Ipas Brasil »

Tecnologia
Médica

Publicações e Pesquisas »
Agenda de
Eventos
Fale Conosco


 



INFORMAÇÕES RELACIONADAS:

RESUMO HISTÓRICO MUNDIAL SOBRE A EMANCIPAÇÃO FEMININA

Perguntas para o Dia Internacional da Mulher:
Em que ano a mulher conquistou o direito de voto no Brasil?
(1934)

Em ordem cronológica do direito ao voto conquistado pelas mulheres na:

Nova Zelandia - 1893
Alemanha - 1918
Suecia - 1919
Estados Unidos - 1920
Brasil - 1934
Canada - 1940
China - 1949
India - 1950
Mexico - 1953
Suiça - 1971
Iraque - 1980
Africa do Sul – 1994 (ainda hoje com restrições do apartheid)
Até 25 Fev 2003, as mulheres ainda não tinham o direito de votar no Kuwait.

Fonte: Inter-Parliamentary Union (Fev. 13, 2004) [Online] Available<http://www.ipu.org/wmn-e/suffrage.htm>

História de emancipação feminina mundial, para reflexão de março:

ASIA

Na história mundial, quase não houveram campanhas de emancipação feminina na Asia. India e Japão foram excessões.

Na India, Sarojini Naidu encabeçou a Comissão das Mulheres Indianas, que foram ao encontro da monarquia britanica para exigir o voto em 1919. O Congresso Nacional Indiano apoiou a emancipação feminina. Em 1950, logo após a independencia da India, o voto foi conquistado pelas mulheres.

Ichiwaka Fusae e outras mulheres japonesas ativistas estabeleceram Fusen Kakutoku Domei ("A Liga da Emancipação Feminina") em 1924. A partir daí, elas conquistaram o poder de atender e organizar encontros políticos. Nos anos 20 um dos dois maiores partidos japoneses apoiou a emancipação feminina. O militariamo tomou conta do Japão em 1930 e sufocou os movimentos democráticos, inclusive a emancipação feminina. Depois que as Nações aliadas derrotaram o Japão em 1945, feministas japonesas e mulheres de organizações das Forças Aliadas cooperaram com o propósito de que uma nova constituição japonesa deveria conceder às mulheres o direito de votar. Eles esperavam que as mulheres nas eleições fizessem do Japão uma nação mais pacífica, e que as futuras gerações fossem criadas para acreditarem na paz e na democracia.

Na China a emancipação feminina foi conquistada apenas após o estabelecimento da República da China em 1949.

AMÉRICA LATINA

A emancipação feminina foi uma causa impopular na história da América Latina. A Igreja Católica Romana se opôs ao movimento na região, assim como mundialmente. Além disso, políticos esquerdistas não queriam conceder o direito ao voto às mulheres pois tinham receio que elas apoiassem partidos de direita. Mesmo assim, campanhas e organizações pela emancipação feminina foram formadas no México, Chile, Argentina e Brasil. Embora o Equador não tenha tido movimento pela emancipação feminina, foi o primeiro país da América Latina à conceder o direito de voto às mulheres, com a exessão que o voto era obrigatório aos homens e opcional para as mulheres. Ativistas pela emancipação feminina como Maria Jesus Alvarado Riviera do Peru e Dra. Zea Hernandez da Colombia foram presas em seus respectivos países como prisioneiras políticas.

ÁFRICA

A maioria das mulheres africanas ganhou o direito de voto após a independência de seus países. A África do Sul continua a restrigir o direito de voto das mulheres baseado-se na raça. Mulheres mestiças, de origem negra só podem votar para candidatos de sua própria raça, que servem no parlamento de pessoas de cor. Nem homens, nem mulheres negras tem o direito de votar. Mulheres negras sul africanas tem sido ativas em exigir o fim do apartheid, do sistema de segregação racial, e no estabelecimento de uma nação unitária e não-racial, na qual elas, assim como os homens negros, teriam o direito de votar.

