Caso não esteja visualizando este e-mail
corretamente clique AQUI |
||
![]() |
||
|
ISSN 2176-4107 Editorial Em celebração ao 25 de novembro – Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher; Ipas Brasil marcou presença em São Luis do Maranhão no XIII Fórum Interprofissional sobre Violência Contra a Mulher e Implementação do Aborto Previsto em Lei e no I Encontro da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde de Mulheres e Adolescentes em Situação de Violência Doméstica e Sexual. Nessa ocasião, Ipas Brasil lançou a publicação "Histórias de mulheres em situação de violência e aborto previsto em lei", por meio de dados qualitativos coletados na pesquisa Abortamento previsto em lei em situações de violência sexual: perspectivas e experiências das mulheres. Este estudo, integrante do projeto financiado pelo Ministério da Saúde "Magnitude do Aborto no Brasil: aspectos epidemiológicos e sócio-culturais", teve por objetivo conhecer as opiniões e perspectivas de mulheres que realizaram o abortamento previsto em lei, nas situações de violência sexual, e inclui a percepção destas sobre o atendimento recebido no serviço público de saúde e suas reflexões sobre como essa experiência teria interferido em suas vidas. A iniciativa visa mostrar as implicações do aborto legal previsto em lei na rede de saúde pública, a partir da escuta qualificada dessas mulheres. Outras iniciativas de Ipas Brasil fazem parte das comemorações do 25 de novembro: a exibição do vídeo da campanha "Violência Sexual – Ajude a Evitar essa Ferida – Ligue 180" na caminhada pela “Não Violência Contra a Mulher” e nos serviços de saúde no múnicípio de Salinópolis, no Pará. Além disso, o vídeo será exibido em eventos como o I Seminário Intersetórial de Enfrentamento a Violência Sexual no Município de Salinópolis e nos telões do III Congresso Mundial de Enfrentameto da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que acontece no Rio de Janeiro com as participações do presidente Lula, da rainha Silvia da Suécia e de governadores de vários estados brasileiros. O vídeo da campanha também será apresentado nas montagens do Teatro do Oprimido que tratarem da violência contra a mulher. A metodologia do Teatro do Oprimido é desenvolvida em 18 estados do Brasil e em mais de 100 cidades, e é voltada para camadas oprimidas da sociedade, visando à transformação da realidade a partir do diálogo e meios estéticos. A violência é um dos principais temas presentes nas peças teatrais. Dentro das iniciativas virtuais, Ipas Brasil está entre as organizações que tiveram seus nomes mencionados no site da campanha da Unifem como organizações que contribuíram na coleta de assinaturas através do widget da campanha diga NÃO à violência contra a mulher. Também nessa edição: denúncias a respeito do desfecho trágico em Santo André, que culminou com a morte da adolescente Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos, marcam os textos da Ministra Nilcéa Freire e da feminista Liz de Oliveira Motta Ferraz. O Dia da Consciência Negra no Brasil, 20 de novembro, também é lembrado nesta edição. Divulgamos o lançamento do "Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil" - elaborado pelo Laboratório de Análises Econômicas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais da UFRJ. O Relatório compreende o registro de relatórios e estudos que mostram a susceptibilidade de grupos raciais no Brasil em relação aos índices de mortalidade materna decorrentes de aborto inseguro junto a cada grupo racial pesquisado. Os dados revelam que as mulheres negras têm um risco maior de morrer por complicações de gravidez que termina em aborto, indicando a necessidade de maior efetividade nas políticas de saúde para prevenir a morbi-mortalidade neste grupo. Apresentamos, ainda, trabalhos de cunho científico na área
da saúde e direitos sexuais e reprodutivos da mulher em ambos
os temas: violência sexual e desigualdades raciais. Esperamos que
estes sirvam como referência e despertem novas iniciativas nessas áreas,
tanto no Brasil como mundialmente. Muito
obrigada |
||
| Nesta
Edição BRASIL
EM FOCO DIREITOS
SEXUAIS E REPRODUTIVOS SAÚDE
SEXUAL E REPRODUTIVA REFLEXÕES
E OPINIÕES "Caso Eloá: o que deu errado? Essa é a pergunta
que não quer calar a respeito do desfecho trágico em Santo
André, que culminou com a morte da adolescente Eloá Cristina
Pimentel, de 15 anos." Informações
e Eventos Ipas
Notícias e clippings Links
Recomendados |
||
NOVEMBRO Campanha
16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência
contra as Mulheres - 2008 3º Seminário – O Enfrentamento da Violência
contra as Mulheres: Uma Questão de Saúde Pública
e de Direitos Humanos Capacitação para norma técnica da atenção
humanizada a mulher em situação de abortamento e AMIU.
