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ISSN 2176-4107 Editorial No mês em que comemoramos o Dia Internacional pela Saúde da Mulher – 28 de maio -, Ipas Brasil lança o dossiê “A realidade do aborto inseguro: O impacto da ilegalidade do abortamento na saúde das mulheres e nos serviços de saúde do Estado do Rio de Janeiro”, trazendo dados sobre a situação do aborto inseguro no estado do Rio de Janeiro. O documento foi divulgado no dia 3 de maio, durante audiência pública na Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro que contou com a participação de jornalistas, deputados, representantes do movimento feminista e médicos. Resultados do estudo mostram que de 1999 a 2007, mais de 800 mil abortos foram induzidos no Estado do Rio de Janeiro, sendo que três em cada quatro deles foram realizados em mulheres de 15 a 29 anos. Os dados mostram, também, que em 2008, o Estado somou 15.868 internações motivadas por aborto inseguro. No dia 18 de maio, por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, Ipas Brasil receberá uma homenagem da Câmara de Vereadores do Município de Amapá pelo apoio na organização, na criação e no fortalecimento da Rede Abraça-me de Atenção a Crianças e Adolescentes Vìtimas de Violência Sexual. Também divulgamos a realização do Seminário
sobre Anencefalia, promovido pelo Grupo de Estudos sobre Aborto (GEA),
em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência
(SBPC), no dia 27 de maio, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
em Brasília. Serão discutidos aspectos científicos,
médicos e jurídicos sobre a questão, a fim de trazer
elementos para o caso em exame no Supremo Tribunal Federal através
da ADPF (Arguição de descumprimento de preceito fundamental)
nº 54. |
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| Nesta
Edição BRASIL
EM FOCO DIREITOS
SEXUAIS E REPRODUTIVOS SAÚDE
SEXUAL E REPRODUTIVA REFLEXÕES DESTAQUES
| MOBILIZAÇÃO Ipas
Notícias e clippings Radis,
a revista da Fiocruz, de abril aborda a violência contra
a mulher |
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MAIO Congresso
Internacional "Violência nas Relações
de Intimidade: (O)Usar Caminhos em Saúde" XXVI Congresso
Nordestino e 36º Congresso Pernambucano de Ginecologia
e Obstetrícia Seminário
sobre anencefalia VI COLÓQUIO NACIONAL REPRESENTAÇÕES DE GÊNERO
E DE SEXUALIDADES/ II SIMPÓSIO NACIONAL DE PSICOLOGIA E CRÍTICA
DA CULTURA: Identidades, sujeitos e representações na cultura
contemporânea Premiação envolve jovens com igualdade de
gênero Audiência
Pública: "28 de maio: Dia
Nacional de Redução
da Mortalidade Materna" Ato
dia 28 de maio em defesa das mulheres! Contra a CPI do Aborto, não a punição das mulheres que decidiram
pelo aborto e pela sua legalização JUNHO Global Health Conference 201014 a 18 de junho em Washington, DC, Estados Unidos Mais informações no site: http://www.globalhealth.org
VIII Conferência da Rede Global de Centros Colaboradores da Organização
Mundial da Saúde (OMS) para Enfermagem e Obstetrícia
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Caso
de Alagoinha em vídeo, um ano depois: novo caso Caso Alagoinha
Caso
Jaboatão Dados de Recife Um levantamento do Ministério da Saúde (MS) aponta que,
entre 2003 e 2009, em todo o País, 2.892 gestações
advindas de violência sexual, em vítimas menores de 18 anos,
foram registradas nas 60 unidades de referência em aborto legal
do Brasil. Fonte:
Matéria da Folha de Pernambuco, de Marcela Alves, em 2
de maio de 2010 - Links relacionados da Matéria:
18
de maio é lembrado em todo o Brasil como o Dia
Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças
e Adolescentes. No decorrer do mês de maio, a Câmara de Vereadores
do Município
de Amapá estará realizando uma série de atividades educativas
e culturais com relação ao tema do 18 de maio. Na programação está uma
homenagem às instituições da Rede Abraça-me de Atenção
a Crianças e Adolescentes Vìtimas de Violência Sexual;
entre elas, está Ipas Brasil.