PAÍSES EM QUE A MULHER AINDA NÃO TEM O DIREITO DE VOTO

As Nações Unidas firmaram o acordo de Direitos Políticos da Mulher em 1952. Este foi o primeiro instrumento de lei internacional que declarava que em todas as nações deveria ser concedido às mulheres o direito ao voto e a organizar encontros políticos. Apesar disso, em nações do Golfo Persa como: Kuwait, Arabia Saudita, Qatar, Oman, e os Emirados Arabes Unidos – mulheres ainda não tem o direito ao voto. Mulheres também são pouco expressivas em voto na Guiné Equatorial, Hong Kong, Suriname, e Taiwan. No Butao apenas uma pessoa de cada familia é permitido o voto. Na prática, essa lei indica que poucas mulheres excessem o direito ao voto nesse país.

Após o direito de voto...

Apesar de toda a luta pela emancipação feminina e do fato das mulheres serem a maioria do eleitorado mundial, ainda são poucas mulheres em altas posições políticas administrativas em seus países. Existem muitas razões para isso: a posição da família, pouca remuneração financeira e responsabilidades domésticas tem limitado o tempo que a mulher poderia dedicar a vida pública. Acrescente a isso o fato de que culturalmente falando, existe o credo de ser o lar, o domínio da mulher e com isso muitas dificuldades surgem para aquelas mulheres que são candidatas. Porém muitas mulheres tem tido mais oportunidades em níveis mais elevados de educação e maiores oportunidades de emprego, além disso o impacto dos movimentos feministas e representações políticas em vários níveis de governo tem progredido.

Em 1960, Sirimavo Bandaranaike do Sri Lanka se tornou a primeira mulher líder de uma nação. Margaret Thatcher da Inglaterra em 1979 se tornou a primeira mulher a ser primeira ministra de uma nação européia. De uma maneira geral e mundial, as mulheres eleitas não atribuem suas vitórias ao eleitorado feminino, por isso, infelizmente, elas não se sentem obrigadas a responderem aos interesses da mulher na sua região ou país.

Fonte:http://gi.grolier.com/presidents/ea/side/wsffrg.html

Perguntas para o Dia Internacional da Mulher 2004

Através da citação abaixo, você consegue identificar quem são as duas líderes do Movimento pelos Direitos das Mulheres dos Estados Unidos?

"Eu sou a escritora, ela é a crítica. Ela forneceu fatos e estatísticas e eu a base teórica e filosófica. Nossos discursos podem ser considerados um produto único de duas mentes conjuntas".

Resposta: Elizabeth Cady Stanton sempre se considerou a melhor escritora e estrategista de acordo com a citação acima, porém comprimenta a colega Susan B. Anthony por suas habilidades em comunicação e marketing. Ambas são reconhecidas líderes do ínicio do Movimento pelos Direitos das Mulheres nos Estados Unidos. Elas alcançaram seus objetivos através da emenda de pelo direito ao compartilhamento de bens de Nova York. Essa emenda reconhece os direitos das esposas em compartilhar os bens adquiridos pelo casal como: propriedades, ganhos e heranças, contratos e custódia dos filhos. A partir dessa emenda as esposas também passam a ter o direito de apelar no tribunal de justiça em 1960. No entanto, ambas faleceram antes que a 19º emenda fosse aprovada em 1920, onde o direito das mulheres americanas ao voto foi finalmente conquistado.

Fonte Bibliográfica: Alper, Mort. "Getting the vote: two women led fight for equal rights". (Susan B. Anthony and Elizabeth Cady Stanton).

Quem é conhecida como a "Mãe do Movimento pelos Direitos Civis" nos Estados Unidos?

Resposta: Em 01 de dezembro de 1955, Rosa Parks se recusou a dar seu lugar em um ônibus sob o regime de leis em segregação racial à um homem branco no estado de Alabama na cidade de Montgomery. Sua prisão alavancou um boicote em Montgomery que culminou com o sucesso da dessegregação racial em todos os ônibus dos Estados Unidos. Rosa Parks recebeu várias nominações e prêmios por sua coragem. Em 1996, ela recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade e em 1999, ela rebeu a Medalha de Ouro do Congresso Norte Americano.

Mais informações sobre a vida de Rosa Parks no livro: "Freedom's daughters: The unsung heroines of the civil rights movement from 1830 to 1970" de Lynne Olson.

<< Volta para o Calendário Promocional


Bookmark and Share