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Editorial 25 de novembro: Dia Internacional da não violência contra a mulher. A Campanha de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres é realizada em 130 países, de 25 de novembro a 10 de dezembro, e completa, este ano, 16 anos de existência. No Brasil a Campanha é promovida e articulada, nacionalmente, pela AGENDE em parceria com redes e articulações de mulheres, feministas e de direitos humanos, órgãos governamentais, representações de Agências da ONU no Brasil, empresas públicas e privadas. O slogan é “Uma vida sem violência é um direito das mulheres!” . O lema deste ano '16 anos de Campanha: Assuma essa luta!' convoca a sociedade a assumir a luta, que não é só das mulheres, mas de todas as pessoas que acreditam que uma vida digna e livre de violências é o primeiro passo para a construção de uma sociedade justa, igualitária e fraterna. Também abre a discussão sobre a diversidade de segmentos de mulheres e as diversas formas de violência que suportam no dia a dia [1]. No Brasil, contamos com um importante avanço: a aprovação da Lei Maria da Penha em 07 de agosto de 2006. A lei altera o Código Penal brasileiro e possibilita que agressores sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada, os agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas, a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos; a nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio e a proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos. [2] Já no cenário internacional, no entanto, é importante destacar aqui a difícil situação na Nicarágua que atualmente sofre um retrocesso na região com relação a proteção dos direitos humanos sexuais e reprodutivos das mulheres, devido a proíbição do aborto terapêutico. Diversas entidades da área da saúde e direitos sexuais e reprodutivos, grupos feministas, a FIGO, a FLASOG e a FEBRASGO enviaram cartas para a Assembléia Nacional da Nicarágua solicitando que o aborto terapêutico fosse mantido no Código Penal. Para levar a Campanha do Ativismo para as diferentes partes do Brasil destacamos as seguintes atividades com a participação de Ipas Brasil: 23 de novembro no Pará: lançamento de uma campanha para TV, rádio e jornal "Violência Sexual: Conheça seus Direitos" e de um seminário contra a violência no Pará. O Seminário "Os desafios no enfrentamento da violência doméstica, sexual e familiar no Pará"; que conta com o apoio da Assembléia Legislativa do Estado do Pará, visa debater as políticas de enfrentamento da violência, a implementação da nova Lei Maria da Penha sobre Violência Doméstica e Familiar, e a eficácia e funcionamento da rede de serviços. Nesta ocasião será entregue o protocolo da rede de serviços para as autoridades responsáveis. A campanha "Violência Sexual: Conheça seus Direitos" visa disseminar o direito à saúde das mulheres e adolescentes em situação de violência sexual, informando sobre o seu direito ao acesso à prevenção ou interrupção de uma possível gravidez, tratamento contra as DSTs e AIDS. 24 e 25 de novembro: Fórum Interprofissional sobre Atendimento da Mulher Vítima de Violência Sexual. Já no dia 28 de novembro no Rio de Janeiro, Ipas Brasil em conjunto com diversas outras organizações entre elas: Advocaci, Católicas pelo Direito de Decidir, Cepia, Rede Feminista de Saúde, Rede Jovens Brasil e Criola realizam em conjunto o seminário "Dialogando sobre os Direitos Sexuais e Reprodutivos: no Marco dos Direitos Humanos", nessa ocasião serão também lançadas duas publicações com relação ao tema: "Conhecendo os Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos: um direito de todos e todas" (Advocacia Cidadã pelos Direitos Humanos) e "Em defesa da Vida : Aborto e Direitos Humanos" (Católicas pelo Direito de Decidir). Esse seminário também conta com o apoio da UNFPA e da Escola da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. Ainda com relação ao tema da violência contra a mulher, apresentamos nessa edição alguns dados finais do Projeto "Atenção integral a pessoas em situação de violência sexual no norte do Brasil: Articulando e tecendo a rede", desenvolvido por Ipas Brasil com o apoio da Secretaria em Vigilância em Saúde no período de junho de 2003 a janeiro de 2005. Na seção "Brasil em Foco" apresentamos alguns resultados de outra investigação desenvolvida no período de 1992 a 2005 com relação ao aborto induzido no Brasil através do artigo apresentado no XV Encontro da Associação Brasileira de Estudos Populacionais - "Estimativas de aborto induzido no Brasil e Grandes Regiões (1992-2005)" de autoria de Mario Francisco Giani Monteiro e Leila Adesse. Também apresentamos maiores resultados e análises da pesquisa realizada entre 2001-2002 através da FEBRASGO sobre opiniões dos Ginecologistas-Obstetras brasileiros com relação ao aborto autorizada e publicada aqui através da BioMed (artigo em inglês). Agradeço mais uma vez as contribuições oferecidas para a editoração desta edição. Para aqueles que queiram oferecer sua contribuição para a publicação de algum artigo, eventos ou cursos a serem realizados e relacionados com nossos objetivos (saúde sexual e reprodutiva da mulher), pedimos que nos contatem através do e-mail: revista@ipas.org.br. Muito
obrigada |
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