Comentário:
O aborto dura para sempre A jornalista
Cristiane Segatto, da Revista Época,
escreveu uma bela resenha sobre o livro Segredos de Mulher: Diálogos
entre um ginecologista e um psicanalista (Editora Atheneu) no mês
de abril. De autoria de Alexandre Faisal Cury e Rubens Marcelo Volich,
a obra possui um capítulo sobre o aborto, no qual Rubens , que é psicanalista,
observa que “nenhuma mulher sai incólume da experiência
do aborto, por mais pertinentes que sejam os motivos para justificá-lo.
Um aborto dura para sempre. É uma experiência que deixa
marcas emocionais profundas.” Em seu texto, Cristiane pergunta:
Se, do ponto de vista emocional, o aborto dura para sempre, o que as
mulheres podem fazer para superar essa experiência? Rubens diz
que a possibilidade de superar vivências difíceis (relacionadas
ou não à feminilidade) depende essencialmente dos recursos
que a mulher - e também o homem - desenvolveu ao longo da vida
para lidar com frustrações, perdas, conflitos e até mesmo
situações de satisfação e prazer. FONTES
DA PUBLICAÇÃO MITOS E VERDADES SOBRE O ABORTO (Coordenação:
Beatriz Galli e Leila Adesse, 2009 – Ipas Brasil) :
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Aborto
con medicamentos ahora existe en español! (Ipas) Radis,
a revista da Fiocruz, de abril aborda a violência contra
a mulher BLOG
- Aborto em Debate
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Ciência
e Pesquisa BR1366.1
- Serviço de Bibliotecas Biomédicas
B - Odontologia e EnfermagemBR1366.1; TE92
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| Global Ipas y Instituto Guttmacher - abril 2010 Cuatro años después de la liberalización de la ley de aborto, sólo una cuarta parte de todos los abortos en Etiopía ocurren en entornos seguros y legales. Según recientes investigaciones, los esfuerzos por brindar atención segura del aborto han tenido más éxito en zonas urbanas; los servicios continúan siendo particularmente limitados en zonas rurales, donde vive la mayoría de las mujeres etíopes. Estos hallazgos provienen de un estudio publicado hoy por Ipas y el Instituto Guttmacher. El estudio se llevó a cabo en colaboración con la Sociedad Etíope de Ginecólogos y Obstetras y la Asociación Etíope de Salud Pública, conjuntamente con los Departamentos de Salud Regional de Etiopía. El Ministerio Federal de Salud aprobó el estudio y asesoró al equipo de investigación. Sólo el 14% de las mujeres etíopes en edad reproductiva utilizan métodos anticonceptivos. El bajo nivel de uso de anticonceptivos conlleva a altos niveles de embarazo no intencional, la causa fundamental de aborto: un 42% de todos los embarazos no son intencionales. El estudio también encontró que la mayoría (el 81%) de las mujeres que buscan tratamiento por complicaciones de aborto inseguro, eran casadas. Por contraste, sólo el 46% de las mujeres que buscan servicios de aborto inducido eran casadas. La gran mayoría de ambos grupos --el 92% de las mujeres que buscaban atención postaborto y el 79% de las mujeres que tuvieron abortos— eran madres. La edad promedio entre ambos grupos fue de 28 años. Hasta que se amplió el acceso a los servicios de aborto en Etiopía en el año 2005, la interrupción del embarazo era permitida sólo para salvar la vida de la mujer o para proteger su salud física. En la actualidad, el aborto es legal en Etiopía en casos de violación, incesto o discapacidad fetal. Además, una mujer puede recurrir a una interrupción legal del embarazo si su vida o la vida de su bebé corren peligro o si continuar el embarazo o dar a luz pondrían su vida en peligro. La mujer también puede interrumpir el embarazo si no puede criar al bebé, debido a que es menor de edad o a una enfermedad física o mental. El estudio calcula que, en el año 2008, se realizaron 382,500 abortos en Etiopía, lo cual equivale a una tasa anual de 23 por cada 1,000 mujeres de 15 a 44 años de edad. A pesar del ampliado acceso legal a los servicios de aborto, sólo el 27% de estos —103,000— fueron procedimientos legales y seguros efectuados en establecimientos de salud. El estudio encontró también