Henrique Rodrigues Torres (Juiz de Direito, Titular da Vara do Júri de Campinas e membro do Conselho Diretivo da Associação Juízes para a Democracia - AJD), e Olímpio Moraes (médico-assistente do centro de saúde ligado à Universidade de Pernambuco), que responderam perguntas de vários especialistas, como profissionais do Cisam, representantes da Reitoria da Secretaria de Políticas das Mulheres de Pernambuco, representantes do Ministério Público, jornalistas, assim como representantes de serviços de saúde de Salvador (IBERPA) e de João Pessoa. O grupo
discutiu sobre as barreiras existentes para o acesso ao aborto previsto
em lei na região, através da troca de experiências
entre profissionais de saúde de outros estados (João
pessoa, Salvador) , visando o aprimoramento da qualidade da assistência
e a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres no país.
Segundo a Dra. Leila Adesse (Diretora de Ipas Brasil) "o número
de serviços para a interrupção legal da gravidez
ainda é insuficiente para garantir o acesso da população
em todos os estados e nos locais mais distantes dos centros urbanos”. Dados
levantados sobre o impacto da ilegalidade do aborto na saúde
das mulheres nas cidades de Recife e Petrolina, também foram
apresentados conforme consta no Dossiê elaborado
pelas ONGs: Ipas Brasil, Curumim e Cfemea. Veja as
matérias relacionadas abaixo: "Em defesa do aborto legal no país" (Diário de Pernambuco, 05/04/09) NOTA
IPAS BRASIL: Pelo direito de decidir pela interrupção
da gestação em casos de violência sexual: uma
questão de saúde Quando
defendemos o direito da mulher ou de uma adolescente à interrupção
de uma gravidez, o que está em jogo não é ser
a favor ou contra ao aborto. Todos, mulheres e homens, sabemos o quanto
a realização de um aborto é dolorosa e sofrida.
Quando se possibilita o acesso das mulheres vítimas de violência
sexual ao aborto previsto em lei, se garante o direito à saúde
como direito humano fundamental, previsto na Constituição
Federal: “A saúde é direito de todos e dever
do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas
que visem à redução do risco de doença
e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às
ações e serviços para sua promoção,
proteção e recuperação.” Fontes: COOK, Rebecca
J.; DICKENS, Bernard M.; FATHALLA, Mahmoud F. Saúde reprodutiva
e direitos humanos integrando medicina, ética e direito. Rio
de Janeiro: Cepia, 2004. NY
Times faz matéria sobre o debate do aborto no Brasil Matéria
(em inglês) de capa do dia 27 de março no Jornal New York
TIMES comentam sobre o caso do aborto da menina de 09 anos de Pernambuco
e a situação do aborto no Brasil com comentários
da consultora de Ipas Brasil - Beatriz Galli. » TERRA ONLINE (traduzido para Português): Aumento de abusos no Brasil intensifica debate sobre aborto (29/03/2009) Clipping:
Representantes de entidades femininas fazem ato contra CPI do aborto Iolando Lourenço - Agência Brasil Brasília - Representantes de entidades femininas, acompanhadas de parlamentares fizeram hoje (31) ato em protesto pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara (CPI do aborto). Pelo requerimento de criação, a CPI se destina a investigar a existência do comércio clandestino de substâncias abortivas e a prática de aborto no Brasil. Antes, as representantes femininas entregaram uma carta aos líderes partidários pedindo para que não indiquem os representantes de seus partidos para a formação da CPI. Elas propõem aos líderes que, em vez de indicarem os integrantes da CPI, “procurem meios para tratar da complexidade do assunto de forma responsável e cuidadosa, a partir da escuta das preocupações e pontos de vistas dos movimentos de mulheres e daqueles que respeitam os direitos humanos das mulheres”. “Nós consideramos que o intuito da CPI é criminalizante e discriminatório, conforme demonstra o requerimento para sua criação, e não se destina a qualquer benefício ao bem público ou ao bem comum”, afirmam as mulheres na carta aos líderes. No documento, as manifestantes defendem uma política de saúde reprodutiva para a mulher. “Não somos a favor de manter o aborto na clandestinidade, tampouco defendemos os serviços clandestinos que o realizam. Defendemos que as mulheres possam ter acesso a uma política de saúde sexual e reprodutiva, normatizada pelo Ministério da Saúde”. A carta aos líderes foi assinada pelas entidades: Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), Associação Brasileira de Ongs (Abong), Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto, Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, Marcha Mundial das Mulheres e Rede Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Uma das faixas colocadas no Salão Verde da Câmara dizia “Não à CPI da fogueira. Não queremos nova inquisição. Por um Brasil democrático”. Durante o ato, as mulheres distribuíram também um panfleto assinado pela Frente Nacional pelo Fim da Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto com dez motivos para a não instalação da CPI. Alguns dos
