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Editorial Nesse mês de março de 2004, lembramos o dia 08 de Março - Dia Internacional da Mulher com um artigo da Desembargadora do Tribunal de Justiça do RS e Vice-Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família - Maria Berenice Dias - que comenta em seu artigo "Descer do Trono", a real condição da mulher em sua dupla jornada de trabalho, fantasias femininas com relação ao casamento e as diferenças sociais de gênero sob o estereótipo da visão "rainha do lar". Também, nessa edição divulgamos os resultados preliminares da pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas Materno-Infantis de Campinas (Cemicamp) - "Aborto Induzido: Conhecimento, Atitude e Prática de Ginecologistas e Obstetras no Brasil" . Investigadores da pesquisa: Dr. Aníbal Faúndes,Dra. Graciana Alves Duarte e Dr.Jorge Andalaft Neto. Contamos também com com a colaboração da Dra. Isabel Cristina Fonseca da Cruz e da Professora de Enfermagem Luiza Akiko Komura Hoga do Projeto "Mulheres negras: do umbigo para o mundo" com o artigo: "Alguns Aspectos sobre Saúde/ Doença em Mulheres Negras". Através da divulgação desse artigo esperamos também contribuir com a questão da diversidade na saúde reprodutiva da mulher brasileira. Regina Maria Lacerda do Programa de Atenção Integral às Vítimas de Abuso Sexual de Santos (PAIVAS) também participa dessa edição com um "Relato da Experiência de Implantação de Serviço" - onde faz uma abordagem sobre a implantação do PAIVAS. Importante
salientar que as colaborações aqui recebidas têm servido
de canal para uma reflexão e avaliação dos mais distintos
exemplos e experiências de profissionais e de serviços que
podem, de alguma forma, contribuir para melhoria da qualidade do atendimento
prestadas a saúde da mulher. Em particular, no mês de Março,
esperamos que estes artigos possam fortalecer a luta por melhores e mais
dignas condições de atendimento à mulher em situação
de abortamento. Muito
Obrigado. |
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| Nesta
Edição BRASIL
EM FOCO DIREITOS
SEXUAIS E REPRODUTIVOS EM DESTAQUE SAÚDE
SEXUAL E REPRODUTIVA REFLEXÕES
E OPINIÕES |
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Manifestação 08 de Março pelo Dia Internacional da Mulher contra a desigualdade sofrida pelas mulheres: no mercado de trabalho, em relação a toda forma de violência (doméstica, urbana, no local de trabalho), à falta de garantia de políticas de saúde sexual e reprodutiva, à toda discriminação de raça/orientação sexual/credo/etc, à mercantilização do corpo feminino:
Rio de Janeiro
- Dia Internacional da Mulher Mesa Redonda
Planejamento familiar e direitos reprodutivos: aspectos legais, éticos
e assistenciais Jornada
de Planejamento Familiar e Capacitação em AMIU I Simpósio
Nacional para Profissionais Técnicos e Auxiliares de Enfermagem
com a finalidade de atualização em novas tendências
de enfermagem e técnicas em seu cotidiano em cursos pré-simósio. 11º
curso de Introdução à Metodologia de Pesquisa em
Gênero, Sexualidade e Saúde Reprodutiva Para inscrição
as (os) candidatas (os) devem ter experiência prévia de pesquisa
, ação e/ ou serviços na área de Gênero,
Sexualidade e Saúde Reprodutiva e possuir graduação
na área de Saúde e/ ou Ciências Humanas. Será
oferecida ajuda de custo, parcial ou total, abrangendo despesas de viagem
e de estada local. Os projetos devem ser enviados até 15
de abril e o curso será realizado em setembro. Obtenha
todas as informações e a ficha de inscrição
na homepage: www.ims.uerj.br/agenda.htm |