que, en 2008, 58,600 mujeres recibieron tratamiento para complicaciones relacionadas con el aborto, causadas principalmente por procedimientos inseguros. Entre éstas, 100 mujeres murieron de las complicaciones y muchas más sufrieron lesiones o enfermedades relacionadas. Cuatro de cada diez mujeres presentaban signos de infección o lesiones invasivas cuando llegaron a los establecimientos de salud para recibir atención postaborto. Muchas de las mujeres con complicaciones nunca llegan a los establecimientos de salud porque viven demasiado lejos de los servicios, evitan buscar ayuda por temor y estigma, o mueren antes de llegar al establecimiento de salud. “Se pueden mencionar varios factores que explican por qué el acceso a los servicios de aborto seguro aún no es una realidad en muchas partes del país”, dijo Hailemichael Gebreselassie de Ipas, coautor del estudio. “Entre estos factores figura el hecho de que muchas mujeres y profesionales de la salud desconocen los criterios ampliados bajo los cuales el aborto es permitido por la ley y que muy pocos establecimientos de salud fuera de las zonas urbanas están equipados para ofrecer los servicios.” Los autores recomiendan que el gobierno etíope aumente la disponibilidad de los servicios de aborto seguro y atención postaborto en hospitales gubernamentales y centros de salud, que eduque a profesionales de salud y mujeres en cuanto a la nueva ley y que proporcione recursos adicionales para mejorar el acceso a los servicios de aborto seguro. Además, señalan que la introducción de servicios de aborto con medicamentos podría ampliar considerablemente el acceso a la atención del aborto de manera costo-eficiente. Asimismo, los autores hacen un llamado a ampliar el acceso a los métodos anticonceptivos modernos y a la consejería anticonceptiva como una manera eficaz de disminuir las tasas de embarazo no intencional y aborto inseguro. Los datos mundiales muestran que la ampliación del acceso a los servicios de aborto legal disminuyen las tasas de muerte y enfermedad a causa del aborto inseguro. Por ejemplo, en Sudáfrica la tasa de mortalidad materna relacionada con el aborto disminuyó en más del 50% después que se amplió el acceso en 1997. Muchas partes interesadas en toda la región consideran a Etiopía como un modelo para combatir la crisis de mortalidad materna. El estudio actual servirá de línea de base para evaluar los avances del país en la reducción de las muertes maternas según el gobierno continúe ampliando los servicios. Los resultados completos del estudio se publicarán en dos artículos, en el número de marzo de la revista International Perspectives on Sexual and Reproductive Health: - Singh S, Fetters T, Gebreselassie H, Abdella A, Gebrehiwot Y, Kumbi S y Audam S, The estimated incidence of induced abortion in Ethiopia, International Perspectives on Sexual and Reproductive Health, 2010, 36(1):16–25. - Gebreselassie H, Fetters T, Singh S, Abdella A, Gebrehiwot Y, Tesfaye S, Takele G y Kumbi S, Caring for women with abortion complications in Ethiopia: national estimates and future implications, International Perspectives on Sexual and Reproductive Health, 2010, 36(1):6–15. Para ver la ficha informativa corta donde se resumen los hallazgos, haga clic en http://www.guttmacher.org/pubs/FB-UP-Ethiopia.pdf Documentário sobre Etiopía: "Not yet Rain": http://www.notyetrain.org/
Brasil
em Foco Resumo dos resultados: • Mortalidade
Materna e Aborto: O aborto realizado em condições
inseguras figura entre as principais causas de morte materna. É um
grave problema de saúde pública, marcada pela desigualdade
social, discriminação e violência institucional contra
as mulheres nos serviços de saúde. Ações em saúde recomendadas para o estado do Rio de Janeiro: • Prevenção do aborto inseguro: Mobilização
dos gestores, das mulheres, da sociedade civil, das sociedades médicas
e entidades representativas dos profissionais de saúde, dos parlamentares
e autoridades no sentido de buscar caminhos para a legalização
do aborto, garantindo assim o atendimento para todas as mulheres com
gestações indesejadas.
