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| Tópicos: Seminário Latino-Americano Laicidade do Estado e
Políticas Públicas (Educação e Direitos Sexuais
e Reprodutivos) XI
Encontro de Bioética do CREMERJ – A
moralidade do aborto: um debate necessário Seminário “Saúde,
Direitos e Moralidades” Mais
eventos atualizados através do link:
Aborto é tema
de discussão no Congresso Nacional Um processo em andamento no Mato Grosso do Sul contra quase 10 mil mulheres que são acusadas de ter praticado aborto levou o tema da descriminalização do aborto a ter visibilidade nacional. No último dia 18 de junho, foi realizada uma audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em Brasília, com a presença da ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, um representante do Ministério da Saúde, além do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Mato Grosso do Sul, Aloízio Pereira dos Santos, do promotor estadual de Justiça do Mato Grosso do Sul, Paulo César dos Passos, e da feminista Carmen Hein Campos, advogada e conselheira-diretora da Themis. Na audiência, a ministra Nilcéa Freire pediu o fim das penalidades previstas para a prática de aborto, lembrando que, em países que têm uma legislação mais flexível, a taxa de mortalidade de mulheres por complicações durante o aborto é quase nula. O mesmo estudo apontado pela ministra mostra que nesses países de legislação menos rígida o número de abortos não aumentou. Nilcéa Freire afirmou não defender o aborto como método contraceptivo, mas que as pessoas escolhem o método que mais de adeqüe à sua vida sexual, como mostra reportagem publicada pela Agência Brasil. “Temos que entender que nem todos os métodos contraceptivos têm garantia de 100% de eficácia. Temos que entender que a vida não segue sempre os nossos desejos, ela é cheia de percalços e acidentes”, ressalvou a ministra [1]. Ela também pediu ao juiz Aloísio Pereira dos Santos e ao promotor Paulo César dos Passos que seja resguardada a privacidade das acusadas no processo de Mato Grosso do Sul, tendo em vista os direitos humanos dessas mulheres. "É necessário que seja resguardada a dor dessas mulheres. Regime aberto ou fechado é condenação do mesmo jeito”. Do total de 9.922 mulheres envolvidas no processo de Mato Grosso do Sul, 26 já foram processadas. As demais ainda serão interrogadas e levadas a julgamento, acusadas de terem provocado abortos desde o final dos anos 90, conforme decisão do juiz Aloízio Pereira dos Santos. Houve apreensão arbitrária, manuseio e exposição ilegal de 9.862 prontuários médicos de usuárias de uma clínica em Campo Grande, violando o direito à privacidade e a intimidade de milhares de mulheres. Depois da audiência do dia 18 de junho, no entanto, duas outras foram agendadas para os dias 2 e 3 de julho, encabeçadas pelo presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC), deputado Eduardo Cunha, que é membro da bancada evangélica e um dos signatários da proposta que torna o aborto um crime hediondo. As duas audiências contariam com a participação de nomes notadamente contrários à descriminalização do aborto, como membros conservadores das igrejas evangélicas e da Igreja Católica, mas, com o protesto de representantes do Executivo e da sociedade civil, foi aprovado o convite para que especialistas pró-descriminalização fossem também ouvidos. Dessa forma, 17 palestrantes deverão ser ouvidos nesses dois dias. No intervalo entre a audiência do dia 18 e as dos dias 2 e 3 de julho, no entanto, o deputado Eduardo Cunha, que é também relator do PL 1135/91, que suprime o artigo 124 do Código Penal e descriminaliza o aborto - elimina a pena de prisão de um a três anos para quem pratica o aborto -, apresentou seu parecer rejeitando este projeto de lei. As organizações sociais entenderam que o parecer foi precipitado, uma vez que deveria ser apresentado somente depois da realização das audiências públicas marcadas para que as partes fossem ouvidas. [1] Disponível
em: Outras
leituras: Mulheres de Olho: http://www.mulheresdeolho.org.br/?cat=7
Entidades lançam dossiê sobre aborto em Pernambuco Representantes
das entidades Ipas Brasil, Grupo Curumim e CFEMEA - Centro Feminista
de Estudos e Assessoria foram a Recife e Petrolina no mês de junho
para averiguar a questão da ilegalidade do abortamento inseguro
e seu impacto na saúde e vida das mulheres e nos serviços
de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). O documento
aponta que entre os anos de 2003 e 2005, o aborto foi a primeira causa
de morte materna em Petrolina e a quarta em Recife. Em Petrolina, 75%
das mulheres que morreram tinham entre 20 e 29 anos e metade (50%) era
de cor parda. Na capital pernambucana, por sua vez, 54,6% tinham entre
30 a 39 anos e mais da metade (54,5%) eram pardas. O abortamento é uma
das principais causas da mortalidade materna e os serviços de
saúde pública registram a curetagem pós-abortamento
como o segundo procedimento obstétrico mais realizado nas unidades
de internação.
SOLICITAÇÃO DE ASSINATURA À PETIÇÃO http://www.petitiononline.com/CCJ1135/petition.html Nos dias 2
e 3 de julho houve uma audiência pública de grande importância
no Congresso Nacional sobre a lei do aborto no Brasil: o PL 1135, que
defende a criminalização. Um grupo de pessoas convidadas à audiência que defende o direito à autonomia reprodutiva e a laicidade do Estado brasileiro, elaborou o documento intitulado "Resposta da sociedade brasileira ao parecer do relator Eduardo Cunha". Esse documento defende a garantia da laicidade do Estado brasileiro, o reconhecimento da liberdade de pensamento e expressão, além do direito das mulheres à autonomia reprodutiva. O documento é breve, porém apresenta uma resposta às proposições do relator. Divulgamos
aqui o link do documento em busca de assinaturas de apoio a esta posição.
Por favor, nos ajudem a divulgá-lo em suas listas. A assinatura
deve ser feita no seguinte site:
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Informe
Especial - IPAS
BRASIL Coordenação Editorial - Leila Adesse Editores - Jefferson Drezett e Beatriz Galli Editoração - Alessandra Foelkel Colaboração Jornalística: Evanize Sydow |
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