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Em 1994, os Estados Unidos em conjunto com 178 nações (entre elas o Brasil) se comprometeram em garantir que todas as pessoas tivessem acesso à serviços de saúde, planejamento familiar e educação básica para que indivíduos comuns pudessem tomar decisões por si próprios, suas famílias e por seu meio ambiente. Essa decisão global resultante da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento das Nações Unidas organizada em Cairo no Egito, representou uma importante medida para a saúde, desenvolvimento e meio ambiente. Também representou o reconhecimento da condição dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher e o aborto inseguro como uma das maiores preocupações da saúde pública mundial. Dentre todas as medidas, o Programa de Ação da Conferência de Cairo afirma que nas circunstâncias onde o aborto não for ilegal, deve ser realizado de maneira segura. Atualmente, porém, o governo americano vêm se distanciando de seu comprometimento com os princípios e decisões geradas em Cairo e precionando outros governos a fazerem o mesmo. Essa falha em manter os comprometimentos assumidos com a saúde e bem-estar de todas as pessoas do mundo tem graves consequências, já que os Estados Unidos é um dos principais doadores internacionais na área de população e saúde reprodutiva. Embasados na idéia de que a posição do governo contradiz os valores e crenças da maioria dos americanos, Ipas e outras organizações estão pedindo à cidadãos e instituições a reafirmarem as decisões de Cairo através da campanha "Uma promessa de mãe que o mundo precisa manter". Os resultados dessa campanha serão apresentados em setembro de 2004 em uma conferência em Londres. Saiba mais sobre a campanha através do site (em inglês): www.amotherspromise.org Maiores informações no site de Ipas NC (em inglês): http://www.ipas.org/english/press_room/2004/releases/02112004.asp
“Mulher e Kaiser: Especialidades da Casa”. Foi essa frase estampada em descansos de copo distribuídos pelo país que motivou o CLADEM-Brasil, com o apoio de diversas organizações feministas e de mulheres, a encaminhar uma denúncia ao Ministério Público, em janeiro de 2003, para determinar a imediata retirada do material publicitário de circulação e adotar as medidas cabíveis para a reparação dos danos causados com a propraganda discriminatória. Segundo Silvia Pimentel e Flavia Piovesan, a frase compara a mulher a um produto de consumo. Essa foi a primeira vez que o CLADEM manifestou-se no Brasil em relação à mídia. Em resposta à denúncia, a Kaiser retirou os descansa copos dos estabelecimentos e ressaltou que “em nenhum momento, quis comparar as mulheres ao produto cerveja. Ao contrário disso, a cervejaria teve por objetivo agregar os valores e qualidades das mulheres, que possuem bom gosto, beleza, inteligência, perspicácia entre outros, ao seu produto. Queremos, sim, que nossa cerveja seja tão desejada como são as mulheres” (Jornal da PUC Eletrônico, Ano XVI, n. 212 - 2ª quinzena 03/2003) . Em setembro de 2003, o CLADEM-Brasil, com o apoio de mais de cem organizações da sociedade civil, apresentou ao Ministério Público uma proposta para eventual acordo com Kaiser, para a reparação dos danos causados. Em janeiro de 2004, um ano após a denúncia, a Kaiser aceitou a proposta e compromete-se a fazer um anúncio impresso em homenagem às mulheres e a financiar 5 seminários regionais (sob responsabilidade do CLADEM-Brasil) pelo Brasil. O Ministério Público pediu a manifestação do CLADEM em relação à proposta. Em fevereiro de 2004, o CLADEM-Brasil enviou um comunicado para o Ministério Público, sugerindo algumas indicações para os anúncios, no sentido de que fossem publicados em algumas datas específicas importantes para as mulheres durante esse ano e também atualizando alguns valores para a realização dos seminários. Esses seminários serão realizados nas regiões: Norte, Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul do Brasil e em momento algum divulgarão o nome da Kaiser. Os seminários deverão incluir a discussão sobre a imagem da mulher na mídia, para o qual se espera sensibilizar, entre outros, profissionais ligados à área de mídia e comunicação, propaganda e marketing, jornalistas, publicitários/as e ONGs (organizações não-governamentais) com foco para o monitoramento da mídia. Além disso, os seminários também devem incluir perspectivas de gênero, étnico-racial e de direitos humanos. Esses seminários
e anúncios são os resultados de uma ação inédita
nesse campo além de representarem o esforço da articulação
de organizações da sociedade civil.
