|
||||||||||||
| INFORMAÇÕES
RELACIONADAS:
Violência sexual: Medidas, Intervenções e Estatísticas A violência sexual é fenômeno universal que atinge indistintamente mulheres de todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas. Ocorre em populações de diferentes níveis de desenvolvimento econômico e social, em espaços públicos ou privados, e em qualquer etapa da vida da mulher. Apesar de desconhecida a verdadeira incidência dos crimes sexuais, estima-se que afetem 12 milhões de pessoas em todo o mundo. Apenas nos EUA, calcula-se que cerca de 680 mil mulheres são estupradas e que 200 mil crianças são sexualmente abusadas, a cada ano. As conseqüências biopsicossociais são ainda mais difíceis de mensurar, embora acometam a maioria das vítimas e de suas famílias. Na esfera emocional, a violência sexual produz efeitos intensos e devastadores, muitas vezes irreparáveis. Para a saúde, os danos e os agravos do abuso sexual são expressivos e complexos, com particular impacto sobre a saúde sexual e reprodutiva. Entre eles, a gravidez decorrente do estupro se destaca pela multiplicidade de reações e sentimentos que provoca, tanto para a vítima como para a sociedade. Geralmente é encarada como segunda violência, intolerável para a maioria das mulheres. Para agravar o problema, entre 25 a 50% das sobreviventes da violência sexual são infectadas por uma DST, somando severas conseqüências físicas e emocionais. Ainda que reconheçam todas essas repercussões, cerca de 80% das vítimas de violência sexual referem ter como principal preocupação a possibilidade de se infectar com o HIV. De certo modo, justifica-se essa inquietação. Os poucos estudos bem conduzidos indicam a possibilidade de soroconversão entre 0,8 e 1,6%, risco comparável (ou mesmo superior) ao observado em outras formas de exposição sexual única, receptiva ou insertiva, ou mesmo nos acidentes ocupacionais. A interpretação deste dado deve ponderar os múltiplos fatores de risco para a infecção pelo HIV envolvidos nas situações de violência sexual: tipo de violência sofrida, número de agressores; ocorrência de traumatismos genitais; idade da vítima; condição himenal; presença de DST ou úlcera genital prévia; e forma de constrangimento utilizada pelo agressor Os provedores
de serviços de saúde deveriam estar adequadamente preparados
para avaliar os riscos envolvidos com a violência sexual em
cada caso, oferecendo medidas de proteção e intervenção
apropriadas. Contracepção
de Emergência, profilaxia para a hepatite
B e proteção medicamentosa contra as DST não
virais são ações de fundamental importância
e que deveriam ser oferecidas e garantidas aos casos ocorridos há menos
de 72 horas. Prof.
Dr. Jefferson Drezett - texto adaptado de: “PROFILAXIA
PÓS-INFECCIOSA DE MULHERES ESTUPRADAS” - apresentado
para a IV Conferência Internacional sobre Infecção
pelo HIV em Mulheres e Crianças – Rio de Janeiro,
abril de 2002. Medidas e Intervenções para Tratar do Problema promover e apoiar pesquisas sobre o tema promover ações entre os setores jurídicos e o de saúde, incluindo medidas para:
Estatísticas: -
Segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia (Holanda), que pesquisou
a violência doméstica em 138 mil mulheres de 54
países, 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas à violência
doméstica. - Copyright © - Ipas 2001-2008 Questões sobre o Web site Ipas Brasil: webmanager@ipas.org.br | ||||||||||||