Matérias
relacionadas:
Direitos
Sexuais e Reprodutivos
"Argentina: Los (abortos) no punibles no se hacen" Sandra Chaher em 21.4.2010 no site da Artemisa En los últimos meses se movieron algunas fichas interesantes en la pulseada por el estatus jurídico del aborto. Los tres poderes del Estado parecen haber entrado en una etapa nueva en la que los abortos no punibles comienzan a concretarse y en el Parlamento nacional se podría iniciar una discusión por la reforma de fondo. La abogada feminista Paola Bergallo, sin embargo, se muestra cauta. 'Yo quiero ser optimista, pero lo cierto es que la situación de Argentina hoy es de restricción total como en Nicaragua'. Desde comienzos de marzo, distintos hechos políticos vinculados al estatus jurídico del aborto parecen mostrar que estamos frente a una nueva etapa en la que es posible pensar en una mayor accesibilidad al servicio en las condiciones actualmente permitidas por la legislación y quizá en un proceso de reforma legislativa a mediano plazo que permita que más mujeres interrumpan su embarazo en condiciones seguras y esto impacte en el descenso del índice de mortalidad materna. El aborto está actualmente despenalizado en Argentina, según el artículo 86 del Código Penal, cuando esté en peligro la vida o la salud de la mujer; y si el embarazo 'proviene de una violación o de un atentado al pudor cometido sobre una mujer idiota o demente' (uno de los temas de discusión actuales es cómo se interpreta esta última causal). Sin embargo, estos abortos, llamados no punibles, no se llevan a cabo. Cuando una mujer va a un hospital a que se le interrumpa un embarazo -amparado en esta norma-, la institución médica suele negarlo con distintos pretextos. Y hasta hace muy poco, estas mujeres no reclamaban su derecho ante la justicia. De unos años a esta parte, se comenzó a armar una red que atraviesa el país desde diversos orígenes y en múltiples sentidos, en gran parte sostenida en las organizaciones del movimiento de mujeres, y que confluyen en la incidencia sobre el sistema judicial, legislativo y ejecutivo para que comiencen a realizarse en los hospitales los abortos no punibles, es decir para que las mujeres argentinas accedamos a un derecho que la ley nos garantiza desde 1922. Dos fallos judiciales de las últimas semanas –el Superior Tribunal de Justicia de Chubut y un juzgado de primera instancia de Bariloche- no sólo garantizaron la realización de abortos no punibles sino que hicieron una interpretación del artículo 86 del Código Penal que permite que cualquier mujer víctima de violación acceda a este servicio del Estado. A la vez, el Ministerio de Salud de la Nación, que desde la gestión de Graciela Ocaña –en diciembre del 2007- había planteado una política de clausura frente a cualquier debate vinculado al aborto, anunció a comienzos de año que imprimirá la Guía Técnica para la Atención Integral de los Abortos No Punibles, realizada durante la gestión de Ginés González García y cajoneada cuando el ministro debió dejar el cargo. También desde el ámbito gubernamental, el Consejo Nacional de la Mujer y el INADI (Instituto Nacional contra la Discriminación) se expidieron a favor de la interrupción del embarazo en uno de los casos de Chubut (el INADI ya había hecho una recomendación sobre abortos no punibles en el año 2007). En el ámbito legislativo, a comienzos de marzo fueron presentados en el Congreso nacional dos proyectos de ley que proponen la legalización del aborto en las primeras etapas. Y a fines de marzo, el Comité de Derechos Humanos de las Naciones Unidas expresó al gobierno argentino su preocupación por la restrictiva legislación sobre aborto y por la 'inconsistente' interpretación judicial de las causas de no punibilidad. Paola Bergallo es una abogada feminista joven (ver 'No se puede ser solo feminista') que viene colaborando en este proceso de apertura del estatus jurídico del aborto. Si bien se muestra optimista frente al momento actual, llama a la moderación recordando que lo que está sucediendo hoy en los tribunales es apenas el reconocimiento de un derecho que las argentinas tenemos desde hace décadas y que, en la práctica, la situación del país era, hasta ahora, tan restrictiva como la de Nicaragua o Chile. - En una nota reciente de opinión que publicó el diario Clarín hablás de dos tipos de agenda en el debate actual del aborto: una de reforma y otra de accesibilidad. ¿Podrías explicarlas? Durante mucho tiempo yo tuve dudas sobre si las dos