No dia 05 de março de 2004 - A Anistia Internacional lançou uma campanha global a fim de erradicar a violência contra a mulher. O principal objetivo dessa campanha é garantir a proteção dos direitos humanos de milhares de mulheres que, diariamente, são espancadas, estupradas, mutiladas e assassinadas. A campanha "Está Em Suas Mãos: Pare a Violência Contra as Mulheres" pede atenção do Estado, da sociedade e dos indivíduos para o problema da violência doméstica no mundo. Saiba mais sobre a
companha e estatíticas mundias sobre a violência contra as
mulheres em situações de conflitos familiares através
dos sites: |
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Links
Recomendados IPAS
BRASIL - NOVAS ADIÇÕES NAS PÁGINAS: |
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| Ciência
e Pesquisa Autor:
Holanda, Antônio Arildo Reginaldo de; Freire, Helaine Pompéia;
Santos, Davi dos; Barbosa, Moisés Ferreira; Barreto, Carlos Frederico
Bezerra; Felinto, Adriana Siqueira; Araújo, Iaperi Soares de. Autor:
Távara Orozco, Luis. Localização:
PE1.1 - Fonte:
LILACS |
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Artigos
On-Line A África do Sul é uma democracia recente e vibrante. Quando a nova Constituição foi criada em 1994, esta procurou reconhecer todos os direitos de todas as pessoas, incluindo todas as raças, todos os credos e ambos sexos, e garantiu a autonomia da mulher sobre seu próprio corpo. O Decreto sobre o Direito de Interrupção da Gravidez (CTOP, sigla em inglês), homologado na África do Sul em outubro de 1996, ampliou os direitos da mulher sul-africana, dando-lhe o direito de optar pela interrupção da gravidez sem ser preciso obter autorização de órgãos médicos, cônjuges ou outras pessoas da família. Pela primeira vez, todas as mulheres deste país, passaram a ter autonomia sobre seus direitos reprodutivos assegurados por lei. Apesar do Decreto CTOP, o acesso ao atendimento ao aborto ainda é limitado por barreiras sociais, culturais, geográficas e econômicas. Esta edição do Diálogo irá rever o trabalho atual do Ipas na África do Sul, que promove o debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos em uma província rural do país, e identificar estratégias comunitárias para superar barreiras que afetam o atendimento ao aborto inseguro. PARA ACESSAR O ARTIGO (em PDF®) - CLIQUE AQUI
Brasil em Foco Histórico Em 1989 o Programa Municipal de Aids foi implantado na cidade de Santos revelando a crítica situação epidemiológica em que se encontrava o município, os técnicos não podiam dimensionar o tipo de situações que viriam a ser enfrentadas a partir da problemática do HIV/Aids. A idéia era atuar na prevenção, oferecer atendimento de qualidade aos portadores e apoio psico-social. O caminhar da epidemia apresentou novos desafios e um contexto de atuação amplo e complexo. O advento da terapia antiretroviral (TARV) trouxe um novo alento aos portadores de HIV e ofereceu aos profissionais a possibilidade de pensar em situações em que as novas drogas fossem utilizadas para a prevenção da infecção pelo HIV. O sucesso das medidas de prevenção da transmissão materno infantil do HIV, e dos acidentes ocupacionais para profissionais de saúde encorajou ao Ministério da Saúde a elaborar uma norma técnica em 1999 que foi revista e ampliada em 2002 , normatizando o uso da Profilaxia Pós Exposição (PPE) e da Anticoncepção de emergência (ACE). Apesar do apoio do Ministério da Saúde, a decisão de se implantar um serviço que pudesse oferecer esse tipo de atendimento a nível municipal custou a surgir. Encontrar
a equipe capacitá-la, pensar no local para a instalação
do serviço foi uma tarefa difícil.Talvez por já estar
acostumado a enfrentar desafios é que o PAIVAS surgiu a partir
de uma decisão do Programa de Aids de Santos. Direitos
Sexuais e Reprodutivos em Destaque 04 de março de 2004 - No último mês de fevereiro, foram divulgados os resultados preliminares da pesquisa "Aborto Induzido: Conhecimento, Atitude e Prática de Ginecologistas e Obstetras no Brasil" desenvolvida pelos pesquisadores do Centro de Pesquisas Materno-Infantis de Campinas (Cemicamp): Dr.Aníbal Faúndes, Dra. Graciana Alves Duarte e Dr.Jorge Andalaft Neto. Essa pesquisa que contou com o apoio de Ipas North Caroline, Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPESP) e Fundo de Apoio à Pesquisa (FAEP) foi realizada através de uma amostra de profissionais de Ginecologia e Obstetrícia associados à FEBRASGO em 2003. A pesquisa tinha como objetivos: (1) identificar a atitude dos médicos sobre o aborto provocado, (2) verificar o conhecimento dos médicos acerca das situações em que o aborto é permitido por lei, (3) conhecer a prática clínica e pessoal (familiar) dos entrevistados com respeito ao aborto e (4) estudar a associação entre as variáveis demográficas e o conhecimento, atitude e prática em relação ao aborto provocado. Os resultados preliminares da pesquisa apontam que a grande maioria dos profissionais entrevistados possui conhecimento adequado sobre as circunstâncias nas quais o aborto é permitido no Brasil. Quase um terço dos participantes indicaram que a lei brasileira contempla o aborto em caso de malformação congênita grave (já existe uma jurisprudência sobre o assunto e em vários estados brasileiros, juízes vêm autorizando o aborto nessa situação). Os resultados também reforçam a necessidade de uma revisão das leis que tratam sobre o assunto da criminalidade do aborto no Brasil. De acordo com os resultados, 10% dos médicos entrevistados mostraram-se a favor da não penalização em qualquer caso e 77% afirmaram que o aborto em caso de malformação congênita deveria ser permitido por lei. PARA ACESSAR OS RESULTADOS PRELIMINARES DA PESQUISA (arquivo em PDF) - CLIQUE AQUI Saúde