motivos relacionados no documento diz que a CPI tem caráter
criminalizante e discriminatório e representa uma ameaça
aos princípios fundamentais da igualdade, dignidade da pessoa
humana, liberdade e laicidade, expressos na Constituição;
A CPI atingirá especialmente as mulheres da classe trabalhadora,
em especial as mais pobres e vulneráveis; A CPI se instalada
geraria insegurança jurídica, violação
ao devido processo legal e ameaça explícita às
liberdades fundamentais garantidas pela Constituição. Veja também
o texto: Ipas
Brasil, Febrasgo e Flasog fazem nota de apoio ao serviço de
aborto legal do IPERBA, na Bahia Há poucos dias, o Brasil assistiu a um novo caso de violência contra uma menina de 13 anos, moradora de Guaratinga, a 725 quilômetros de Salvador, grávida do pai que está preso após confessar abusos contra ela. A mãe morreu e nenhum parente quis acolhê-la. O Código Penal brasileiro prevê que a decisão sobre a realização de aborto em menores de 14 anos é de um representante legal. No caso desta menina, a função ainda seria assumida pela conselheira tutelar de Guaratinga, Lindidalva Santana. Como a menina sofreu um aborto espontâneo nos últimos dias, a decisão de ter ou não o bebê, que estaria em discussão, não seguiu adiante[1]. Porém, dada a pressão sofrida a partir dos grupos fundamentalistas sobre o serviço de aborto legal do IPERBA (Instituto de Perinatologia da Bahia), em Salvador, onde a menina seria ouvida, Ipas Brasil, em conjunto com FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) e FLASOG (Federação Latino-americana das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia), expressa seu apoio aos profissionais de saúde daquele serviço. Eles estavam sendo ameaçados por exercerem a medicina de forma ética, em cumprimento às leis do país, à Constituição e aos direitos humanos das mulheres e meninas vítimas de violência sexual. Segundo Cristião Rosas, ginecologista, obstetra e presidente da Comissão de Violência Sexual (Febrasgo): “É nosso direito exercermos a medicina dentro dos preceitos do código de ética médica, em cumprimento às leis do país, e garantindo direitos reprodutivos de nossas pacientes, particularmente as mais vulneráveis, as adolescentes e as crianças. Nosso apoio e solidariedade ao colega Dr. David Nunes, membro da Comissão de Violência Sexual da Febrasgo e um dos médicos que acompanham zelosamente o caso da menor no IPERBA”. [1] Informações
retiradas da Folha de São Paulo links:
Para ser seguidor da campanha no twitter acesse http://twitter.com/vaipensandoai e confira as iniciativas da campanha, além de informações relevantes sobre o assunto, bem como estatísticas sobre o aborto inseguro no Brasil e no mundo. Ipas Brasil também colocou o video da campanha no DailyMotion e dentro do Skype já é possível colocar o video ao lado da foto do seu perfil, é só fazer procurar dentro do DailyMotion por "Vai pensando ai" e adicionar o video no seu "Mood". Tony
Bellotto divulga em seu blog video da Campanha Vai Pensando Ai “O
Código Penal, elaborado em 1940, está bastante defasado
de mudanças sensíveis que ocorreram no mundo nos últimos
70 anos. A questão dos direitos da mulher, dos direitos humanos,
e a própria secularização da sociedade não
foram evidentemente levadas em conta na criação da
lei que proíbe e criminaliza o aborto no país”,
declara o titã Tony Bellotto em seu blog "Cenas
Urbanas", da Veja Online. O músico, compositor
e escritor é favorável à descriminalização
do aborto e comenta o assunto em seu blog através de textos
claros e corajosos, dado o grande número de posições
contrárias que se manifestam nos comentários dos textos.
O diálogo com atores sociais e políticos é essencial
para aprofundar o entendimento da descriminalização
do aborto no país. Os tempos então mudando, bem como
a sociedade brasileira e inovações suscitam novas questões
e desafios.