Oficina
Temática "Direitos Sexuais e reprodutivos:
o poder de decisão e a violência contra mulheres" Ciclo de
Debates "Democracia, Estado Laico e Direitos
Humanos" Lançamento
do Relatório
Direitos Humanos no Brasil 2008 DESTAQUE - O Impacto
da Ilegalidade do Aborto na Vida das Mulheres: Realidades e Desafios Ciclo de
Debates: As mulheres na Democratização da Gestão
Pública International Seminar on Interrelationships between Contraception, Unintended
Pregnancy and Induced Abortion
|
||
|
Lei
de
Saúde
Sexual
e
Reprodutiva
no
Uruguai:
Presidente
Vásquez
veta
descriminalização
do
aborto O Presidente
do Uruguai, Tabaré Vázquez, efetivou o veto aos capítulos
II, III e IV da Lei de Saúde Sexual e Reprodutiva, que descriminalizam
e regulam a prática do aborto no Uruguai. A Assembléia Geral [Senado e Câmara] não conseguiu suspender o veto, pois não obteve o quorum necessário de votos. Segundo a agência de notícias ANSA - dos 29 senadores presentes, 14 votaram para manter a decisão do presidente e 15 contra, enquanto entre os deputados, 99 presentes, 44 apoiaram as observações da lei e 46 se pronunciaram contra. Para defender o projeto e superar o veto era necessária a maioria especial de 3/5 de cada Câmara, ou seja, pelo menos 18 senadores e 60 deputados, num total de 78 votos. Assim sendo, o projeto continua vetado. A opinião
uruguaia e campanha
Ipas
pede ao presidente eleito dos Estados Unidos apoio na defesa dos
direitos das mulheres Ipas dá as boas-vindas a Barack Obama como o próximo presidente dos Estados Unidos. Sob a liderança do presidente eleito, a nova administração poderá recolocar os Estados Unidos na vanguarda do movimento global para promover a saúde e os direitos reprodutivos das mulheres. Ipas pede a Obama para empreender ações efetivas no sentido de revogar a Lei Global da Mordaça, eliminar a proibição ao financiamento de programas voltados ao abortamento e cumprir nossos compromissos internacionais relacionados à proteção da saúde das mulheres. "Mais de 500.000 mulheres morreram por complicações decorrentes de abortamentos inseguros durante o período de oito anos do governo de Bush, devido à falta de acesso à atenção integral à saúde reprodutiva", disse Elizabeth Maguire, presidente e Diretora Executiva do Ipas. "O presidente eleito Barack Obama tem a oportunidade - e acreditamos que também o entusiasmo e o comprometimento - de fazer uma enorme diferença para a saúde e os direitos reprodutivos das mulheres." Entre as medidas que o presidente eleito pode tomar após a sua posse para melhorar a saúde das mulheres estão: 1. Revogar a Lei Global da Mordaça. A Lei Global da Mordaça inabilita as organizações privadas nos países em desenvolvimento para receber financiamento dos Estados Unidos se elas se envolverem com algum trabalho relacionado ao abortamento. A eliminação desta proibição possibilitará que os programas de planejamento familiar expandam seu trabalho, evitando gestações não desejadas e abortamentos inseguros; e que clínicas e serviços ambulatoriais sejam reabertos e especialistas da área da atenção à saúde possam participar livremente de debates com o objetivo de melhorar as políticas de saúde para as mulheres. 2. Eliminar a proibição ao financiamento pelos Estados Unidos de programas e serviços de atenção ao abortamento. Uma lei de 1973, que leva o nome do Senador Jesse Helms, impede que o auxílio financeiro dos Estados Unidos a outros países seja usado para assistência, encaminhamento e militância relacionados ao abortamento - atividades que são legais nos Estados Unidos e praticamente em todos os países receptores. Esta proibição limita severamente os esforços para reduzir a mortalidade materna em países como o Nepal. Em 2002, o Nepal legalizou o abortamento com o objetivo de mitigar o enorme impacto de sua restritiva lei para o abortamento sobre seu índice de mortalidade materna. Sem a emenda de Helms, o auxílio financeiro dos Estados Unidos a outros países poderia desempenhar um papel importante, ajudando a treinar e equipar provedores de saúde para o fornecimento de atenção ao abortamento seguro, salvando dezenas de milhares de vidas e reduzindo drasticamente o número de gestações não planejadas. Na última década, outros 15 países expandiram as condições para o abortamento legal; os Estados Unidos deveriam apoiar os esforços destes países para evitar mortes e danos decorrentes de abortamentos inseguros. 3. Reunir-se com a comunidade global e apoiar os esforços internacionais para ampliar o acesso das mulheres a serviços de planejamento familiar e atenção ao abortamento seguro. Antes do governo de Bush, os Estados Unidos ajudaram a desenvolver acordos internacionais essenciais para a saúde e os direitos das mulheres, e que eram consistentes com valores fundamentais e princípios constitucionais americanos. O presidente eleito Barack Obama pode demonstrar seu compromisso com a cooperação internacional reabilitando o financiamento para o UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas, com o intuito de apoiar o importante trabalho que esta agência realiza para promover o planejamento familiar voluntário e a saúde materna em 150 países. Além disso, pedimos ao presidente eleito Obama especial atenção em trabalhar com parceiros mundiais para transformar os acordos internacionais que os Estados Unidos elaboraram e assinaram no passado em melhorias práticas para a saúde e os direitos das mulheres. "Os parceiros e colegas do Ipas em todo o mundo - mulheres, provedores de saúde e formuladores de políticas - estão ansiosos por nova liderança dos Estados Unidos", disse Maguire. "Nos próximos anos, estamos confiantes de que o novo governo fornecerá esta liderança. A vida de milhões de mulheres e adolescentes, bem como de suas famílias, está em jogo."
