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Editorial Esta é uma edição especial da revista eletrônica de Ipas Brasil em comemoração ao dia 25 de novembro - Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. Este ano a data tem foco especial no marco da Lei n. 11340, de 7 de agosto de 2006 - a Lei Maria Penha – primeira legislação específica de combate à violência doméstica contra as mulheres, há pouco mais de 1 ano em vigor no Brasil. Além de prever uma série de medidas de proteção às mulheres em situação de violência doméstica, a lei institui a criação dos Juizados Especializados no Combate à Violência Doméstica e Familiar e tirando o problema da violência contra as mulheres da esfera dos crimes de menor potencial ofensivo. Nesse sentido, destacamos a Campanha 'Está na Lei! Exija Seus Direitos! Lei Maria da Penha', coordenada pela ONG Agende. Veja mais no link http://www.agende.org.br/16dias Na questão do combate à violência sexual contra a mulher, Ipas Brasil lança a segunda etapa da campanha "Violência Sexual, Conheça seus Direitos" no norte do país. Essa iniciativa que visa unir entidades públicas e civis no combate à violência contra as mulheres, teve apresentação oficial no auditório do Sindicato dos Médicos do Pará. A Campanha, agora intitulada "Violência sexual, ajude a evitar essa ferida" tem como objetivo conscientizar principalmente as mulheres que vivem a situação da violência doméstica sobre a importância de pedir ajuda e recorrerem a Central de Atendimento à Mulher, ligando para o número 180, do Governo Federal, um serviço disponível para este tipo de auxílio. A campanha é composta de um filme para TV, um spot para rádio e materiais gráficos criados de forma voluntária pela Dahás Comunicação e Marketing e Imagem produções. Destacamos, nessa edição, a Declaração de Cuiabá onde os participantes do XII FÓRUM INTERPROFISSIONAL PARA ATENDIMENTO INTEGRAL DA MULHER VÍTIMA DE VIOLÊNCIA SEXUAL apelam aos poderes legislativo, judiciário e executivo para que impeçam qualquer retrocesso na legislação atual sobre o aborto, garantam os direitos conquistados e avancem no sentido de promover acesso de todas as mulheres, sem discriminação de qualquer espécie, aos direitos sexuais e reprodutivos e à cidadania. Assim como, a CARTA ABERTA A FAVOR DOS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS DAS MULHERES BRASILEIRAS, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA). No
mês
de novembro de 2007 a discussão sobre o aborto se
manteve constante na arena pública e na mídia. Em 21
de novembro foi apresentado, junto à Comissão de Seguridade
Social e Família (CSSF), da Câmara dos Deputados, o
parecer do relator do Projeto de Lei (PL) n. 1135 de 1991, que propõe
a descriminalização do aborto. O relator do projeto,
o deputado Jorge Tadeu Mudalen (DEM – DF), rejeitou a proposta
de descriminalização baseando-se em argumentos de
cunho religioso Conforme relatório da pesquisa Magnitude do Aborto no Brasil:Aspectos Epidemiológicos e Sócio-Culturais de Ipas Brasil/IMS/UERJ , são principalmente as mulheres mais pobres, negras e indígenas, que sofrem as conseqüências da prática do aborto inseguro no Brasil. Dados da pesquisa apontam que, por ano, cerca de 250 mil mulheres que realizam o aborto de forma insegura recorrem à rede pública para tratar as complicações. O tema do aborto deve ser abordado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos das mulheres, lembrando que o aborto inseguro é uma causa evitável de morte materna. Esperamos que o Congresso Nacional cumpra com o seu papel de proteger a vida e a saúde das mulheres brasileiras. Agradeço a todas as contribuições oferecidas para a editoração desta edição. Para aqueles que queiram oferecer sua contribuição para a publicação de algum artigo, eventos ou cursos a serem realizados e relacionados com nossos objetivos (saúde sexual e reprodutiva da mulher), pedimos que nos contatem através do e-mail: revista@ipas.org.br. Muito
obrigada |
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