O Ministro da Saúde, José Gomes Temporão, entregou à diretora do Ipas Brasil, Leila Adesse, uma placa de reconhecimento durante a homenagem aos 25 anos do PAISM (Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher). A homenagem aconteceu no dia 9 de março, durante o Seminário Nacional da Mulher e Cairo+15, em Brasília. Entre as
demais personalidades e instituições agraciadas estavam
Organização Pan-americana da Saúde, Programa Nacional
DST/Aids da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério
da Saúde, Associação Brasileira de Organizações
não Governamentais, Instituto Nacional do Câncer, Rede
Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos
e Nilcéia Freire, Ministra da Secretária Especial de
Políticas para as Mulheres. Vídeos
trazem entrevista com o médico ginecologista Cristião
Rosas sobre o caso do aborto da menina de 9 anos em PE Veja abaixo
entrevistas com o médico ginecologista Cristião Rosas,
membro da FEBRASGO e CCR (Comissão de Cidadania e Reprodução)
e consultor de Ipas Brasil, divulgadas no site Estado.com.br "Posições
radicais não garantem a vida" Matéria
do Correio Braziliense menciona pesquisa de Ipas Brasil no caso do
aborto da menina de PE que sofreu violência sexual A matéria do Correio Braziliense entitulada "Violência sexual: a duríssima saga do aborto legal", menciona o número reduzido de hospitais que fazem o procedimento, a resistência das equipes médicas e as dificuldades burocráticas impostas pelos estabelecimentos como os grandes obstáculos das vítimas de estupro que engravidam no país. Resultados da pesquisa qualitativa feita pela organização não-governamental Ipas Brasil, em parceria com o Ministério da Saúde, também são apresentados. A pesquisa avaliou as dificuldades e percepções de 20 mulheres que interromperam a gestação. A Dra Leila Adesse, diretora de Ipas Brasil, comenta sobre o estudo: "Verificamos muitas barreiras. Além do medo, essas mulheres não sabem onde procurar ajuda. A história da menina de Pernambuco não é uma exceção, é a regra". Veja a matéria
completa através do link: Clipping:
Médico diz que não fazer aborto em menina de 9 anos
seria "omissão" Claudia
Andrade Do UOL Notícias Olímpio Moraes, médico-assistente do centro de saúde ligado à Universidade de Pernambuco, que realizou o aborto na menina de 9 anos violentada pelo padrasto, disse que seria um "erro de omissão" não ter realizado o procedimento. "É um erro ético, um erro médico gravíssimo", afirmou, em entrevista nesta quarta-feira (11), em Brasília. Moraes destacou que a equipe médica preocupou-se em manter a criança em um quarto separado no hospital e preservá-la do assédio da imprensa. "Demos uma droga que causa contração e serve para indução do aborto. Também foi realizada uma curetagem e a placenta saiu completamente. Ela tinha condições de ter alta no mesmo dia, mas esperamos apoio do conselho tutelar porque ela não poderia voltar pra casa", afirmou. O médico disse que alguns profissionais não participam do procedimento de aborto no hospital, "por questão de foro íntimo". "Respeitamos essas pessoas e respeitamos todos os demais católicos. Muitos podem estar se sentindo como se isso fosse uma afronta, mas não tem relação com a religião católica, de maneira nenhuma", ressaltou. Ele acrescentou que uma de suas preocupações era com a mãe da garota, que é católica praticante. "Ela mora bem perto da igreja e se reúne com as amigas do grupo de caridade. O importante é que as amigas dela também apoiam nossa decisão". CPI do Aborto Uma das questões que eles discutiram foi a possibilidade de instalação de uma CPI na Câmara dos Deputados para investigar o aborto clandestino no país. O requerimento de criação da comissão parlamentar de inquérito foi aprovado no final do ano passado, e os parlamentares da Frente em Defesa da Vida, que organizam hoje um evento no Congresso, se articulam para iniciar os trabalhos. O juiz Roberto Lorea já participou de audiências públicas no Congresso para discussão de projetos relacionados ao aborto. Favorável à descriminalização, ele afirmou nesta quarta-feira que a CPI vai servir apenas para "perseguir todos os que cumpriram suas obrigações, que prestaram serviço". "Eu chamaria esta CPI de CPI da excomunhão", resumiu Para ele, o aborto é um direito "tanto quanto o pré-natal". O juiz do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul cobrou uma posição laica dos deputados federais nas discussões do tema. Veja a matéria