Sexual e Reprodutiva Neste estudo, delineamos um perfil sobre a saúde da mulher negra. A amostra foi composta por 262 mulheres da região rural da Grande São Paulo. Os resultados revelaram que a maioria e casada, católica, possui o 1º grau incompleto, encontra-se entre 26 e 35 anos, e trabalha no lar. Quanto a sexualidade, 21.7% negam ter satisfação sexual; e a pílula e o método contraceptivo de maior freqüência, seguido pela laqueadura (17.9%). A pressão alta é o fator de risco familiar mais freqüente (50.3%) e, enquanto patologia, está presente em 24.8% da clientela (PAD >=90 mmHg). Concluímos sobre a necessidade de estender este estudo a população urbana e aprofundar a investigação sobre sexualidade, contracepção, maternidade e patologias como hipertensão e câncer. Reflexões
e Opiniões Desde o nascimento as mulheres são submetidas a um rigoroso treinamento para o desempenho da missão à qual foram predestinadas. As meninas são vestidas de “cor de rosa”, furam suas orelhas e lhe colocam brincos, sendo adornadas com laços, rendas e fitas. Afinal, têm de ser belas e sedutoras e, além disso, meigas, castas e recatadas. Seus brinquedos são bonecas, panelinhas, casinhas, nada mais do que instrumentos que se destinam ao bom desempenho do seus deveres. O único e grande sonho de realização é encontrar o príncipe encantado, casar e ser feliz para sempre. Eis que chega o grande dia. Vestida de noiva com véu e grinalda, é entregue pelo pai ao marido, até que a morte os separe... Aí começa o seu reinado. Seu cetro é a vassoura, sua coroa, quem sabe, uma lata d’água e seu manto, montanhas de roupas para passar. Como lhe ensinaram, a ela cabe o papel de esposa e mãe sendo responsável pelas tarefas domésticas. Isso inclui limpar, cozinhar, lavar, costurar, fazer compras, além, é claro, cuidar da educação e do bom desenvolvimento dos filhos, sem descuidar do marido. Porém, essas lides caseiras não são reconhecidas, não gozam de nenhum prestígio social. Por não ser trabalho remunerado, não é contabilizado, não possui valor econômico. Assim, as donas de casa são trabalhadoras que não recebem salário, não fazem jus a descanso semanal, limite de jornada, feriados, licenças e nem à aposentadoria ou à previdência social. A obrigação pelo exercício dessas atividades está ligada à equivocada noção de que elas decorrem da natural da divisão do trabalho. Por terem as mulheres o monopólio da função reprodutiva e a capacidade de amamentação, a elas se atribui, com exclusividade, toda a responsabilidade pela criação dos filhos e organização do lar. Todos olvidam que a mulher desempenha papel fundamental para a subsistência não só da família, mas do próprio Estado, pois é responsável pela procriação e criação dos cidadãos de amanhã. Seus filhos são a força de trabalho que irá garantir a continuidade da sociedade. Ainda assim, o trabalho que desempenham não é valorizado. Quando, apesar de todos esses obstáculos e limitações que as atividades domésticas lhes impõem, elas conseguem se inserir no mercado de trabalho, passam a desempenhar dupla jornada de trabalho. Como não conseguem se livrar de seus encargos familiares, têm menos disponibilidade de viajar, freqüentar cursos, estudar, isto é, têm menos condições de se qualificar, o que limita salários e dificulta a ascensão profissional. Não bastasse
tudo isso – ou talvez em face de tudo isso – a rainha do
lar ocupa uma posição subordinada e de submissão,
pois deve obediência ao marido, dono e senhor da casa. Agradecemos
à Desembargadora MARIA BERENICE DIAS por sua contribuição
a esta Revista Eletrônica |
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| Conselho Editorial | ||
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Osmar
Colás Oswaldo José Queiroz Dias Rivaldo Albuquerque Roberto Benzecry Sônia Dantas Sônia Madi Valéria Pandjiarjian Vera Rolim |
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de Saúde Sexual e Reprodutiva IPAS BRASIL |
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| Coordenação
Editorial - Leila Adesse Editor - Jefferson Drezett Editoração - Alessandra Foelkel Editores Associados - Cristião Fernando Rosas e Roberto Benzecry |
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Queremos
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