agendas eran compatibles, pero después entendí que era un tema de foros. En un momento la Campaña (Campaña por el Derecho al Aborto Legal, Seguro y Gratuito) presentó su proyecto de legalización de 12 semanas pero algunos actores involucrados en ese proceso también fogonearon el proyecto de reforma del artículo 86 del Código Penal, y para mí eso era incompatible. Yo no estaba a favor de que se regulara el 86 en el Congreso porque el Código está bien como está y lo que había que generar eran normas administrativas o legislativas locales de implementación. Si vos en el Congreso llevás esta agenda de accesibilidad, clausurás la posibilidad del modelo de reforma. Tenés que ir con las dos estrategias pero en distintos foros. Ahora yo tengo claro que ese proyecto de reforma del artículo 86, que perdió vigencia y ahora fue representado por (Agustín) Rossi, atrasa en el Congreso; en el legislativo nacional hay que modernizarse e ir por la reforma. Y si no podemos dar esta discusión de modernización, y seguimos con el aborto como está hoy, que todos los poderes ejecutivos de salud y las legislaturas provinciales regulen lo que está hoy, pero no el Parlamento nacional. Son dos agendas que funcionan sinérgicamente si las das en distintos foros. Sino, te hacen creer que avanzaste a nivel nacional cuando en verdad estás volviendo a 1922. Estamos en una situación igual a la de Nicaragua sólo que no te la ganaron en una legislatura, pero te la ganan todos los días cuando no se hace un aborto. - ¿Cómo se puede explicar la situación que se está dando en Argentina? Lo más increíble del momento actual es que por la falta de conocimiento técnico jurídico este escenario no se dio antes, porque no lo pensamos bien y no miramos a España o Italia hace 30 años. El panorama en los países centrales cambió y la posición de la Iglesia perdió hace 30 años. En Estados Unidos y Europa las mujeres acceden al aborto desde comienzos de los ’70 con legislaciones parecidas a la nuestra pero que se cumplen. Pero el activismo feminista jurídico de Argentina nunca detectó esto y a la vez siempre que hubo demanda se iba por la despenalización total. Cuando mirás el derecho tenés que ver cómo está escrita la norma y cómo es la práctica. El derecho en acción en Argentina es en verdad como el de Chile o Nicaragua, porque los abortos no punibles no son accesibles, la práctica es de restricción casi total. - Sin embargo, actualmente en Argentina pareciera darse un proceso de apertura, bien diferente a Nicaragua o México. Yo creo que esa percepción hay que moderarla. Porque nosotros, habiendo tenido la norma más liberal del continente desde 1922, tenemos una práctica que propone la eliminación. En todos los casos de niñas violadas down, como el de L.M.R. (N. de la R.: L.M.R. son la siglas con que se conoció el caso de una adolescente con discapacidad mental que en el 2006 recurrió a la justicia para reclamar la interrupción del embarazo producto de una violación y logró la autorización en un tiempo que el sistema médico público consideró inviable para la concreción del aborto, que se realizó entonces en el ámbito privado con el apoyo del movimiento de mujeres), el sistema dice que el no punible es inconstitucional y no quieren hacérselo, o sea que te llevan a donde está Chile, la penalización completa, pero sin la reforma legislativa sino con la práctica. Y esto está en la cabeza de muchos médicos y de integrantes del sistema judicial. - Entonces, ¿no hay que alegrarse por los fallos recientes, el panorama legislativo y los ejecutivos que están proponiendo regulaciones al aborto no punible? Es una pequeña ventanita, pero pensá que los casos de Chubut fueron de tercera instancia después que dos tribunales habían dicho que no, eran casos que se daban por perdidos. La interpretación correcta del Código Penal - Al juez de Rio Negro que falló a comienzos de abril en un caso similar al de Chubut, ¿le resultó más fácil emitir su sentencia porque estaba el pronunciamiento previo de la Corte de Chubut? Yo creo que sí, es lo que necesitábamos, va a ser más fácil fallar después de esto. Aunque en Río Negro se dio el primer caso, el año pasado, de un fallo que hablaba de violación en la misma línea. - ¿Que hacía una interpretación amplia del código, considerando que cualquier mujer víctima de violación tenía derecho a un aborto seguro? Yo digo que es la interpretación correcta. Hay como un mito cuando se piensa al derecho que es que la mitad de la biblioteca