completa através do link: Clipping:
Feministas defendem legalização do aborto no país Para
ver a matéria completa com declarações - acesse: Matéria
do Jornal O Globo sobre o Dia Internacional da Mulher Nesse 08 de março - Dia Internacional da Mulher, vários textos do Jornal O Globo dão destaque para o caso da menina de 9 anos de Pernambuco que foi violentada pelo padrasto e submetida a um aborto por risco de vida e violencia sexual na semana passada e a reação da Igreja Católica sobre o ocorrido. A matéria do Jornal O Globo também comenta sobre a pesquisa realizada no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, referência no tratamento de mulheres vítimas de violência sexual, que mostra que 43% dos atendimentos diários se referem a meninas com menos de 12 anos que engravidaram depois de estupro. Na edição para assinantes, comentários de Leila Adesse - Diretora de Ipas Brasil. Veja aqui a matéria. Apoio
para a equipe do CISAM Ipas Brasil enviou carta de solidariedade para a direção e equipe de atenção à saúde do CISAM - Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros, e em especial ao Professor Carlos Calado - Reitor da Universidade de Pernambuco (UPE); e divulga AQUI a carta de solidariedade da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) para coleta de assinaturas em apoio a equipe de atenção à saúde do CISAM no caso da menina de 9 anos de Alagoinha PE, submetida a um aborto legal em consequência de violência sexual e risco de vida. O governo também manifestou seu apoio, através da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, do Ministro da Saúde José Gomes Temporão, e do Presidente Lula; em depoimentos para a imprensa e seminários ocorridos, veja em: "Médico responsável pelo caso é aplaudido durante seminário" - Agência Brasil -09/03/09 "Lula volta a defender medicina em aborto de menina" - O Estadão - 09/03/09 Várias organizações, como o CLADEM, também expressam sua solidariedade através de cartas - abaixo a manifestação pública do CLADEM Brasil: O Comitê Latino
Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos das Mulheres (CLADEM – Brasil)
manifesta-se publicamente a favor da realização do
aborto realizado em menina de 9 anos, residente em Pernambuco, que
vinha sendo estuprada pelo padrasto há três anos e estava
grávida de gêmeos. Apesar do caso se enquadrar duplamente
nas situações de aborto permitidas por lei no Brasil,
conforme previsto no artigo 128 do Código Penal – a
gravidez era decorrente de estupro e de alto risco, segundo avaliação
médica - a Igreja católica local, respaldada pelo Vaticano,
vem realizando perseguições e intimidações à equipe
médica do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros
(CISAM), que realizou o procedimento no último dia 4, bem
como à mãe, que o autorizou. Quando as mulheres puderem decidir sua sexualidade e sobre sua maternidade amparadas efetivamente com informações e métodos contraceptivos, a gravidez indesejada poderá ser prevenida. E nos casos onde ainda ocorrer, se a mulher puder realizar a interrupção da gestação com estrutura adequada no sistema público de saúde sem ser criminalizada, será possível prevenir o grave problema da mortalidade materna decorrente de complicações em abortos clandestinos. TIME
e CNN fazem matérias sobre o aborto da menina de 9 anos e
a reação da Igreja Católica no Brasil Artigos
em inglês da Revista TIME e da Rede de Notícias Internacionais
CNN comentam sobre a excomunhão proferida pelo Arcebispo José Cardoso
Sobrinho em Recife e a situação do aborto no Brasil com
comentários da consultora de Ipas Brasil - Beatriz Galli. CNN: http://edition.cnn.com/2009/WORLD/americas/03/11/brazil.rape.abortion/index.html Rede
Record promove a responsabilidade social a favor do direito da mulher
decidir pelo seu corpo A Record
lançou um video a favor do direito da mulher decidir pelo seu
corpo. Para ver o vídeo no YouTube acesse o link abaixo: Clipping:
México: Suprema Corte ratifica decisão de descriminar
aborto na capital do país A Suprema Corte de Justiça do México ratificou a decisão de descriminar o aborto nas primeiras 12 semanas de gestação no Distrito Federal da Cidade do México, capital do país. O veredicto, que havia sido anunciado primeiramente em 28 de agosto de 2008, foi agora encaminhado à Assembleia Legislativa do Distrito Federal, à Procuradoria Geral da República e à Comissão Nacional dos Direitos Humanos. A decisão foi confirmada pelo ministro José Ramón Cossío e contou com o respaldo de outros membros da Corte, que consideraram que a discussão sobre o tema cabe aos legislativos regionais. "Nem
