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Editorial Em agosto, de 17 a 20, será realizada em Brasília a II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, presidida pela titular da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, ministra Nilcéa Freire. A primeira Conferência Nacional ocorreu em julho de 2004, Ano da Mulher no Brasil, com cerca de 120 mil mulheres foi um marco na afirmação dos direitos da mulher pelo processo democratico dos debates e apresentaçao das propostas para a elaboração do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres. Igualdade na diversidade, autonomia, universalidade, participação e transparência dos atos públicos foram princípios deliberados, por unanimidade, e que nortearam não só a formulação do Plano Nacional, mas que seguem orientando sua implementação. Agora, as mulheres reúnem-se novamente para avaliar a implementação deste Plano Nacional de Políticas para as Mulheres nos níveis federal, estadual e municipal e desafios ainda existentes. A Conferência está sendo precedida desde Março por uma forte mobilização das organizações de mulheres e movimentos populares . As ações do Plano foram traçadas a partir de quatro linhas de atuação, consideradas as mais importantes e urgentes para garantir, de fato, o direito a uma vida melhor e mais digna para todas as mulheres. Uma delas é a intitulada “Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos”. Nessa 30ª edição da Revista, Carla Batista (educadora do SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia, e secretária executiva da Articulação de Mulheres Brasileiras - AMB) expõe sua visão quanto as expectativas e assuntos que serão tratados na II Conferência Nacional além dos avanços e conquistas já alcançadas em benefício das mulheres brasileiras. Visando contribuir para o debate que se intensificou nos últimos meses em nossa sociedade sobre o tema do aborto, em junho de 2007, Ipas Brasil apresentou em Seminário na UERJ os resultados de uma pesquisa realizada em parceria com Instituto de Medicina Social da UERJ institulada "Magnitude do Aborto no Brasil: Aspectos Epidemiológicos e Sócio-Culturais". Com a presença da representante da Área Técnica na Mulher, financiador do estudo, e de outras organizações governamentais e da sociedade civil os dados divulgados vem sendo utilizados para demonstrar quantas são as internações decorrentes do abortamento no SUS e distribuição destes em relação a região do país, etnia, idade dentre outros. Os dados vem sendo utilizados pelo Ministério da Saúde demonstrar uma estimativa do número de abortos realizados no Brasil, cerca de 1.054.243, a maioria realizado em condições de insegurança e com risco de sequelas e mortes para as mulheres. Também apresentamos o artigo sobre o "Aborto e Direitos Humanos: O impacto da criminalização do aborto na saúde e na vida das mulheres no Brasil" de autoria de Beatriz Galli. Nessa edição, contamos também com a colaboração de Miguel Paiva com a charge de Radical Chic e link para seu Blog. Na área "Ipas Global" destacamos o lançamento da segunda edição do Manual da FLASOG - "Uso do Misoprostol em Obstetrícia e Ginecologia". Convidamos a todos os leitores a visitarem o site de Ipas Brasil e responderem o questionário de avaliação sobre o novo design e navegação do site. Agradeço mais uma vez as contribuições oferecidas para a editoração desta edição. Para aqueles que queiram oferecer sua contribuição para a publicação de algum artigo, eventos ou cursos a serem realizados e relacionados com nossos objetivos (saúde sexual e reprodutiva da mulher), pedimos que nos contatem através do e-mail: revista@ipas.org.br. Muito
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