está de un lado y la otra mitad del otro. Bueno, esto no está bien. Para algunos el derecho es algo indeterminado y entonces depende de qué lado estás. Para mí, hay buenas y malas razones, razones que pasan el tamiz de los prejuicios, que podemos dárnoslas recíprocamente en un consenso, y que tienen que ver con valores. Es el principio de una sociedad democrática, aceptar que el derecho no es autónomo de la moral. La reforma legislativa - ¿Te parece que los movimientos que se están dando en el Poder Judicial y el Ejecutivo podrían generar un escenario para la reforma legislativa en el 2010? En marzo, cuando fue lo de Chubut, tuve esperanzas de un cambio y mis amigas me detuvieron. Eran muchos gestos juntos. Pero tampoco podés olvidar que hay sectores conservadores movilizados y en términos uno a uno tienen mucho más poder. Una se entusiasma porque durante mucho tiempo no pasó nada, pero el panorama por defecto es Nicaragua. - La Corte Suprema de Justicia de la Nación debe resolver en estos días en un caso de La Pampa que la obligaría a referirse a los abortos no punibles. ¿Creés que puede haber alguna declaración de fondo en el fallo? En ese caso se judicializa un veto del Ejecutivo. Yo soy profesora de derecho constitucional antes que feminista y creo que el veto es una herramienta política que tiene el sistema constitucional de frenos y contrapesos, justamente para frenar arbitrariedades entre poderes. Entonces creo que hay una discusión que no es feminista y que la Corte Suprema de La Pampa pudo haber resuelto bien. Se sanciona una ley, el gobernador la veta, vienen los abogados del Partido Socialista y le dicen al juez que revise el veto. Pero el sistema constitucional tiene una forma de revertir políticamente el veto que es juntando las mayorías en el Congreso. Poner a los jueces a controlar el veto puede ser un problema, porque este veto no te gusta, pero cuando haya vetos que te gusten ¿qué vas a hacer? El control de constitucionalidad del veto no es competencia de la Corte Suprema. El mecanismo democrático para este caso es la política, no la justicia. - En cuanto a la recomendación de la ONU, ¿qué peso puede tener en este mapa de influencias múltiples? Históricamente, las recomendaciones de la ONU en este tema han significado poco. Muchas veces la ONU ya hizo esta recomendación, pero en este contexto de cambios puede ser leída como no lo fue hasta ahora. Yo creo que de hecho el Consejo Nacional de la Mujer, la Secretaria de Derechos Humanos, y el INADI pueden haber estado preocupados por la responsabilidad internacional por el caso de L.M.R.. Creo que son múltiples causas que refuerzan todo. Y las feministas estuvieron haciendo muchas cosas, y hay una sinergia importante. La contracara de esto es que no hay ni un partido político con posición partidaria sobre el tema. Están los curas llamando por teléfono a todos, amenazando. Yo quiero ser optimista pero traigo la sensatez que me dice la gente que me rodea. Los abortos no punibles todavía no se hacen casi en ninguna parte.
Saúde
Sexual e Reprodutiva O Ministério da Saúde apresenta, na série de publicações “Temas Estratégicos para Conselheiros de Saúde”, número dedicado à saúde da mulher. A publicação contém informações essenciais sobre políticas, programas, e temas relevantes para fortalecer o debate e a ação nos Conselhos de Saúde. O material foi organizado visando auxiliar especialmente conselheiras e conselheiros e integrantes de movimentos sociais. A finalidade é trazer informações sobre saúde da mulher e proporcionar o conhecimento sobre a Política de Atenção Integral à Saúde das Mulheres e os diversos programas articulados a esta política. Assim, será possível reconhecer, nos municípios ou estados, se as ações de saúde previstas pela política estão sendo implantadas, ou, caso não estejam, como poderiam ser colocas em prática