a Constituição, nem os tratados internacionais sobre
proteção dos direitos humanos assinados pelo México
reconhecem o direito absoluto à vida, e tampouco apontam um
momento específico para o início de sua proteção",
diz a decisão do tribunal. TJ
libera pílula do dia seguinte em Jundiaí - SP O Tribunal de Justiça do Estado derrubou a lei que proibia a distribuição do contraceptivo de emergência - a pílula do dia seguinte - em Jundiaí, no interior de São Paulo. Por 21 votos a 3, os desembargadores consideraram a medida inconstitucional, por contrariar política federal de saúde pública. Sancionada em março passado, a lei foi questionada pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo. Nos últimos anos, pelo menos outras quatro leis do tipo foram derrubadas no tribunal, criadas em Pindamonhangaba, São José dos Campos, Jacareí e Cachoeira Paulista com apoio de grupos religiosos. Em Ilhabela uma lei restritiva está em vigor. Em Pirassununga até o DIU, anticoncepcional usado em larga escala desde o início dos anos 1970, foi vetado. “Mesmo assim, continuamos distribuindo”, diz o prefeito de Pirassununga, Ademir Lindo (PSDB), contrário à lei. “São
políticas com influências de grupos religiosos que privam
a mulher de um direito. Privam até a mulher que sofreu violência
sexual de evitar gravidez indesejada”, diz a médica Lena
Perez, coordenadora da área da saúde da mulher do Ministério
da Saúde. “O contraceptivo de emergência não é para
ser usado continuamente, mas é importante quando outros métodos
falham. O uso evita que a mulher se arrisque em aborto ilegal.” As
informações são do jornal O Estado de S. Paulo. Distribuição
da pílula do dia seguinte em Jundiaí vai a julgamento
nesta quarta Na próxima
quarta-feira (18), às 13h, acontecerá votação
da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADIN
- proposta pelo Procurador Geral de Justiça do Estado de São
Paulo contra a Lei 7.025/08, sancionada pelo Prefeito de Jundiaí em
março de 2008 e ainda em vigor. Ela proíbe a distribuição
de contraceptivos de emergência – popularmente conhecidos
como pílulas do dia seguinte - em todos os serviços de
saúde pública do município. A votação
ocorrerá na sala 501 do Tribunal de Justiça do Estado
de São Paulo – TJ/SP, que fica na Pça. da Sé,
s/n, Centro.
Durante os cinco dias do Fórum Social Mundial, em Belém, a Campanha "Vai Pensando Aí", do Ipas Brasil, percorreu seminários, marchas, oficinas e acompanhou o movimento em manifestações, exibição de filmes, stands e espaços alternativos daquele que é considerado o maior evento de movimentos sociais e que teve a participação de cerca de 150 mil pessoas de mais de 140 países. Além da gravação de novos vídeos da campanha "Criminalizar o aborto resolve? Vai Pensando Aí", foi lançado o site www.vaipensandoai.com.br, com a distribuição de pulseiras de borracha laranja, que divulgaram a iniciativa para o público presente. O stand montado por Ipas Brasil veiculou, durante todo o evento, o vídeo “Vai Pensando Aí”, ao mesmo tempo em que a equipe da organização realizava enquetes com os participantes do Fórum sobre as perguntas abordadas na campanha: “Você conhece alguém que já fez aborto? Essa mulher deveria ser presa?”. A cobertura
contou com a colaboração de jovens de Santarém,
no Pará, participantes do programa "Jovens Promotores de
Saúde de Santarém". A missão deste grupo é atuar
junto a outros jovens e aos parceiros da rede na promoção
de atividades (oficinas, capacitações, dinâmicas,
esquetes teatrais, etc) que possibilitem a reflexão e o diálogo
sobre os direitos humanos dos adolescentes e jovens, tendo a questão
da violência sexual como referência. O cenário do Fórum Social Mundial foi ideal para essa atividade pois mostra a diversidade de opiniões sobre o tema e incentiva a participação colaborativa agregada a outros movimentos sociais, estimulando, assim, o debate acerca da descriminalização do aborto entre diferentes segmentos da sociedade. Para
ver o primeiro filme produzido no FSM acesse: Clipping