|
||
|
OBSERVE
- Observatório Lei Maria da Penha 18
Anos de Campanha. Faça parte dessa história! A Campanha
16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres
|
||
Ciência
e Pesquisa A partir de questionários e entrevistas, os pesquisadores investigaram três tipos de violência: física, sexual e psicológica. Das participantes do estudo, 81,3% já sofreram agressão física alguma vez na vida. No entanto, 67,8% comentaram terem sido vítimas de mais de um tipo de violência. Além disso, a violência psicológica foi narrada por 67% das mulheres, sendo que 68,3% dessas disseram que foram assustadas, ameaçadas e amedrontadas, enquanto as demais sofreram xingamentos, ofensas e humilhações. “Observou-se que 30% das mulheres declararam ter sofrido violência física e psicológica, enquanto 22%, além dessas duas modalidades, também sofreram violência sexual”, afirmam os pesquisadores. Eles explicam que consideraram agressão sexual a prática de sexo contra a vontade, com medo, considerada humilhante ou para não contrariar o parceiro. Segundo os estudiosos, a violência física resultou em lesões para 49,8% das mulheres. Em 30,4% dos casos foram cortes leves, 15,9% perfurações penetrantes e 16,6% hematomas. “Todavia, foram observados relatos de lesões mais graves como traumatismo craniano (5,7%) e até aborto (2,8%), o que configura ocorrência de violência na gravidez”, destacam. “Das mulheres que sofreram lesões, 67,6% necessitaram de atendimento médico e 9,3% chegaram à hospitalização”. Os resultados apontaram que a prevalência de distúrbios psíquicos menores foi 26% maior em mulheres que foram amedrontadas, assustadas ou ameaçadas e que relataram tapas e bofetadas. Já as que sofreram estrangulamento, queimaduras ou foram feridas com arma ou objeto apresentaram 24% de chances de adquirirem esse tipo de transtorno. Mulheres com filhos apresentaram prevalência de 78,8% de distúrbio psíquicos menores. Já as sem filhos mostraram uma prevalência 7,2% menor. Nas agredidas por parceiros, a taxa foi de 77,9%. Por outros agressores, a prevalência foi de 76,1%. Os pesquisadores também identificaram que a própria mulher, ao prestar a queixa, percebe os efeitos da violência sobre a saúde, mas que o problema não recebe a conduta médica devida caso a agressão não seja visível exteriormente. “O problema permanece invisível ao setor, não sendo sequer registrado em prontuário e quando isto ocorre o atendimento resume-se ao tratamento das marcas deixadas pelo corpo”, esclarecem. “A equipe de saúde deve estar preparada para atender de forma eficaz a essas mulheres, de modo a não só identificar a violência, mas também notificar, prevenir seqüelas e encaminhar as vítimas aos serviços de apoio mais adequados à situação de violência”.
|
||
| ATENÇÃO: Alguns dos Arquivos On-line a seguir estão em formato Word® (doc) ou Acrobat Reader® (pdf). Clique nos logos abaixo caso você não possua o Acrobat Reader ou o Microsoft Word Viewer para fazer o download dos programas e ter acesso aos artigos. |
||
Download Adobe Acrobat Reader® (usuários Mac / PC ) |
(usuários PC sem o Microsoft Word) |
|
|
...
Brasil
em Foco O Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil é um estudo que tem por eixo fundamental o tema das desigualdades raciais e sua mensuração através de indicadores econômicos, sociais e demográficos. Visa sistematizar os avanços e recuos existentes no Brasil em termos da equidade racial em seus diversos aspectos. O
Relatório tem por missão: Sobre
a questão do aborto na "Conclusão
Geral" (em PDF) do documento:
Direitos
Sexuais e Reprodutivos RESUMO
Saúde
Sexual e Reprodutiva 1 – as
razões
de mortalidade materna de pretas (9,7/100.000) são
2,5 vezes maior que para as brancas (3,8/100.000), isto é um
Risco Relativo=2,5.
| ||