Reflexões O noticiário sobre pedofilia, atingindo religiosos da Igreja Católica, inclusive da alta hierarquia, traz tantos dados que chocam, que o Vaticano publicou editorial atacando a imprensa internacional por cumprir seu papel, qual seja, o de informar. Acostumada a tratamento diferenciado, muitas vezes privilegiado, por parte da mídia, com desvantagem para os demais grupos religiosos, a hierarquia católica reage de forma hostil à impossibilidade que teve a imprensa de postar-se como cúmplice de crimes inaceitáveis, por omissão. É certo que as relações das religiões com os poderes terrenos são assunto delicado e polêmico. Investidos de aura suprahumana, para os que crêem neste ou naquele culto, com facilidade pode ocorrer de buscarem transbordar, para o plano meramente político, o poder espiritual que lhes é atribuído pela religião, como instituição humana. Decorre daí a facilidade de, em nome da divindade, fazer acordos internacionais (como a concordata com a Santa Sé a que se curvaram políticos do Brasil), desenvolver articulações políticas e facilmente ganhar espaço, onde outros dependem do voto e da legitimidade. O uso do poder espiritual para obter benesses humanas é tanto mais perigoso, quanto mais confunde argumentos que invocam caridade, para alcançar privilégios materiais, suprimindo direitos de outros. Ao potencializar o poder espiritual pela união ao poder político, mera e complexamente humano, a expectativa é de reunir os benefícios das duas esferas. Engendrada nas altas hierarquias, repercute em outros níveis de forma imprevisível. Enquanto alguns religiosos tomam o compromisso de defesa dos direitos, outros enveredam por caminho oposto. Copiando a má prática humana na política, esperam a máxima visibilidade dos méritos e a completa impunidade dos erros. Quando ocorre alguma “escorregada”, que em outros seres humanos, “comuns”, será chamado de crime, considera-se “natural” a invisibilização e o silêncio, garantindo a impunidade, pelo desconhecimento público. Vale lembrar que a Igreja Católica, por sua associação milenar, desde Constantino, ao poder terreno, tem digerido mal a independência e autonomia laica dos Estados em relação aos cultos, processo fortalecido a partir da Revolução Francesa – e conseqüentemente, digere mal a autonomia da cidadania e a soberania do Estado. Por ser instituição burocratizada altamente complexa, a diversidade interna da Igreja Católica lhe permite um portfólio de exemplos de religiosos com atuação religiosa e social impecável, para contrapor aos abusos agora denunciados. O reconhecimento do drama vivido pelas vítimas, mesmo a indenização pecuniária, nada retira do caráter irreversível do dano causado a quem sofreu a violência sexual, em particular sendo criança, que perdeu o direito à inocência, pela ação de quem supunha ser seu guia. O uso da autoridade como forma privilegiada de cometer o abuso é aviltante para as relações de autoridade e para o próprio sentido educativo dessas relações. A lentidão em reconhecer os casos de abuso e pedofilia, em diferentes países, como o Brasil, é a outra face da moeda, que credita à Igreja Católica o poder de a tudo julgar e tudo determinar na vida humana, inclusive interferindo em políticas públicas. É o caso das pressões sobre o 3º PNDH, para os temas de retirada dos símbolos religiosos de estabelecimentos públicos, reconhecimento da autonomia das mulheres, em caso de aborto, e das uniões homoafetivas, incluindo adoção de filhos. Ignora que seus fiéis, se convictos, não serão obrigados a coisa alguma que contrarie sua doutrina, por uma lei que se proponha como possibilidade. Porque a lógica do interesse público precisa pautar-se por atender a toda a cidadania, sem discriminação, cabendo às denominações religiosas convencer seus membros a que atendam as determinações morais que pregam, definindo o que é pecado, e não ao Estado, que lida apenas com o que é crime. Quem for convicto seguirá os ditames da religião sem titubear, ainda que as leis ofereçam possibilidades a si vetadas pelas normas religiosas. Se uma denominação religiosa proíbe o álcool, não será a existência de bares que convencerá o seu adepto a provar da bebida. Ao tomar conhecimento de infratores em suas fileiras, e imediatamente encobri-los, o que o Vaticano reitera é sua disposição de ser soberano por sobre a ordem humana, que é plural do ponto de vista religioso e de consciência, mesmo quando os atos cometidos – pecados ou não – são terrível e simplesmente enquadráveis como possíveis crimes, cabendo, pois, ao Estado investigar e julgar, de forma pública e transparente, o que apenas engrandecerá a instituição religiosa por abrir-se com coragem, prevenindo semelhantes situações. NOTA RELACIONADA:
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Revista
de Saúde Sexual e Reprodutiva IPAS BRASIL Coordenação Editorial - Leila Adesse Editora - Beatriz Galli Editoração - Alessandra Foelkel Colaboração Jornalística: Evanize Sydow |
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José Queiroz Dias |
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