- Aborto: criminalização contrasta com o progresso A Casa Brasil, braço cultural da Companhia Brasileira de Multimídia (CBM), promoveu, em 30 de janeiro, uma mesa-redonda sobre a criminalização do aborto, temática que, no Brasil, assiste aos avanços da admissão do aborto legal – o que não é punível pelo Código Penal – em oposição aos conservadores que reforçam posições persecutórias. Coordenado pelo diretor de assuntos institucionais da CBM, Reinaldo Paes Barreto, o evento contou com o cirurgião plástico e professor Ivo Pitanguy – que ressaltou a importância da ética para evitar a desumanização da biologia – e do médico ginecologista Thomaz Gollop, que destacou aspectos medicinais do aborto em casos de anencefalia. Participaram também a socióloga e ativista de direitos humanos e reprodutivos Jaqueline Pitanguy, a advogada criminalista Maíra Fernandes e o procurador regional da República e professor de direito constitucional Daniel Sarmento. Mais links
para a matéria: Fonte com
o vídeo da campanha "Vai Pensando Ai" ilustrando a
matéria no link: Clipping:
Abortos com amparo legal crescem 43% Indicação
de notícia: A taxa, a maior desde 2002, inclui os casos previstos em lei (risco de morte para mãe e estupro) e as interrupções de gravidez garantidas por decisão judicial (caso de má-formação do feto letal, como anencefalia). Para os casos previstos expressamente na legislação, não é preciso autorização da Justiça nem boletim de ocorrência. Especialistas apontam que o número pode ser maior, devido à chance de subnotificação. Para o governo e especialistas, os fatores que explicariam o aumento são: melhor qualificação dos serviços de saúde, profusão de sentenças judiciais favoráveis em casos de má-formação do feto e maior publicidade das informações sobre o aborto legal --resultado de campanhas e polêmicas recentes, como a interrupção da gravidez em caso de anencefalia. O Ministério da Saúde diz que dois fatores contribuíram para o crescimento de abortos legais no país. Um deles é a reorganização da rede para atender mulheres com direito de abortar --o ministério transformou certos hospitais e centros em referência para atender mulheres em casos de aborto legal e treinou mais equipes. Também passou a dar maior publicidade para o fato de que mulheres violentadas têm o direito de fazer aborto na rede. "Fizemos diversos seminários para as equipes médicas", afirmou Lena Peres, coordenadora da área de saúde da mulher. "Há outro ponto: as mulheres estão mais bem informadas. (...) A cada ano crescem as denúncias de violência sexual." Para ver
a matéria completa acesse o site da Folha Online:
No dia 23
de janeiro de 2009, em um de seus primeiros atos oficiais, o Presidente
Barack Obama pôs fim a Global
Gag Rule (Regra Global da Mordaça), uma lei remanescente
da era-Reagan que proibia organizações estrangeiras de
usarem seus próprios recursos financeiros para trabalharem a
questão do aborto como um problema de direitos humanos e de
saúde pública caso aceitassem recursos do governo americano
para a questão do planejamento familiar. Esse primeiro ato revela
um processo amplamente esperado e vai de encontro às mudanças
políticas norte-americanas que estão por vir em apoio
aos direitos e à saúde sexual e reprodutiva; tanto nos
Estados Unidos como internacionalmente. questão relevante, e qualquer generalização apaixonada deve ser tratada com muita desconfiança. O que não é aceitável é o uso distorcido da autoridade científica para influenciar políticas públicas de acordo com interesses de grupos religiosos. Fonte: Correio Braziliense atingidas,
nós sabemos que o ato do Presidente Obama terá efeitos
positivos e profundos nas vidas de milhares de pessoas.” Leituras - Tradução da: Carta ao Presidente Obama (em Português) * Na foto dessa seção: Monica Oguttu, do Kenia protesta contra a Regra Global da Mordaça em 2004. Ipas Brasil colaborou como fonte de informação e consulta junto a execução do novo documentário da cineasta Thereza Jessouroun, "O fim do silêncio". No filme, mulheres mostram seus rostos e falam abertamente sobre como e porque fizeram aborto. O trailer já está no YouTube através do link: http://br.youtube.com/watch?v=XbSUP0G5_Y0 Abaixo uma prévia e o link para a entrevista completa de Thereza Jessouroun - "Falemos de Aborto" - divulgada na Revista Zé Pereira (por Anna Azevedo) O
que te levou a fazer um filme sobre este assunto? Como
o documentário está estruturado formal e conceitualmente? Para ler
a entrevista completa acessse o link:
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